terça-feira, junho 30, 2015

Isso é Brasil: ANCINE


É muito complicado... Mais uma vez o Governo Federal vem interferir na economia com a atuação desastrada de suas agências (des)reguladoras (SIC), em especial a famigerada ANCINE. Eles querem interferir em tudo, inclusive no seu pacote de conteúdo on demand pago, como Netflix. Veio do site Brises.org, de autoria de Pedro Borges Griese. É simplesmente uma vergonha a forma amadora e infantil como o Brasil trata nossa economia. A forma paternalista pela qual o povo é conduzido produz estas distorções que nos levam ao pior cenário possível para o estímulo a eficiência. Leiam e tirem suas conclusões: 

Se existe algo quase certo sobre o intervencionismo governamental na vida das pessoas é o fato de ser quase impossível detectar um limite para a capacidade do governo em fazê-lo. Uma das formas mais corriqueiras é a lenta e progressiva intervenção, que pode vir com o rótulo de regulação. A regulação vai adentrando as atividades humanas de forma quase imperceptível, inodora e incolor. Quando finalmente percebemos, estamos em um regime intervencionista sem nos darmos conta de como chegamos lá. O intervencionismo pode se imiscuir em quase todos os setores da economia.

Em um artigo recente, estudamos a intervenção do governo brasileiro em uma atividade corriqueira, frugal, simples e quase supérflua: o ato de frequentar cinemas. Vimos como a instituição de cotas de conteúdo nacional, bem como a limitação de títulos de filmes por sala, causaria muito mais impactos negativos do que eventuais resultados positivos. E tais impactos se refletem em todo o setor. Consequentemente, defendeu-se que a intervenção do órgão que poderíamos chamar de "responsável pelo setor" (Agência Nacional de Cinema — ANCINE) causa mais danos do que benesses.

Ocorre que, diante de alguns outros fatos não abordados no artigo anterior, mas principalmente em razão de novas notícias publicadas pelo mesmo órgão, temos de ampliar a análise.

Nesse sentido, cabe mencionar que recentemente a ANCINE publicou a sua Agenda Regulatória para 2015/2016. A Agência diagnosticou 11 coisas que ela chama de Temas Estratégicos.

Resumidamente, pode-se dizer que a publicação traz possibilidades realmente preocupantes. A maioria das propostas regulatórias não traz novidades, muitas delas são atualizações e modificações de regulamentos ou leis já existentes. O que mais se destaca, no entanto, são os temas que realmente têm potencial de trazer inovações na intervenção.

Jogos eletrônicos

Uma das novidades na agenda regulatórias é o tema "jogos eletrônicos".

Oficialmente, a ANCINE declara que deseja promover um estudo relativo à inclusão dos jogos eletrônicos — e toda a sua cadeia produtiva — no espectro da legislação do setor audiovisual. Os objetivos seriam: estimular a produção brasileira independente e a produção regional; estimular a expansão dos serviços de 'acesso condicionado' e de novos segmentos; aprimorar mecanismos de defesa e da ordem econômica.

Eis o que realmente quer a ANCINE: fazer estudos para criar cotas, benefícios e privilégios para produtoras de jogos nacionais; criar restrições de qualquer tipo ou maneira para jogos estrangeiros; interferir, sob qualquer pretexto, na escolha de jogos a serem comprados pelos consumidores; interferir na escolha dos pais, das crianças e dos adolescentes; cobrar a taxa da CONDECINE de jogos; interferir nas plataformas e na dinâmica do mercado de consoles, em especial os consoles estrangeiros (leia-se Play Station e XBOX).

Por conseguinte, aplique todo o raciocínio da criação de cotas e das reservas de mercado, e os resultados não poderão ser outros: jogos e consoles mais caros; menor valor de entretenimento; retração do setor; jogos encalhados nas prateleiras, mas financiados com dinheiro público porque são nacionais.

É possível até que alguns jogos sejam barrados ou proibidos, usando qualquer desculpa. Se você acredita que isso é um exagero, lembre-se do que ocorreu com o jogo Counter Strike.

Enfim, se algum leitor tem como entretenimento jogar videogame em qualquer plataforma que seja é melhor ficar atento.

Serviço de Acesso Condicionado — SeAC

A rigor, esse tema não é tão novo: trata-se da lei nº 12.485.  Essa lei, juntamente com a Instrução Normativa 101, faz parte do regulamento do Serviço de Acesso Condicionado — SeAc, que é mais conhecido como TV por Assinatura.  Mas, como se essa legislação não fosse ruim o bastante, a ANCINE pretende aprofundar ainda mais o tema — com a mais cândida das intenções, evidentemente.

Basicamente, o que essas normas impõem é uma cota para conteúdo nacional no serviço de TV que o consumidor assina e paga.  Esses normativos, além de imporem uma quantidade de canais de distribuição obrigatória (artigo 32 da lei), também obrigam os canais que exibem predominantemente filmes, séries, animação, documentários (chamados de canais de espaço qualificado) a dedicarem 3 horas e 30 minutos semanais de seu horário nobre à veiculação de conteúdos audiovisuais brasileiros.

Sendo que, no mínimo metade, deverá ser produzida por produtora brasileira independente. 

Traduzindo: o consumidor paga pela TV por assinatura, porém a operadora cujo serviço ele contrata é obrigada a distribuir canais escolhidos pelo governo no menu de canais contratados, fechando assim o espaço para outros canais que poderiam ser transmitidos — canais esses que, sob o julgamento de valor do mesmo consumidor, seriam mais interessantes para ele, logo com maior audiência.

Adicionalmente, naqueles canais em que realmente há maior audiência, ocorrerá que, em ao menos um dia por semana, e no horário nobre, só haverá opção de assistir a algum conteúdo nacional. O consumidor não tem a opção de não comprar canais nacionais ou conteúdos nacionais.

Parece-me que este seria um caso de vitória quase certa para os advogados que adoram litigar usando o Código de Defesa do Consumidor, em especial usando o artigo que disciplina a venda casada. Mas é mais provável que esses mesmos advogados irão dizer que a venda casada só é proibida para empresas, nunca para o governo.

O mais distorcido na imposição de toda essa regulamentação é a justificativa da ANCINE para a as cotas. Segundo a ilustre agência, o mecanismo das cotas "garante uma demanda potencial mínima que possibilita a existência da produção nacional em bases capitalistas, sem o demasiado apoio do erário público".  

Mais ainda: "as cotas permitem a convivência, nos mercados locais, entre a produção audiovisual feita nesses países e a produção internacional sempre comprada a preços muito baixos, pois seus custos de produção já foram inteiramente pagos nos mercados onde foram produzidos".

Portanto, para a ANCINE, criar reservas de mercado é "capitalismo", e o fato de o consumidor receber uma produção internacional mais barata é algo ruim.  No que mais, ainda segundo a augusta agência, a produção nacional deve ter o apoio do erário público (sic), mas não demasiadamente.

Além da justificativa anterior, a agência argumenta que "os europeus, canadenses, sul-coreanos e australianos resolveram a questão incontornável da demanda potencial para os conteúdos produzidos nesses países estabelecendo obrigações de veiculação (as cotas) para a produção doméstica." E discorre que, "na Europa, as cotas são de 50% de conteúdos europeus no espaço qualificado em todos os canais."  E complementa dizendo que, "mesmo nos Estados Unidos, há uma política de proteção e incentivo à produção independente." E finaliza dizendo que "a política de obrigação de veiculação de conteúdos nacionais não se apoia somente em questões econômicas, mas também em aspectos culturais."

Breve parêntesis: a agência nunca especifica o que seriam estes "aspectos culturais", o que abre uma ampla discricionariedade para que ela própria possa interferir e definir o que é cultura e quem a produz.

A ANCINE complementa a argumentação afirmando que "as cotas mínimas para conteúdo nacional geram diversidade nos mercados audiovisuais e são instrumentos legítimos reconhecidos pela comunidade internacional."

Ou seja, se os países do mundo inteiro criam reservas e barreiras de mercado prejudicando seus próprios cidadãos, então o Brasil deve copiá-los prejudicando os próprios brasileiros no processo. Assim é construída a negação da Teoria das Vantagens Comparativas de David Ricardo, e um dos princípios basilares para a maior prosperidade entre os povos é negado. A divisão do trabalho é afetada, seus efeitos são diluídos, e a cooperação e associação humana são prejudicadas.

Mises escreve quase todo esse argumento, de forma mais detalha, no capítulo 8 de Ação Humana. Acrescento também o capítulo 14 do livro Economia Numa única Lição e o capítulo 9 de Economia e Liberdade.

No caso de cotas de conteúdo de TV, deve-se ressaltar adicionalmente que a imposição das reservas de mercado, além de criar empecilhos para a divisão de trabalho e cooperação humana, faz com que os países prejudiquem a troca de experiências culturais entre as pessoas quando, mutuamente, criam cotas e barreiras de seus conteúdos. Isso é algo lamentável.

Vídeo por demanda

Essa é outra inovação da agência.

A ANCINE quer regular o serviço de vídeo por demanda. Segundo ela própria, a ideia seria regular a atividade por meio da revisão dos critérios para a cobrança da CONDECINE. E a diretriz desse tema estratégico é: "desenvolver e qualificar os serviços de TV por assinatura e de vídeo por demanda, oferecidos em todos os ambientes, e ampliar a participação das programadoras nacionais e do conteúdo brasileiro nesses segmentos de mercado". (Itálico meu).

Esse tema será o principal problema a ser tratado nessa rodada intervencionista. Serviços de assinatura de vídeo "on demand" têm se popularizado, especialmente na Internet.  Podemos listar uma vasta variedade de atuantes dessa modalidade de serviço, tais como: Netflix, Hulu, Popcorn Time, Google Play Movies, Now, HBO Go, Telecine Play, Crackle, NetMovie entre outros.

Tais veículos vêm crescendo consistentemente nos últimos anos. É deveras sintomático que a ANCINE coloque como diretriz seu desejo de regular tais serviços "em todos os ambientes". Ela especifica claramente que deseja elaborar estudos para rever os critérios de cobrança do CONDECINE, ou seja, cobrar a tarifa destes sites de serviços de vídeo on demand.

Deve-se aqui ressaltar que uma das modalidades dessa tarifa é a chamada "CONDECINE Título". Ela incide sobre a exploração comercial de obras audiovisuais em cada um dos segmentos de mercado (salas de exibição, vídeo doméstico, TV por assinatura, TV aberta e outros mercados). O valor da contribuição varia conforme o tipo da obra (publicitária ou não), o segmento de mercado e, no caso das obras não publicitárias, a duração (curta, média ou longa-metragem) e, ainda, a forma de organização da obra.

Nesse caso, seria uma tarifa cobrada baseando-se na quantidade de títulos disponíveis no catálogo das empresas de vídeo sob demanda. Quanto maior o catálogo, maior a tarifa. O efeito mais rápido disso para o consumidor? A assinatura do Netflix e dos sites similares deverá ficar mais cara para os brasileiros. Ou pior, haverá uma menor variedade na quantidade de títulos, conforme será descrito mais abaixo.

O raciocínio de cobrar a taxa do CONDECINE não seria uma novidade. Justamente pelo fato de que os clientes das empresas de TV por assinatura têm de pagar os impostos dos serviços e estão submetidos a cotas de conteúdo, há pressão dessas operadoras para equalizar o tratamento tributário e regulatório aos sites de video on demand.

Veja, por exemplo, o raciocínio do ex-ministro das comunicações:

Na opinião do político, estes sites devem ser taxados tal como acontece com as empresas de TV por assinatura. A ideia, na verdade, é fruto de pressão destas companhias. Elas argumentam que os seus serviços sofrem taxas de tributação e devem exibir uma quantidade mínima de conteúdo nacional, por exemplo, e que não é justo que empresas de streaming não sejam submetidas às mesmas obrigações.

Para Paulo Bernardo, a solução seria a criação de uma regulamentação específica para serviços de streaming que inclui, obviamente, alíquotas tributárias.

O mais tragicômico deste raciocínio é que, na opinião do ex-ministro, o Brasil é um "paraíso fiscal" para tais serviços e isso não deveria ocorrer. Para sermos justos, não se pode acusar a ANCINE de pensar e fazer exatamente aquilo que o governo raciocina que deve ser feito. Na dúvida, se um serviço seria ou não tributável ou regulável, há alguma dúvida quanto a qual conclusão o órgão vai chegar?

Uma possível consequência dessa regulamentação é a queda na qualidade do serviço do Netflix e seus similares. O raciocínio é o seguinte: uma das ações do Netflix e de sites concorrentes é instalar servidores em redes de telecomunicações de forma a encurtar a distância entre o usuário e o conteúdo demandado. O Netflix, por exemplo, instala mais servidores em redes no Brasil. Com a nova regulação, simplesmente o Netflix poderia não instalar servidores em locais onde a jurisdição brasileira prevalece. Porém, isso aumentaria a distância do usuário e seu conteúdo, prejudicando assim a transmissão e a qualidade dos serviços.

Como as redes de telecomunicações de empresas atuantes no Brasil sofrem uma demanda por tráfego internacional, essa pressão de demanda aumentaria, degradando mais ainda o nível de qualidade do serviço. Adicione a isso o fato de que as empresas de acesso no Brasil estão impossibilitadas de gerenciar melhor o conteúdo, em função do Marco Civil da Internet e da neutralidade de rede, e temos então um cenário de criação de incentivos perversos, os quais tenderão a aumentar a degradação dos serviços de vídeo sob demanda.

Os prestigiosos juristas e técnicos do governo brasileiro e da ANCINE poderão arquitetar uma legislação em que a tributação do serviço de vídeo sob demanda incorreria independentemente da localização das sedes das empresas, de onde se hospeda o site, ou de onde se localizam os servidores. Porém, o mercado também dispõe de criativos advogados que poderiam bolar ferramentas jurídicas para contornar essa legislação. E assim um jogo de gato e rato para tributação e regulação de bytes surgiria. O governo brasileiro buscando tributá-los e as empresas buscando se defender. De qualquer forma, eventualmente esse custo de instabilidade regulatória, jurídica e fiscal incorrerá sob o consumidor brasileiro.

Outro problema dessa regulação do serviço de vídeo por demanda é a possível imposição de cotas de conteúdo nacional nesses veículos de mídia. Não seria surpresa uma interpretação nessa vertente, já que seus principais concorrentes (as operadoras de TV por assinatura) estão sob a legislação que foi descrita acima.  

Nesse caso, além de todos os efeitos negativos da criação de cotas e barreiras de mercado, há um problema adicional bem significativo: um dos mais importantes atrativos para estes veículos de vídeos sob demanda está na oferta de uma extensa variedade de conteúdo para seus clientes.  Não à toa, estas mídias buscam obter catálogos de vídeos com muitas opções. Em princípio, adicionar vídeos de produtoras nacionais a esses catálogos poderia aumentar a variedade e a opção aos clientes, o que seria benéfico e desejado por todos. Porém, caso haja uma imposição de cota de conteúdo, corre-se o risco de não haver conteúdo nacional suficiente para preencher tal cota.  E aí começa a encrenca.

Primeiro, o site poderia ter de reduzir a quantidade de títulos de seu catálogo para se adequar à razão conteúdo nacional/conteúdo estrangeiro. Exemplo: suponha que o catálogo de um site seja 1.000 vídeos, sendo que destes 1.000 há um total de 100 vídeos nacionais. Se a cota for de 10%, então a razão conteúdo nacional/conteúdo total é atingida. Porém, se a cota for de 20%, então terá de haver uma diminuição do catálogo pela metade. Esse é um risco bem real que pode ocorrer com a assinatura de sites de vídeos sob demanda.

Mesmo que a cota seja atingida inicialmente, ainda assim haverá um segundo problema. É notório que a produção de conteúdo nacional é — e muito provavelmente sempre será — inferior em quantidade à produção de conteúdo internacional (a menos que a produção de conteúdo exclusivamente nacional seja mais da metade da produção mundial, isso sempre ocorrerá). Assim, mesmo que a cota seja atingida inicialmente, o distribuidor de vídeo sob demanda não poderá adicionar novos vídeos com a taxa de crescimento que ele gostaria, pois estaria restrito à taxa de velocidade de produção de conteúdo da produção nacional.

Não obstante, esse problema pode se agravar ainda mais. Para cumprir a razão que a cota estabelecer, o incentivo de produção de conteúdo nacional passa a ficar superdimensionado. E o efeito de se produzir conteúdo nacional com menor apelo de entretenimento, e qualidade artística questionável, aumentaria. Isso em razão do fato de tal conteúdo não estar sendo produzido de forma orientada ao público, mas sim orientada pela imposição das cotas, conforme já foi discutido no artigo anterior.

Enfim, ao impor uma possível cota de conteúdo nacional, a consequência lógica provável será o fato de mais conteúdo com valor artístico duvidoso ser ofertado forçosamente para o público.

Adicione à equação o elemento da cobrança da "CONDECINE Título", como já mencionado, e você verá que é bem possível que a empresa de vídeo sob demanda, como resposta à intervenção, atue no sentido de diminuir a variedade de títulos em seu catálogo.

Observe que nesse caso a tributação não seria em função do tráfego demandado em si, mas da quantidade de títulos ofertados. E seria lógica a conduta da empresa ao se comportar assim: primeiro para se adequar a uma possível imposição de cota de conteúdo e segundo para reduzir o fato gerador da incidência da tarifa, reduzindo a quantidade de títulos disponíveis em seu catálogo para o público nacional.

Conclusão

Como se já não bastasse sua danosa atuação no mercado cinematográfico nacional, a ANCINE pretende estender sua nefasta atuação em outras áreas do "audiovisual". As consequências podem ser elencadas desta forma: encarecimento dos jogos de videogame; deterioração de serviços de vídeo sob demanda; possível redução da variedade de conteúdo à disposição dos consumidores; encarecimento dos serviços.

Resumidamente, o consumidor será forçado a adquirir uma quantidade de conteúdo que não gostaria de ver, nem iria comprar, em condições normais de mercado.

Dado que os danos ao cinema e à TV a cabo já foram causados pela regulamentação já existente, ao menos os danos aos sites de vídeo sob demanda na Internet e nos videogames podem ser evitados. O que foi publicado pela ANCINE é apenas a sua agenda regulatória, logo tal regulação ainda está no aspecto da proposta. Se o preço da liberdade é a eterna vigilância, espero sinceramente que esse artigo sirva de alerta.

No momento, minha única sugestão para tentar impedir os efeitos ruins desta regulação é reclamar diretamente com quem diz ser o responsável pelo setor.

Sérgio

segunda-feira, junho 29, 2015

Baterias de Celular


Conheça 6 mitos sobre as melhores maneiras de carregar o celular. Vejam só: É melhor deixar a bateria acabar antes de recarregá-la? É errado deixá-la carregando a noite toda? O telefone carrega mais rápido no modo avião? Veio do G1:

Todo dono de celular já ouviu recomendações como "não deixe seu aparelho carregando a noite inteira", "não use seu telefone enquanto ele estiver carregando" ou "só carregue o celular quando acabar a bateria". Mas, nos últimos anos, as baterias dos celulares evoluíram consideravelmente e alguns truques já são obsoletos. A maioria das baterias de smartphones, como os da Samsung ou da Apple, é de íon de lítio. Elas carregam mais rápido, pesam menos e têm uma vida útil mais longa. Então, quais recomendações são verdadeiras e quais não passam de mitos? A BBC Mundo, o serviço em espanhol da BBC, fez uma pesquisa para desmascarar algumas dessas lendas. Confira:

1) É melhor esperar a bateria acabar para recarregar o celular: Falso. Carregar o celular frequentemente não prejudica as baterias. A Apple diz: "Recarregue a sua bateria de íon de lítio a qualquer hora. Não há necessidade de usar 100% dela antes de recarregá-la." Há quase um consenso entre especialistas em tecnologia que a carga ideal para uma bateria de íon de lítio varia entre 20% a 80% de sua capacidade. Segundo eles, mantê-la dentro desses parâmetros é ideal para aumentar a vida da bateria. Em outras palavras: não é recomendável manter seu celular 100% carregado ou deixá-lo chegar a zero. Os especialistas também sugerem desligar ou reiniciar o aparelho pelo menos uma vez por semana para maximizar o potencial da bateria.

2) É errado deixar o telefone recarregando durante a noite toda: Falso. Os smartphones de hoje são suficientemente inteligentes para saber quando a bateria é recarregada por completo e deve parar de carregar, enquanto o aparelho ainda estiver conectado à fonte de energia.

3) Carregadores 'não oficiais' são ruins e podem danificar a bateria: Os carregadores originais, da mesma marca do celular, são os mais adequados para recarregar o telefone. Mas muitas das vezes eles são caros e os usuários acabam recorrendo a alternativas. O problema, na verdade, está nos carregadores "piratas", de fornecedores desconhecidos, que não foram projetados especificamente para o telefone que o usuário quer recarregar. Alguns nem sequer carregam os dispositivos de maneira adequada ou demoram muito tempo para fazê-lo. Portanto, a dica é sempre suspeitar de carregadores ilegítimos e extremamente baratos.

4) É errado usar o telefone enquanto ele estiver recarregando: Em geral, não há nenhum problema em usar o telefone enquanto ele estiver recarregando. Histórias assustadores vêm alimentando esse mito: em julho de 2013, a chinesa Ma Ailun, de 23 anos, foi eletrocutada ao responder a uma ligação em seu iPhone 5 enquanto o telefone estava recarregando. Casos semelhantes foram amplamente divulgados pela imprensa internacional. Na maioria dos incidentes, a culpa recaiu no uso de carregadores não originais e de má qualidade. Se o usuário utiliza um carregador de qualidade, não deve ter nenhum problema de segurança. A Apple recomenda "deixar o telefone recarregar por pelo menos 10 minutos antes de utilizá-lo", quando a bateria de um iPhone está praticamente vazia e ao recarregá-lo aparece uma tela preta. "Então você pode usar o telefone enquanto ele ainda estiver recarregando", diz a empresa. Por outro lado, usá-lo enquanto estiver recarregando não tem nenhum efeito negativo sobre o processo. Pense que mesmo quando você não está ativamente usando o telefone durante o carregamento, o aparelho está trabalhando: ele pode estar conectado a uma rede sem fio e receber informações.

5) O telefone carrega mais rápido no modo avião? Sim, mas a diferença é pequena. Se você colocar um celular para carregar no modo avião o processo será um pouco mais rápido do que o normal. Isso porque o modo avião desativa as opções de acesso à rede 3G e ao Wi-Fi, e assim o telefone utiliza menos bateria durante o carregamento. A desvantagem desse truque é que, enquanto o aparelho estiver no modo avião, não pode receber ligações ou acessar a internet. A reportagem da BBC Mundo colocou o mito à prova e comprovou que carregar 10% do celular com o modo avião ativado é 1 minuto mais rápido do que pelo método tradicional.

6) Recarregar o celular no computador é mais demorado? A velocidade com que um celular é carregado depende da potência elétrica dos acessórios usados nesse processo. No caso da Apple e dos iPhones, por exemplo, essa potência varia de acordo com as especificações técnicas dos cabos e carregadores. A energia eléctrica ou potência define a velocidade à qual a energia é transferida, de modo que a potência mais, antes de recarregar a bateria. A potência elétrica define a velocidade que a energia é transferida. Dessa forma, quanto maior for a potência, mais rápido a bateria será carregada. Por exemplo, um carregador de iPhone tem 5 watts de potência enquanto que um cabo de USB ligado ao computador tem 2,5. Nesse caso, usar o carregador é mais rápido.

Sérgio

sábado, junho 27, 2015

HMS Queen Elizabeth




Vem aí o novo porta-aviões inglês: HMS Queen Elizabeth, que vai operar os novíssimos F-35 Lightning II. Saibam mais AQUI.

Sérgio

sexta-feira, junho 26, 2015

Victorville



Esse lugar é legal... Chama Victorville e fica na Califórnia.

Vistas de cima, as imagens impressionam: são dezenas de aviões, que parecem de brinquedo dispostos um ao lado do outro em fileiras, no meio do deserto. Trata-se do  cemitério de aviões de Victorville, no sul da Califórnia, um depósito de aeronaves antigas que atrai curiosos e amantes da aviação mesmo sem se tratar de uma atração turística oficial. A área, que já funcionou como base da Força Aérea americana, foi transformada na década de 1990 no Southern California Logistics Airport, um aeroporto logístico multifuncional que atua em várias frentes. Uma de suas funções é servir de estacionamento para antigas aeronaves comerciais que já levaram passageiros pelo mundo todo e agora estão, temporariamente ou em definitivo, fora de uso. Localizado a cerca de 128 quilômetros de Los Angeles, o lugar é um dos maiores cemitérios de aviões comerciais dos EUA. O aeroporto não é aberto ao público, mas curiosos conseguem ver e fotografar os aviões estacionados a partir de pontos de observações nos arredores.

Sérgio

quinta-feira, junho 25, 2015

Isso é China!


A China é mesmo diferente: País vai combater shows de strippers em velórios. Veio do Globo:

O governo da China decidiu apertar o cerco a fim de impedir a realização de shows de strippers em velórios em áreas rurais do país. As apresentações de dançarinas seminuas se tornaram uma febre em funerais de regiões mais afastadas de grandes centros urbanos, que carecem de eventos culturais. O Minstério da Cultura vai aumentar a fiscalização, noticiou a agência AP. De acordo com a crença local, quanto mais pessoas vão a um velório, mais honra recebe o morto. Assim, muitos estão apelando para strippers para como grande atração aos funerais. A modalidade erótica em enterros ganhou grande atenção da imprensa internacional na semana passada, quando foi divulgado um vídeo que mostra strippers contratadas por uma viúva em Taiwan. De acordo com o governo comunista, duas apresentações "vulgares" no país despertaram a atenção: uma em Hebei, com seis dançarinas, e outra em Jiangsu, que reuniu três strippers chinesas.

Sérgio

quarta-feira, junho 24, 2015

Mamilos Coração


Fala sério: mulheres estão modificando mamilos para deixá-los parecidos com coração. Surgida na Inglaterra, técnica chamada 'tittooing' não é definitiva. Procedimento pode custar mais de R$ 5 mil e dura de 12 a 18 meses. Veio do G1:

Uma nova transformação corporal tem feito sucesso. Mulheres têm mudado o formato da aréola dos mamilos para deixá-los parecidos com um coração. A técnica é conhecida como "tittooing", segundo o jornal inglês "Daily Telegraph". A tendência surgiu em Liverpool, na Inglaterra. De acordo com o jornal, o procedimento é semipermanente e consiste, com ajuda de tatuagem, em escurecer, ampliar e definir a aréola dos mamilos no formato desejado, no caso coração. O procedimento leva duas horas e pode custar mais de R$ 5 mil para fazê-lo nos dois mamilos. Como não é definitiva, ele permanece por um período de 12 a 18 meses. Por isso, é necessário fazer novas aplicações para restaurar caso a cor desapareça. Apesar de a técnica ter ganhado destaque pela primeira vez em 2013, ela voltou a fazer sucesso nesta semana nas redes sociais após reportagem do site spi0n.com. No Twitter, vários usuários compartilharam fotos de "tittooing".

Sérgio

terça-feira, junho 23, 2015

Dubai Airport 360


Esqueça os vídeos em 4K. O YouTube agora tem vídeos em 8K, inclusive em 360º. O primeiro vídeo interativo com resolução de 8K do YouTube é um timelapse de 24 horas do Aeroporto Internacional de Dubai, um dos mais movimentados do mundo. O vídeo foi publicado pelo canal Dubai360. Apesar de vídeos em 8K serem novidade, este não é o primeiro do YouTube. No dia 7 de junho, a produtora Neumannfilms lançou o "Ghost Towns in 8K", um curta de dois minutos que mostra casas e outros elementos urbanos abandonados. Para se ter ideia de como é avançado, ele foi publicado cinco dias antes de a Nasa postar seu primeiro vídeo em 4K e com 60 quadros por segundos – uma prévia de 20 segundos de como serão as próximas produções em seu canal, o ReelNASA. Grande parte dos PCs sequer suporta a resolução 4K, quanto menos 8K. Mas, para os dispositivos com tal capacidade, é possível selecionar a qualidade de 2160p (4K) ou de 4320p (8K), na parte inferior do próprio vídeo.

Sérgio

segunda-feira, junho 22, 2015

Cuidado com a Tecnologia


Vejam que triste: Canadense foi morto a tiros após rastrear celular perdido com aplicativo. Jeremy Cook, de 18 anos, perdera smartphone em táxi. Jovem localizou homens que estavam com aparelho e tentou reavê-lo. Veio do G1:

Um adolescente canadense de 18 anos foi morto a tiros ao tentar reaver seu smartphone usando um aplicativo de rastreamento. Jeremy Cook, morador de Ontário, no Canadá, foi morto no domingo (14.06.2015) ao chegar ao local indicado pelo app e confrontar três homens armados, que estavam com o aparelho. Segundo o site de notícias “CBC”, o jovem perdera o celular em um táxi. Para encontrá-lo, recorreu a um sistema de rastreamento eletrônico. Ele foi acompanhado de sua irmã mais velha ao local indicado pelo app. Chegando lá, encontrou três homens dentro de um carro, um Mazda. Ao pedir aos homens que devolvessem o aparelho, o veículo começou a se afastar. Cook se agarrou à porta do carro do lado do motorista. Houve disparos. O adolescente já não estava vivo quando a polícia chegou ao local. 

Segundo a polícia, Cook não tinha conexão com os homens, algo raro em crimes desse tipo. O veículo dos envolvidos no assassinato foi localizado nas proximidades depois de ter batido em uma cabine telefônica. O celular de Cook, pivô do crime, também foi encontrado. Três suspeitos foram presos, mas liberados em seguida por não terem conexão com o crime. “Ninguém poderia ter pressentido ou ao menos pensado que a perda de uma vida poderia ser resultado de um celular perdido”, afirmou à “CBC” Ken Steeves, da polícia de London, cidade da província de Ontário (Canadá). Para a polícia, Cook deveria ter acionado autoridades ao perceber que a situação poderia envolver violência potencial. “O app em si é uma ferramenta legal de se ter”, disse Steeves. “Mas se você suspeita que possa haver qualquer violência em potencial, nós certamente encorajamos você a contatar a polícia.” A polícia não revelou qual era o modelo do celular perdido por Cook. Apple e Google possui ferramentas para localizar aparelhos perdidos em seus sistemas. O “Find My iPhone” funciona para dispositivos com iOS e o Device Manager, para aqueles com Android. “Não foi o aplicativo que tirou a vida de Jeremy, foram os indivíduos que estavam armados com uma arma”, completou Steeves.

Sérgio

Cada um paga o seu...


O pior é que foi verdade: lembro disso, foi nem 2008, se não me engano, em Curitiba. Dizem que o cara do Corcel saiu do carro dizendo isso!

Sérgio

domingo, junho 21, 2015

Danilo Gentili & Dilma 1


Assistam antes que proibam, já que a Censura anda rondando. Muito boa esta montagem do Danilo Gentili. Se ele já era persona non grata antes, agora está com a cabeça à prêmio! Hilário... Agora é esperar o mimimi de quem leva políticos na brincadeira e humoristas a sério!

Sérgio

Sérgio Moro


Eu concordo, apoio, acredito e espero que chegue ao fim do seu trabalho neste caso. Faltam outros como ele no Brasil!

Sérgio

Balas Juquinha


Triste: Bala Juquinha tem produção suspensa e se despede depois de 64 anos. Primeira bala mastigável do Brasil, com receita de origem portuguesa, a tradicional Juquinha parou de ser produzida. Fábrica foi vendida, mas não se sabe se produção ainda será mantida. Veio do jornal O Dia.

Uma amarga notícia pegou de surpresa o mundo das guloseimas: a Juquinha, a mais famosa bala brasileira, exportada para pelo menos 60 países, parou de ser fabricada. A gostosa goma, que tinha o rosto de um menino lourinho como marca, reinou absoluta no mercado por seis décadas. As portas da empresa, em Santo André (SP), foram fechadas há pouco mais de um mês. No Rio, um dos principais estados consumidores do confeito, atacadistas já não têm mais estoques e nas vitrines, elas desapareceram. O motivo do encerramento da produção da primeira bala mastigável do país seria a falta de interesse dos filhos do criador, o italiano Giulio Luigi Sofio, de 77 anos, que mora em Santo André (SP) e não quer comentar sobre o negócio, adquirido por ele do português Carlos Maia, em 1982.

Segundo alguns dos últimos 18 funcionários demitidos mês passado, porém, a maior parte do maquinário da empresa — que chegou a ter mais de 200 empregados, produzir 600 toneladas de balas por mês e ter uma receita superior a R$ 15 milhões mensais, na Avenida dos Estados, em Santo André — já foi retirada. Um empresário carioca, que não seria do ramo alimentício, teria comprado a original e ultrassecreta fórmula da bala Juquinha de tutti-frutti, guardada a sete chaves. “O empresário do Rio veio de helicóptero a Santo André, cheio de seguranças, no final de maio. Em pouco mais de dez minutos, levou, num cofre, a fórmula”, garante um ex-empregado. A mistura clássica do mimo, foi desenvolvida por cozinheiras de Carlos Maia, que começaram a escala de produção em tachos de cobre. Maia batizou a guloseima em homenagem a Juca, um amigo português.

Na Central do Brasil, os principais distribuidores da bala Juquinha lamentaram o fim da produção. “Vendíamos 200 fardos, cada um com 20 pacotes de 700 gramas, por mês. Hoje (sexta), temos menos de 50 pacotes nas prateleiras”, diz o gerente da Cia do Doce, Paulo dos Santos. “É uma pena. Herdei essa loja (Esplendor, na Lapa) dos meus pais, há 34 anos. A Juquinha era a bala que mais saía”, lamentou. O aposentado José Alves, de 78 anos, diz que a bala Juquinha vai deixar saudades. “Quem não se lembra da famosa frase?: ‘quer enganar, dê bala Juquinha’. Ou seja, era a forma mais simples e divertida de se acalmar uma criança. Até hoje eu usava esse argumento com meu neto Olavo, de 4 anos”, diz. Agora, só resta a José e aos fãs da Juquinha, uma açucarada torcida pela possível volta da fabricação da bala. Um doce mistério. 
Fórmula secreta 

A Balas Juquinha Indústria e Comércio Ltda foi fundada em 1945 com uma outra razão social: Salvador Pescuma Russo & Cia Ltda. No início, dedicava-se apenas à fabricação de refresco em pó efervescente. Cinco anos depois, a empresa começou a fabricar balas mastigáveis. Pouco depois, a ‘docíssima e mole’ Juquinha virou febre no País, conquistando rapidamente o mercado. O sucesso da tão falada bala foi ampliada ainda mais com Giulio Sofio na direção do empreendimento, comprado através de um simples anúncio num jornal, colocado por Carlos Maia, que, em 1979, atolado em dívidas, acabou vendendo para o italiano, a receita mágica, que deu origem a outros sabores como uva, abacaxi e coco. Atualmente, até os ex-funcinários foram orientados a não dar entrevistas sobre a delícia. Um antigo funcionário conta que, quem ousava bisbilhotar e tentar descobrir a composição da fórmula, era demitido. “Muitos ‘espiões’ foram descobertos e mandados embora ao longo dos 30 anos. O segredo sempre foi o principal pilar de sobrevivência da empresa”, diz X., 56 anos, desempregado desde abril. “Nem sei se sei fazer outra coisa. Só bala”, lamenta, preocupado com o futuro.

O auge das vendas ocorreu em meados da década de 90, quando, durante o então Plano Real, as balas Juquinha viraram troco nos supermercados, bares e restaurantes. “Naquela ocasião faturei três vezes mais que agora”, disse Giulio, em entrevista a uma revista de ecnonomia em 2005. Desde então, o faturamento da fábrica caiu para R$ 8 milhões, passando sua produção de 600 toneladas por mês para menos de 100 toneladas. E veio registrando queda através dos anos, assim como o número de empregados. Em abril deste ano, conforme testemunhas, somente 18 pessoas operavam a linha de produção, que tinha modernos maquinários. Metade das balas era destinada ao mercado externo. Segundo especialistas, a queda é atribuída, especialmente, a dois fatores: a falta de interesse dos descendentes de Giulio para tocar os negócios no ramo, e a competitividade no mercado. “A clandestinidade no setor atualmente alcança mais da metade da produção de balas, pirulitos e doces. Como competir com produtos até 40% mais baratos, embora tenham qualidade duvidosa? Os fabricantes informais não pagam impostos e por isso assumem cada vez mais a liderança de vendas”, justifica o economista Jaiber Assumpção.

Outras guloseimas esquecidas

Os mistérios que envolvem a transação da venda da marca Juquinha, parecem coisas de cinema. E é como num filme romântico e nostálgico que muita gente se lembra de outras balas e doces que fizeram parte de suas infâncias e que hoje não existem mais. Alguns produtos, como o Cliclete Ping-Pong da década de 70, foram até reeditados, mas nunca alcançaram o sucesso dos originais. “Só de lembrar dos papéis de algumas balas, me vêm na lembrança coisas boas.Às vezes sinto até o cheiro das balas”, diz o estudante de administração, Rafael Alves, 44 anos, ao se referir à bala Soft. “Era uma delícia, mas perigosa. Quando engasgava, só socos nas costas resolviam”, lembra Rafael, às gargalhadas. Quem não lambia os lábios por outras delícias, que sempre contrariavam a boa nutrição por causa do açúcar, mas que, no fundo, pouco importava aos jovens? É o caso do Pirulito Zorro. “Não me contentava só com um”, lembra a comerciante Judite Ferreira, 56 anos. O eletricista Jordão Meireles, 47, enumera as “besteirinhas”, como seus pais classificavam os produtos, alguns com “gosto de remédio”. “Era viciado nas Balas Boneco, Banda, drops Dulcora e Sugus, por exemplo. Indispensáveis na minha lancheira escolar. Era atraído pelos comerciais na TV. Muitos em preto e branco”, recorda-se, mencionando os cigarros de chocolate da Pan, em que um menino simulava fumar.

Sérgio

sábado, junho 20, 2015

Isso é Brasil!


Não tem mais solução... Olha a última do Rio: 38 deputados do Rio de Janeiro que votaram a favor do vale-transporte para visitantes de bandidos presos. Veio da Veja:

A pedido dos leitores, consegui a lista dos 38 deputados do Rio de Janeiro que votaram a favor do vale-transporte para visitantes de bandidos presos. Não: os parentes de suas vítimas não têm direito nem mesmo a vale-transporte para visitá-las no hospital, mas a família inteira terá de pagar, junto ao resto dos cidadãos de bem, a condução dos visitantes daqueles que as roubaram, feriram, espancaram, estupraram e/ou mataram. Ainda pretendo analisar aqui o discurso picareta do deputado Marcelo Freixo durante a votação, ao anunciar o “sim” de toda a bancada do PSOL, o partido que continua fazendo jus ao seu terrorista fundador.

Por ora, destaco apenas que:

- o deputado Carlos Minc, ex-ministro do Meio Ambiente e notório propagandista da marcha da maconha e da “descriminalização” do usuário, deu a sua colaboração política para os traficantes que lucram com a sua propaganda.

- os deputados Martha Rocha e Zaqueu Teixeira, ambos não apenas delegados e ex-chefes da Polícia Civil, mas também membros da Comissão de Segurança e Assuntos de Polícia da Alerj, já podem ser transferidos para a Comissão de “Direitos Humanos”, onde poderão defender os interesses dos bandidos com maior facilidade.

Transcrevo abaixo a lista dos votantes, conforme anunciada na Assembleia Legislativa do estado, e saúdo os 3 deputados que cumpriram sua obrigação moral votando “não”.

O SR. PRESIDENTE (Wagner Montes) – Proclamo o resultado.

Votaram “sim” os Srs. Deputados:

- Ana Paula Rechuan,
– André Ceciliano,
– Bebeto,
– Benedito Alves,
– Bruno Dauaire,
– Carlos Minc,
– Daniele Guerreiro,
– Dionísio Lins,
– Dr. Julianelli,
– Dr. Sadinoel,
– Edson Albertassi,
– Eliomar Coelho,
– Enfermeira Rejane,
– Fábio Silva,
– Jânio Mendes,
– Jorge Fellipe Netto,
– Luiz Martins,
– Luiz Paulo,
– Luiz Martins,
– Marcelo Freixo,
– Marcelo Simão,
– Márcia Jeovani,
– Martha Rocha,
– Milton Rangel,
– Nelson Gonçalves,
– Paulo Ramos,
– Pedro Augusto,
– Pedro Fernandes,
– Renato Cozzolino,
– Rosenverg Reis,
– Samuel Malafaia,
– Tânia Rodrigues,
– Thiago Pampolha,
– Tia Jú,
– Tio Carlos,
– Wagner Montes,
– Wanderson Nogueira,
– Zaqueu Teixeira,
– Zidan

Votaram “não” os Senhores Deputados:

- Filipe Soares,
– Flavio Bolsonaro,
– Zito.

[Reproduzo o voto de Bolsonaro: "Sr. Presidente, os criminosos têm que pensar um pouco melhor antes de tirarem vidas, de assaltarem, de estuprarem, sequestrarem as pessoas. E, obviamente, nem sempre a ementa do Projeto diz tudo sobre o Projeto. Tenho certeza de que a população do Rio de Janeiro não quer que o dinheiro dos impostos que ela paga seja usado para pagar vale-transporte para familiares e visitantes de presos, tenho convicção de que não quer isso. Então, Sr. Presidente, o preso já custa muito caro para o cidadão. Não temos que arcar com mais essa conta. Espero que esta Casa também não tire dos seus cofres o dinheiro para pagar vale-transporte para os visitantes de presos no Rio de Janeiro. Encaminho o voto contra."]

Total de votos, 41; votos “sim”, 38; votos “não”, 3; abstenção, 0.

O Projeto está aprovado. Vai a Autógrafo.

Sérgio

sexta-feira, junho 19, 2015

Internet & Suicídio



Cuidado, as pessoas estão hoje cada dia mais sem noção. Uns e outros... Uma jovem que teve castigo divulgado na internet se matou nos EUA. Veio do G1:

A adolescente Izabel Laxamana, 13 anos, matou-se pulando de uma ponte em Tacoma, cidade de Washington, nos Estados Unidos. O ato de desespero aconteceu logo depois de um vídeo em que ela aparece tendo os longos cabelos cortados pelo pai --como forma de punição por um mau comportamento-- ter sido divulgado nas redes sociais, segundo reportagem publicada pelo jornal americano "Daily News". A polícia local abriu uma investigação sobre o episódio e o pai da jovem não deverá ser responsabilizado. Os oficiais trabalham com a hipótese de bullying, já que a jovem teria postado na rede social Google Plus que odiava estar na escola, onde todos a julgavam. "A investigação está sendo frustrante, pois a única pessoa que disse ter informações sobre o caso sequer conhecia menina", disse a policial Loretta Cool ao periódico americano. Os motivos que levaram o pai a repreender a filha dessa forma não foram divulgados à imprensa. Segundo Loretta, o vídeo não foi publicado na internet pelo pai da garota. A menina saiu de um carro na última sexta-feira (5) e pulou de uma ponte na rodovia interestadual da cidade. Ela chegou a ser socorrida e levada para um hospital de Seattle, mas morreu no dia seguinte.

Alguns usuários das redes sociais acusam o pai de Izabel de humilhação pública e o culpam pelo suicídio. Até uma página no Facebook, intitulada "Justiça para Izabel", foi criada pedindo que o homem responda criminalmente pela morte da filha. "Ela fez algumas escolhas erradas, mas não precisava se matar por isso," afirmou Loretta ao "Daily News". Na entrevista, a oficial da polícia reconheceu que cortar o cabelo para disciplinar a garota não foi a melhor maneira de castigá-la. Segundo psicólogas e psicopedagogas, esse tipo de punição humilhante pode ser muito prejudicial para o desenvolvimento da subjetividade do adolescente, além de causar problemas de autoestima, raiva e revolta em relação aos pais. O vídeo original do castigo foi retirado do YouTube, no entanto, um amigo da adolescente compartilhou o material com o objetivo de desencorajar outros pais a fazerem o mesmo.

Sérgio

quinta-feira, junho 18, 2015

Esse é inteligente...


Vejam que legal... Será que ele entrou por quotas? E como ele parece o Eddie Murphy, kkk. Veio do G1:

Um estudante nigeriano vem quebrando recordes em sua universidade no Japão. Após atingir as melhores notas registradas pela instituição desde 1965, Ufot Ekong, quando estava no primeiro semestre, resolveu uma equação matemática que estava há 30 anos sem solução. Ekong estudou engenharia elétrica na Universidade de Tokai, em Tóquio, no Japão. Em sua carreira acadêmica, o aluno já ganhou seis prêmios. As informações são do jornal britânico "The Independent". O estudante também fala inglês, francês, japonês e iorubá (um dos idiomas falado na Nigéria) e ganhou um prêmio de língua japonesa para estrangeiros. Para pagar a faculdade, o aluno já teve que conciliar dois empregos com os estudos. Atualmente, ele trabalha na Nissan e já tem duas patentes de carro em seu nome. A Universidade de Tokai é uma renomada instituição de ensino superior do Japão. Fundada em 1924, seu maior foco é para as áreas de ciências e tecnologia.

Sérgio

terça-feira, junho 16, 2015

Camuflagem na WW2


Outro artigo interessante em inglês sobre camuflagem na Segunda Guerra Mundial. Veio do site I Love WW2 Warbirds. Vejam mais no link.

U.S. Aircraft Factories needed to be camouflaged from enemy bombers. The solution, build a fake town on it’s roof! Watch this old film showing the 26-acre town facade built onto the roof of the B-17 bomber factory near Seattle, Washington, USA. The fake town was complete with municipal buildings, a park, schools and homes.  The factories even went as far as hiring actors to inhabit their fake rooftop towns, pretending to have neighbourly picnics, tend to their gardens, hang their washing on clothes lines and take strolls down the decoy streets.

Sérgio

segunda-feira, junho 15, 2015

Parece piada...


Parece piada: mulher foi chamada a motel do DF para reconhecer corpo de marido morto. Vítima teve ataque cardíaco em estabelecimento da Candangolândia. E tudo isso no Dia dos Namorados! Se ele não tivesse morrido, ela com certeza, matava! Veio do G1

Um homem de 53 anos morreu na noite desta sexta-feira (12), Dia dos Namorados, após uma parada cardiorrespiratória em um motel na Candangolândia, no Distrito Federal. Segundo a Polícia Militar, a mulher da vítima não estava com ela no momento e foi chamada em seguida para reconhecer o corpo. De acordo com a Polícia Civil, o homem começou a passar mal no quarto. Uma pessoa que estava com ele acionou a direção do estabelecimento, e o Corpo de Bombeiros foi chamado para o socorro. Os militares chegaram ao local por volta das 20h30. Eles tentaram reanimar a vítima por cerca de 40 minutos, mas não houve sucesso. O caso foi registrado como “morte natural aparente” na 11ª DP. O G1 entrou em contato com o motel, que não quis se pronunciar a respeito. Segundo testemunhas, o fato não interferiu no funcionamento do estabelecimento, que registrou grande movimento em virtude do Dia dos Namorados.

Sérgio

Esferográfica x RAF


Matéria em inglês, mas interessante... Quem usa e gosta de canetas esferográficas deve agradecer a Força Aérea Inglesa, a RAF. Vejam a matéria da Air & Space Magazine:

June 10 is National Ballpoint Pen Day (as well as, for some reason, National Iced Tea Day). The inventor of the ballpoint pen was Hungarian journalist Laszlo Biro, who was also a hypnotist, racecar driver, and Surrealist painter. Biro used a fountain pen while taking notes and became annoyed whenever the pen’s nib tore the page and splattered ink. At a Budapest printshop Biro saw fast-drying ink and decided to use it in a fountain pen. The ink was too thick for the pen, however, so Biro and his brother designed a new one, replacing the nib with a ball bearing. Biro filed for a British patent on June 15, 1938. During World War II, the Biro brothers fled the Nazis and settled in Argentina. There they met Henry Martin, an English accountant, who thought the pen would be of interest to the British Air Ministry. According to the Museum of Berkshire Aviation, Martin “knew that at high altitudes the ordinary nib-type pen tended to leak and was unsuited for use by R.A.F. air crews who had to make up their logs while in flight.”

Martin sent three Biro prototypes with the British Air attaché; when the pens languished in a drawer for three months, Martin met with representatives with the U.S. Army Air Forces; the Americans agreed to manufacture the pen. Martin traveled to London and, still wishing to show the prototypes to someone in the British Air attaché, finally met with someone in the Ministries of Supply and Aircraft Production. The prototypes were shown to Frederick George Miles, a British aircraft designer (of Miles Aircraft Ltd.), who offered to produce the pen. The Berkshire Aviation museum notes that “[British] government officials refused, on the grounds that all available materials and manpower…were needed for aircraft manufacture.” After more talks, the Ministry of Labour “agreed to permit seventeen unskilled girls at Miles Aircraft works to produce the pen” for the RAF. The RAF would order more than 30,000 Biros—known as the Eterpen—for their navigators.

Sérgio

domingo, junho 14, 2015

Boeing 787 Dreamliner


Vejam que lindo e quão potente é o Boeing 787 Dreamliner. Hoje em dia, meu avião predileto. Decolagem espetacular, treino para a apresentação em Le Bourget 2015.

Sérgio

Simpsons, de novo!


Homer e Marge se separam na nova temporada de Os Simpsons. 27ª temporada estreia no outono do hemisfério norte. Homer descobrirá que sofre de doença do sono, diz produtor. Veio G1:

A próxima temporada de "Os Simpsons" estreia nos Estados Unidos no outono do hemisfério norte com uma novidade que pode abalar os fãs: Homer e Marge vão se divorciar. A separação do casal foi revelada por um dos produtores do desenho animado, Al Jean, em entrevista à revista "Variety". Segundo Jean, Homer descobrirá que sofre de narcolepsia, doença que faz a pessoa dormir de uma hora para a outra, o que causará certa tensão em seu casamento com Marge. O casal vai se separar legalmente e Homer se apaixonará por sua farmacêutica, que será dublada pela atriz Lena Dunham, da série "Girls". De acordo com o produtor, outras mulheres de "Girls" farão participações especiais nessa temporada. Jean já havia revelado na semana passada, durante um festival no Texas, que o palhaço Sideshow Bob finalmente atingirá seu objetivo de matar Bart, o filho do casal, na próxima temporada do desenho. Bart deve voltar ao desenho após o episódio especial, que geralmente é exibido no final de outubro ou no começo de novembro. O jovem e o palhaço se tornaram inimigos desde a primeira aparição de Bob na primeira temporada da série, em 1990. Os produtores também confirmaram que o Porco-Aranha, personagem apresentado no longa do desenho, de 2007, deve fazer uma participação no desenho nesta 27ª temporada.

Sérgio

sábado, junho 13, 2015

Parabólica América #64



Para quem perdeu ou quer ouvir de novo, segue o programa Parabólica América de 13.06.2015.

Sérgio

Parabólica América


Pessoal, hoje tem... 9 da noite, horário de Brasília. Para esquentar o clima, é só ouvir a NOVA!

Sérgio

Music da Apple


Vem aí mais uma novidade Apple: um novo serviço de streaming de música chamado Music. Veio do G1:

A Apple apresentou um novo serviço de streaming de música durante seu evento voltado a desenvolvedores, WWDC, nesta segunda-feira (8). A conferência vai até sexta (12). O Apple Music será liberado para iPhones, iPads, Macs, computadores, Apple TVs e para celulares que rodem Android, sistema operacional do Google, em 30 de junho. Cerca de 100 países irão receber o serviço, mas a Apple não informou quais países fazem parte da lista. Os três primeiros meses de assinatura serão gratuitos. A mensalidade custará US$ 10. O pacote família, para até seis usuários, cobrará US$ 15 por mês. O serviço funcionará no aplicativo Music e terá a rádio Beats One, com programação e que funcionará em 100 países. O Music terá uma função chamada Conect, que permitirá que os fãs de um cantor acompanhem as publicações dele, como as fotos, atualizações de Facebook e Twitter.O Music terá alta integração com a assistente pessoal Siri. Será possível, por exemplo, pedir para ela "tocar as melhores músicas de 1994” ou “a música número um de fevereiro de 2011". Os usuários poderão ouvir músicas compradas no iTunes ou de CDs físicos.

For you

Além disso, o serviço também funcionará de forma proativa. Outra novidade é For You, uma ferramenta de recomendação de novas canções e artistas. "Não são só os algoritmos, são recomendações feitas por nossos experts", afirmou Eddy Cue, vice-presidente da Apple para Software e Serviços. Para que o sistema componha um perfil do usuário, ele será solicitado a indicar algumas de suas preferências.O novo serviço também terá vídeos em alta definição de artistas. Segundo a Apple, a biblioteca possui dezenas de milhões de vídeos.

Gigante do norte

Para apresentar o Apple Music, a Apple convocou Jimmy Iovine, criador, ao lado do rapper Dr. Dre, da Beats, empresa comprada pela dona do iPhone por US$ 3 bilhões em maio de 2014. Ele conta que o lançamento desta segunda remonta os tempos que o Napster ajudou a erodir as vendas físicas de música. "Eu estou aqui porque em 2003 a indústria fonográfica estava confusa. Nós tínhamos um gigante invasor do norte: tecnologia", afirmou. Depois do iTunes, da Apple, a indústria pode respirar, disse. De acordo com a agência "Associated Press", a Apple pretende ter 100 milhões de usuários em seu novo serviço. A informação já havia sido confirmada pelo presidente-executivo da Sony Music, Doug Morris, durante evento em Cannes, na França, neste domingo (7).

Sérgio

sexta-feira, junho 12, 2015

Ela tem namorado...


Dia dos Namorados para todos... Garota de programa do TO diz que namorado aceita trabalho 'numa boa'. Meio moderno isso. Claro, ela tem direito, mas eu não conseguiria! Veio do G1:

O Dia dos Namorados para uma garota de programa de 24 anos vai ser um tanto inusitado neste ano. Durante o dia, a jovem, que usa o nome fictício de Adriana, atenderá clientes de Palmas e à noite sairá com as amigas para fugir da rotina. O jantar romântico com o namorado não vai rolar neste ano, pois ele estará viajando com a família. Diferente do que muitos imaginam, a profissional vive um relacionamento normal há quatro meses e, segundo Adriana, o amado não se incomoda com o trabalho dela. "Ele me conheceu assim, eu já trabalhava [como garota de programa]. Meu namorado aceita numa boa. Ele só pede para eu não me envolver afetivamente com os clientes." Apesar de passar o Dia dos Namorados longe dele, a jovem diz que a data não vai passar em branco e aproveita para fazer declarações de amor. "Quando ele voltar de viagem, vamos fazer algo especial. Ele é o amor da minha vida, eu penso muito em largar este trabalho por causa dele. Quero casar, ter filhos, construir uma família."

Adriana faz faculdade em Palmas e, quando concluir o curso, pretende mudar de profissão e construir uma nova história com o namorado, com quem ela vive. A profissional do sexo está em Palmas desde outubro e revelou que começou a fazer programas por causa de problemas financeiros. Ela conta ainda que no Dia dos Namorados ela não vai faturar tanto quanto gostaria. "A grande parte dos clientes, de faixa etária entre 18 e 40 anos, são casados e aproveitarão para passar o dia com suas namoradas ou esposas." Segundo ela, o número de programas também caiu por conta da crise. "A crise afetou também o meu trabalho, porque o pessoal está segurando dinheiro. Minha renda antigamente era de R$ 4 mil e com a crise reduziu para R$ 2 mil". Ela disse ainda que no início da carreira sentia prazer no que fazia, mas que agora é diferente. "Agora, eu tenho ele. Assim que terminar meu curso vou me aposentar como profissional do sexo para viver só pra ele", concluiu.

Sérgio

Fred na Copa 2014


Piada pronta... kkkkk

Sérgio

quarta-feira, junho 10, 2015

Pátria Educadora?


Senhoras e senhores, esse País é uma vergonha! Veio do blog Meio Bit do jornal Diário do Nordeste e aconteceu alguns dias atrás:

Que o Brasil não gosta de ciência não é novidade, vide a proporção cientistas/videntes nos programas vespertinos. Nossos museus vivem caindo aos pedaços, pessoas batem palmas pra escolas que trocam evolução por criacionismo no currículo e se um sujeito quer ser levado a sério, melhor ignorar a apropriação cultural, colocar um turbante e se passar por paranormal.

Aqui cientistas precisam correr sacolinha, pois nem o governo nem as empresas se coçam para conseguir R$ 50 mil para um planetário inflável. A promessa de verba do Congresso pro telescópio do ESO no Chile só saiu depois de anos de atraso e pressão pública, mesmo assim só acredito quando entrar na cota, dado nosso histórico de vexames, como a participação na Estação Espacial.

Mesmo quando não há grana de ninguém daqui envolvida a capacidade brasileira para atrapalhar e sabotar ciência está presente. Vide o caso do Projeto Alexa, onde a NASA doou equipamentos mas a Receita Federal não quis saber e cobrou impostos. Sim, ciência aqui paga imposto, tá pensando o quê? Quer isenção monte uma igreja, não um laboratório.

Agora o Brasil fez de novo. Veja:


Quer se deprimir? Clique AQUI e leia a matéria.

Basicamente o Clube de Astronomia Louis Cruls é um pequeno e humilde grupo de pessoas que ama o Cosmos e, dentro de suas limitações faz divulgação científica entre interessados, escolas, etc. Eles resolveram participar de uma maratona de astronomia solar dia 21 de junho, envolvendo gente do mundo todo.

A Maratona está sendo organizada pela Charlie Bates, uma ONG americana. Ela doou 2.600 óculos de observação solar para o CALC. Nada chique, um equipamento baratíssimo, feito de papel-cartão e filtros de plástico:


BIIIIIG MISTAKE! Os óculos, que provavelmente com o frete custaram US$ 364,00 foram considerados uma afronta. COMO o Brasil ousa interessar crianças e jovens em algo assim, ciência? Se erguerem a cabeça para o alto podem parar de pastar, e isso é um perigo.

A Receita Federal cumpriu seu papel de manter o status quo e apreendeu os óculos. As explicações do Clube não foram suficientes, apesar de terem toda a documentação da doação. Para aprenderem a não desafiar a mediocridade reinante, foram cobrados não só impostos como uma multa de R$ 1.300,00.

Agora para retirar os óculos de papel no valor de R$ 1.150,00 o CALC terá que pagar R$ 2.700,00. Até amanhã, do contrário a transportadora será obrigada pela Receita Federal a recolher a encomenda e mandar de volta para os EUA.

É complicado sair do atoleiro quando as próprias instituições jogam contra. Que incentivo essas crianças terão, quando o simples ato de se interessar por ciência é punido com multa?

Nosso destino é pastar.

P.S.: uma dica pro CALC e todo mundo que queira receber doações de materiais sem chamar atenção das autoridades anti-ciência: mande vir dentro de bíblias. Ninguém vai questionar, ninguém vai cobrar impostos, exigir licenças e carimbos muito menos se preocupar em abrir.

Sérgio