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domingo, junho 07, 2015

Ponte de Espiões


Teremos uma bela opção nos cinemas em breve... O filme "Ponte de espiões", dirigido por Steven Spielberg e estrelado Tom Hanks, ganhou seu primeiro trailer. O filme, baseado em fatos reais, é a décima colaboração entre o diretor e o ator. A produção baseada em fatos reais conta a história de um advogado americano, vivido por Hanks, que é contratado para defender um espião soviético nos anos 1950, início da Guerra Fria entre EUA e União Soviética. Escrito por Matt Charman e pelos irmãos Coen ("Inside Llewyn Davis" e "Bravura indômita"), Ponte de espiões tem estreia prevista no Brasil no dia 22 de outubro.  Hanks e Spielberg são colaboradores de longa data. O diretor produziu dois dos primeirs filmes estrelados pelo ator, "Um dia a casa cai" (1986) e "Joe contra o vulcão" (1990). Hanks estrelou pela primeira vez em um filme do diretor em 1998, em "O resgate do soldado Ryan". Depois disso, os dois trabalharam juntos em "Prenda-me se for capaz" (2002) e em "O terminal" (2004). Ambos ainda produziram séries e documentários.

Sérgio

sábado, dezembro 07, 2013

Pearl Harbor


Hoje completam-se 72 anos do ataque japonês à Pearl Harbor. Uma homenagem aos que tombaram neste dia e na Guerra que se seguiu! R.I.P.

Sérgio

segunda-feira, maio 27, 2013

Mamorial Day


Sei que muitos vão criticar, com aquelas velhas frases feitas, que os americanos isso ou aquilo. Todos tem qualidades e defeitos. Mas, sem os Estados Unidos, falaríamos alemão e o Mundo seria muito diferente. Especialmente pela Segunda Guerra Mundial, devemos ser muito gratos aos Estados Unidos e seu apoio em armas e pessoas, no mundo todos. Ademais, o dia de hoje é sobre pessoas e não Países. Hoje, no Memorial Day, é dia de prestar homenagens aos homens que, abrindo mão de suas vidas, defenderam (e o fazem até hoje) ideais que são de toda a humanidade: liberdade, respeito e Democracia. Para todos estes (e eu conheci pessoalmente alguns, brasileiros e americanos), meu respeito. Aos seus familiares, respeito e apoio.

Sérgio

segunda-feira, março 25, 2013

Drones no Brasil


Esse é o Brasil: tudo sem controle: polêmicos e revolucionários, mais de 200 'drones' voam no país sem regra. Levantamento inédito feito pelo G1 mostra emprego civil e militar no Brasil. Uso dos "aviões-robôs" em ataques militares dos EUA é polêmica mundial.

Mais de 200 drones – veículos aéreos não tripulados (vant, na sigla em português) – estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para o uso civil e comercial destas aeronaves. O número foi obtido a partir de levantamento realizado pelo G1 com fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais. Os drones – zangão ou zumbido, em inglês – desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros tripulados, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança (veja nos vídeos ao lado drones em ação no Brasil e voos dos dois tipos mais comuns). A nova tecnologia virou polêmica nos Estados Unidos e em todo o mundo depois que o país desenvolveu avançados modelos armados e passou a usar regularmente os "aviões-robôs" para destruir alvos no Oriente Médio.

Milhares de pessoas já foram mortas em ataques de drones, muitas delas inocentes, todas sem julgamento ou chance de defesa. A revista "Time", na edição da última semana de março de 2013, publicou a reportagem intitulada "Então, quem nós podemos matar?" (So, Who Can We Kill?), com um debate sobre a moralidade do uso bélico dos drones. O tema é recorrente nas principais revistas e jornais americanos. Entre membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a preocupação é de que mais países passem a utilizar os drones como arma, numa escalada das mortes à distância. Apesar de popularizado pela controversa utilização militar, é o uso civil dos drones que pode transformar inúmeros serviços. Com formatos e tamanhos variados, o número de máquinas voadoras controladas remotamente deve crescer em ritmo acelerado nos próximos anos no país e no mundo, devido à facilidade de voo, ao baixo custo e às inovações tecnológicas preparadas para cada modelo, como uso de câmeras, filmadores, sensores de raio-x, dentre outros. Entusiastas falam em "revolução dos drones" e projetam milhares de aparelhos nos céus, em breve, seja a serviço do governo e de empresas ou para realizar tarefas cotidianas como entregar produtos, regar o gramado, acompanhar crianças até a escola ou guiar turistas pela cidade.

Hoje, distantes das indústrias, estudantes e apaixonados por tecnologia desenvolvem drones artesanais, aproveitando processadores, baterias e componentes retirados de smartphones e outros equipamentos eletrônicos. Em alguns países, vants são usados para inspeção de linhas de transmissão, de rodovias ou grandes obras por transmitirem imagens em tempo real. Neste caso, são utilizados modelos pequenos, de até 2 kg, que sobrevoam centenas de quilômetros diariamente, bem próximos aos cabos da rede, identificando fios rompidos, ocupações irregulares e outros problemas. As informações enviados para a central são precisas, e o serviço de manutenção é acelerado. No Brasil, algumas empresas já estão começando a testá-lo no lugar de  helicópteros.

Outro trabalho realizado por drones é o levantamento aéreo de terrenos, para cartografia, geografia e topografia, bem como serviços de filmagem para engenharia, mineração e indústria cinematográfica. Governos fazem uso da novidade principalmente nas áreas de segurança e de prevenção de desastres. Só a AGX Tecnologia, uma das 15 indústrias que produzem esse tipo de aeronave no Brasil, diz ter vendido mais de 100 vants desde 2005, de acordo com o diretor Adriano Kancelkis. Entre os clientes estão órgãos públicos, consultorias ligadas ao ramo ambiental e fazendeiros que usam os drones para monitorar lavouras. Outra empresa, a BRVant, já vendeu ao menos 35 para militares, agricultores e órgãos públicos, e também exportou outros para a América Latina. Segundo o proprietário, o engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Rodrigo Kuntz, a falta de entendimento entre Aeronáutica e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as regras necessárias para que esses aviões possam operar e serem certificados impede que as vendas sejam maiores.

'Assassinato sem julgamento'

Os Estados Unidos perceberam o potencial militar e passaram a usar drones para atacar alvos suspeitos de terrorismo no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, além de monitorar outros países. A eficácia das missões é contestada por organizações de direitos humanos, que apontam um grande número de inocentes entre as vítimas e contestam a legalidade do recurso. Críticos falam em "assassinatos sem julgamento", "guerra suja" e "violação das leis internacionais". A Fundação Nova América, baseada em Washington, contabiliza 350 ataques desde 2004, a maioria durante o governo de Barack Obama, com número de mortos entre 1.963 e 3.293, incluindo entre 261 e 305 civis. Segundo o Escritório de Jornalismo Investigativo, em Londres, o número de vítimas fatais em ataques americanos com drones é maior, entre 2.627 e 3.457, sendo entre 475 e 900 civis. No dia 20 de fevereiro, o senador republicano Lindsey Graham, defensor do uso de drones em ataques militares, disse que o número de mortos soma cerca de 4.700 pessoas, incluindo inocentes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou em janeiro uma investigação sobre as vítimas civis de disparos de drones e pretende identificar possíveis casos de "execuções extrajudiciais". Segundo o relator especial Ben Emmerson, "o aumento exponencial do uso da tecnologia dos drones em diversas situações representa um verdadeiro desafio para o direito internacional atual". Na sociedade americana, houve manifestações por maior transparência nas regras usadas para os ataques. Segundo a ONU, 51 países já possuem essa tecnologia e há preocupação de que outros países resolvam usar o drone como arma além das fronteiras, como fazem os EUA, sem um inimigo claro. Em meio à pressão, Obama reconheceu que os americanos "merecem saber mais sobre os ataques" e prometeu trabalhar junto ao Congresso. Os Estados Unidos possuem mais de 7.800 drones ao redor do mundo. Um terço do total de aeronaves da força aérea do país não é tripulado, e quase metade dos pilotos em formação vai comandar esse tipo de equipamento futuramente.

Avião-robô é realidade no Brasil

O uso militar e principalmente as aplicações civis dos veículos aéreos não tripulados fizeram o Brasil investir na nova tecnologia, transformando-se em um centro emergente de pesquisa, fabricação e utilização de drones. O Brasil conta com 15 das 44 indústrias de drones na América Latina e reúne ao menos outras 5 empresas desenvolvendo sistemas, segundo a Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI) e a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). Apesar de pouco conhecidos e discutidos, os drones são realidade em vários setores do país, sendo usados nas áreas de energia, mineração, agricultura, rodovias e construção civil, além de ajudar no trabalho de órgãos policiais, ambientais e de defesa civil. Centros de pesquisa e desenvolvimento de projetos, montados em universidades com financiamentos do governo e da iniciativa privada, trabalham na construção de vants dos mais variados tamanhos, formas e serventias. Outros modelos são importados de países que já usam drones há mais tempo.

PF usa para fazer prisão no Paraná

No final de 2012, a Polícia Federal utilizou um vant israelense para seguir uma embarcação suspeita na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, em uma operação sigilosa contra o tráfico de drogas e o contrabando de armas. A aeronave transmitiu em tempo real imagens de boa qualidade, feitas à noite, a investigadores do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom), que puderam realizar a prisão em flagrante dos criminosos. Outra ação usando o equipamento também teve êxito, e suspeitos de tráfico em região próxima à Usina de Itaipu foram presos. A PF não deu maiores detalhes das operações, mas disse que o drone israelense tem custo operacional até 10 vezes inferior ao de um helicóptero tripulado. As duas unidades do modelo Heron, fabricados pela Israel Aerospace Industries Ltd (IAI), chegaram ao Brasil em 2010 ao custo de aproximadamente R$ 80 milhões cada. Os vants ficam alojados na Base Aérea de São Miguel do Iguaçu (PR) e são os únicos de uso civil certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no país.

Bope receberá em 2013

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e a Defesa Civil do Rio de Janeiro vão contar ainda em 2013 com cinco unidades de um drone produzido pelo governo em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), do Exército. A aeronave foi utilizada durante as chuvas na Região Serrana e no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no início do ano. "As imagens captadas por ela nos deram um conjunto rico de informações sobre onde era prioritário atuar, onde havia entulhos a serem retirados e para mapear o terreno e entender o que havia ocorrido", afirma o coronel Douglas Paulich Júnior. "A aeronave não tripulada irá revolucionar o trabalho de prevenção a desastres". A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o projeto de operação dos vants ainda está em estudo e que ainda não há conclusão sobre como os aparelhos serão empregados. O modelo tem dois metros de envergadura e é elétrico, com alcance de 10 quilômetros e uma hora de autonomia de voo. Cada equipamento custa R$ 180 mil e transmite imagens em tempo real para uma espécie de óculos usado pelo operador em terra. "Pretendemos fazer um vant brasileiríssimo, 100% nacional, inclusive com os sistemas e os sensores. Além da produção, vamos treinar os pilotos da polícia e dos bombeiros. O Bope separou até um grupo para um curso de três meses. Nosso objetivo é que saibam operar com segurança", diz o major Jacy Montenegro Magalhães Neto, gerente do projeto no IME.

PM usa na área ambiental em SP

A Polícia Militar de São Paulo comprou dois modelos da empresa AGX em 2012 e aguarda certificação dos equipamentos junto à Anac para usar na área ambiental. Como teste, os drones foram usados para monitorar uma embarcação em área de exploração proibida e registrar em imagens os trabalhos ilegais realizados nas margens de um rio. A PM também estuda o uso para policiamento e no apoio a bombeiros em operações de salvamento no mar. O comando da PM da Bahia está criando, dentro do seu grupamento aéreo, uma subunidade encarregada de planejar como os vants poderão ajudar no combate ao crime na divisa com Pernambuco, em uma região conhecida como Polígono da Maconha. "Já empregamos em testes e vamos adquirir alguns aviões ainda em 2013. É uma ferramenta maravilhosa, tanto para o patrulhamento de rodovias, acompanhamento de queimadas, quanto para inteligência, para monitorar ações de traficantes", diz o capitão Arlindo Bastos de Miranda Neto.

Drone para inspeção de energia

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já investiu R$ 4 milhões para construir um drone, em parceria com a Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec), visando à redução de custos na inspeção de redes de transmissão de energia, hoje feita com helicópteros. Com possibilidade de viajar até 100 quilômetros, voando a 150 metros do solo para obter imagens detalhadas nas missões de inspeção, o protótipo ainda passa por testes e aguarda licença da Anac para operar. "Já é possível, com ele, identificar casos de invasão de faixa de servidão (área abaixo e próxima da linha de transmissão que não pode ter ocupação), de realizações de obras, com movimentação de terras, próximos às estruturas, de ocorrências de erosões no pé da torre e de vegetações abaixo da linha, coisas que podem colocar em risco o sistema elétrico", afirma Jaelton Avelar Fernandino, gerente de Gestão Tecnológica da Cemig.

A Petrobras firmou uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para criar um drone apto a fiscalizar mais de 14 mil quilômetros de faixas de oleodutos, trabalho hoje realizado a pé pelos técnicos da empresa. O objetivo é desenvolver um aparelho capaz de verificar possíveis invasões e irregularidades, avaliar danos que possam colocar em risco a distribuição de óleo e agilizar os trabalhos de manutenção. Testes preliminares foram feitos em uma área do Exército no Rio de Janeiro, mas a decisão sobre adotar ou não os drones ainda não foi tomada. "Ainda não temos a dimensão de quanto um vant pode reduzir custos e nos garantir rapidez na identificação de problemas. Isso só será possível quando levarmos para o uso real em um processo sistemático. Espero que até 2014 consiga ter uma avaliação, para que a empresa decida ou não como empregar a aeronave", diz Heitor Araujo, do departamento de tecnologia da Petrobras.

A Energia Sustentável do Brasil, consórcio que administra a construção da Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, usou drones para monitorar a retirada da vegetação do reservatório da usina. As imagens localizaram áreas de desmatamento ilegal na floresta amazônica e foram entregues ao Ibama para avaliação. Na agricultura, drones são usados por empresas que atuam com levantamentos topográficos, mapeamento aéreo, consultoria ambiental, controle de pragas, correção de problemas, entre outros serviços. Diversas empresas investem no desenvolvimento de sistemas sofisticados de sensores e de gravação e transmissão de dados. A AGX, empresa que desde 2002 foca no uso agrícola dos drones, já vendeu modelos para vigilância de usinas de cana de açúcar e para agricultura de precisão. Os vants tem preços que variam entre R$ 60 mil e R$ 800 mil, dependendo das configurações e do tipo de sistema instalado, e podem voar até quatro horas seguidas. Entre os clientes, além de empresas e de cooperativas, estão fazendeiros que fazem uso particular dos dispositivos.

Um novo modelo, construído em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Centro Tecnológico do Exército (CTex) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi lançado há poucos dias com uma novidade: um airbag capaz de proteger a aeronave em pouso vertical. "Com o vant, ganha-se muito em relação a corte de despesas e segurança, quando se compara com o uso de um helicóptero. O vant pode obter imagens de alta qualidade com um custo operacional por hora de R$ 10. Enquanto que a hora de um voo de helicóptero fica em R$ 1.500 ou mais", afirma Adriano Kancelkis, diretor da AGX. "O emprego do vant no Brasil é muito promissor, principalmente para fotos aéreas, planejamento urbano, controle de tráfego de rodovias, identificação de pontos críticos em estradas ou em grandes obras, controle de plantações ou na pecuária", diz Luiz Munaretto, diretor da Organização Brasileira para o Desenvolvimento da Certificação Aeronáutica (DCABR), que trabalha em parceria com a Anac para regulamentar o uso de drones no país.

Copa do Mundo e Olimpíada

Em 18 de fevereiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu dois aviões não tripulados feitos pela empresa israelense Elbit, que custaram R$ 48,174 milhões e serão montados em Santa Maria (RS), de onde devem operar a partir de março. Sem serem equipados com armas, os modelos vão reforçar a segurança nas sedes da Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Em junho deste ano, o sistema será testado durante a Copa das Confederações. Até 2014 deve ficar pronto o Falcão, drone de mais de 800 kg que está sendo produzido pela brasileira Avibras com investimento do Ministério da Defesa e que será vendido pela Harpia (parceria da Embraer, Avibras e a israelense Elbit). O modelo está entre os favoritos para ser adquirido pelos militares brasileiros. Um dos projetos, inclusive, é equipar o vant com mísseis e bombas para fins de combate. "O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo. Ele tem sensores capazes de localizar qualquer coisa, consegue transmitir a informação em tempo real para qualquer lugar – o que só o drone é capaz – e pode neutralizar e eliminar a ameaça naquele exato momento. É uma arma completa", diz o general Alvaro Pinheiro, especialista em terrorismo e defensor da capacidade brasileira em operar drones com armas. "O projeto existe, mas vai ficar para o futuro. Por enquanto, o foco prioritário é vigilância e monitoramento. O assunto é ainda bastante delicado. Precisamos primeiro avançar na atuação de vants de reconhecimento", afirma Renato Tovar, diretor da Avibras. Entre as ações militares que as Forças Armadas planejam fazer empregando drones também estão o monitoramento de fronteiras, a segurança de instalações estratégicas como usinas e plataformas, a proteção da Amazônia, e a defesa da costa brasileira.

Fim da privacidade e riscos à aviação

A capacidade de circular sem serem percebidas, guiadas remotamente a partir de informação recebida por sensores e câmeras, faz com que os drones sejam motivo de desconfiança. Em vários países há debate sobre ética e moral no emprego de drones, principalmente no que se refere a questões de privacidade. Há temor de que a falta de transparência no uso dos veículos encubra possíveis abusos no monitoramento de áreas e pessoas, com interceptação de conversas telefônicas, fotografias e filmagens feitas de maneira irregular. Países e indústrias já estão sujeitos à espionagem, por exemplo. A verdade é que a tecnologia dos drones avança mais rapidamente do que o mundo é capaz de refletir sobre o seu uso e seus benefícios, abrindo espaço para projeções paraoicas de um futuro em que não será possível escapar do raio de ação dos drones.

Com os céus repletos de pequenas aeronaves equipadas com alta tecnologia, como saber quem está operando o aparelho, quais informações estão sendo recolhidas e que usos serão feitos desses dados?
As autoridades temem ainda o risco de colisão com aviões e obstáculos aéreos, bem como a possibilidade de que o equipamento caia sobre áreas habitadas, colocando em risco a vida de pessoas em solo. Controlados de uma cabine, os drones circulam sem garantia de que os operadores tenham total conhecimento da situação no ar. "Vant é como um avião. Não se pode impor as mesmas regras para um ultraleve e para um Airbus voarem. São tipos e tamanhos diferentes, com funções diferentes. Há vants pequenos e grandes, usados para coisas diferentes", explica o engenheiro Flávio Araripe, referência no tema no Brasil desde 1980, quando começou a estudar drones dentro da Aeronáutica.

O caminho seguro para que vants consolidem-se como ferramentas benéficas à sociedade é a regulamentação e a fiscalização das aeronaves e de seus operadores. O responsável pelo controle da aviação civil nos Estados Unidos deve divulgar ainda em 2013 normas referentes aos voos domésticos de drones. Vários países aguardam o documento para servir de base na criação de suas próprias leis. Atualmente, a operação civil ainda é bem controlada nos Estados Unidos, restrita a liberação de licenças individuais e proibida em regiões habitadas. No Brasil, a Anac reconhece a importância do uso civil dos drones, tanto para indústria como para a sociedade, mas afirma que, "devido aos novos desafios e características associadas ao voo remoto, são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança".

Na prática, apesar da pressão de empresas do setor, apenas os dois vants da Polícia Federal estão aptos a voar após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), expedido para casos especiais, garantia de que a agência fez a avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando as condições de segurança da aeronave. A agência esclarece que, mesmo nos países em que existe a regulamentação sobre o tema, ainda há limitações na legislação devido à inexistência de especificações de aparelhos e de seus operadores, "que vão desde os critérios técnicos que um projeto deve atender até o treinamento necessário para as pessoas envolvidas", garantindo "que os vants possam ser integrados com segurança no espaço aéreo".

Tanto as normas da Anac quanto as regras do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, proíbem totalmente o voo de drones sobre cidades brasileiras. As demais operações precisam ser comunicadas à Aeronáutica com antecedência de 15 a 30 dias, para evitar que os veículos dividam o espaço aéreo com aviões comerciais. "Nenhum país atualmente permite voo livre de vant. Sempre é um processo de autorização especial, concedido caso a caso. O maior desafio, no mundo todo, é tentar integrar a aeronave remotamente pilotada às aeronaves pilotadas", afirma o capitão José Augusto de Almeida, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), um dos especialistas do tema no país. Em outubro de 2012, a Anac publicou no Diário Oficial a Instrução Suplementar (IS) 21-002, que prevê requisitos básicos para certificar os veículos. Drones totalmente autônomos são proibidos.

Interessados em obter a licença devem enviar para a agência informações sobre o modelo e o propósito da operação. "O Brasil lidera na América do Sul, e também desponta no mundo, com iniciativas que envolvem o acesso de aeronaves remotamente controladas ao espaço aéreo. É um tema que envolve várias preocupações com a segurança", diz John Scull Walker, que integra um grupo que propõe regras para o uso de drones dentro dos Estados Unidos e outro que discute e regula internacionalmente o tema. "O governo brasileiro está sendo o mais ativo na América Latina na abertura de seus céus para as vantagens e benefícios de aeronaves remotamente controladas e também no crescimento da indústria. No mundo todo, a regulação é restritiva em relação a áreas urbanas e a aplicação, apesar de crescente, é ainda muito limitada", diz Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não informa o número de vants no país porque o cadastro de aviões experimentais, usado para as aeronaves remotamente pilotadas, também engloba outros tipos de modelos, não sendo possível separar só os drones. Em 2012, a Anac tinha registrado 4.750 aeronaves experimentais. Apenas as duas unidades usadas pela PF, no entanto, estão autorizadas a voar. Com o "boom" dos drones, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos expediu, desde 2007, mais de 1.400 licenças de operação para veículos de uso doméstico, sendo que 327 seguem listados como "ativos". Boa parte dos pedidos foi feito por unidades policiais, universidades, agências federais e departamentos de transporte. Só a agência responsável pela proteção das fronteiras conta com dez aeronaves para monitoramento dos limites com o México e o Canadá. Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia, China, Inglaterra, Itália e Paquistão lideram a produção e a utilização militar de drones, segundo a Federação Global UVS International, enquanto que Austrália, Canadá, França, Inglaterra e Espanha figuram entre os países mais avançados no uso civil e comercial das aeronaves.

Sérgio

domingo, setembro 30, 2012

Uma história de amor!


Vejam essa... Vou contar a história de Taylor Morris em fotos. Se quiser saber mais, conheça a página dele no Facebook, clicando AQUI. Em resumo: era um rapaz normal, deixou o seu amor, foi para a Guerra e perdeu pernas e braços... Voltou para casa, foi recebido pela mulher que o amava e, com o apoio dela, retoma sua vida. Isso é para nos mostrar que os problemas reais são outros e não os que achamos no dia-a-dia. Em resumo: pare de reclamar e vá à luta!

Sérgio















sábado, setembro 15, 2012

Talibãs x Facebook


Tem de tudo nessa vida: Talibãs fingem ser mulheres atraentes no Facebook para espionar soldados... Veio do TechTudo:

O jornal Daily Telegraph, da Austrália, citando fontes do Ministério da Defesa e uma pesquisa feita pelo governo do país, descobriu que talibãs estão se passando por meninas atraentes no Facebook, de modo a espionar e buscar informações de soldados inimigos. Integrantes de tropas da Austrália e de países que são contra o regime de terroristas no Oriente Médio são os principais alvos desta ação, pra lá de curiosa, do Talibã. O anúncio da descoberta foi feito pelo próprio governo australiano, que pediu que os soldados evitem compartilhar as suas informações pessoais, principalmente dados de geolocalização em perfis na Internet, uma vez que estariam colocando as próprias vidas em perigo. De acordo com o Daily Telegraph, não só os soldados - como também familiares e amigos deles - são rastreados pelo Talibã, e por veículos de imprensa mal intencionados. A reportagem diz que “pessoas da mídia e inimigos criam fakes para reunir informações. Por exemplo, o Talibã usou fotos de mulheres atraentes na rede social Facebook e se infiltrou nos perfis de soldados”. Foram mais de 1500 pessoas investigadas, e boa parte delas sequer sonhava que isso poderia ter acontecido. De todos, 58%, inclusive, nunca tiveram nenhuma recomendação a respeito dos sites de relacionamento. Segundo a pesquisa, as configurações de privacidade parecem dar aos soldados uma falsa sensação de segurança, uma vez que o acesso aos seus conteúdos pode ser restringido a poucos amigos. Por isso, na Austrália, todos pedem muita cautela com as redes sociais nas forças armadas. Há representantes das forças militares que solicitam a proibição ao acesso de soldados a este tipo de site, uma vez que a preocupação com este fator já era grande, antes mesmo do escândalo estourar.

Sérgio

sábado, setembro 01, 2012

O Brasil em Armas


Pessoal, visitem este LINK e vejam sensacional reportagem do jornal O Estado de São Paulo sobre a participação do Brasil na Segunda Guerra Mundial. A série de reportagens se chama O Brasil em Armas.

Sérgio

quinta-feira, agosto 30, 2012

Bomba em Munique


Alemães acham bomba da 2ª Guerra e tiram 2.500 pessoas de casa em Munique. Pode parecer estranho, mas ainda é comum na Europa... Matéria G1:

A descoberta de uma bomba da Segunda Guerra Mundial, com peso de 250 kg, forçou a retirada na madrugada desta terça-feira (28) de 2.500 pessoas na cidade alemã de Munique até sua desativação.
A bomba foi localizada durante uma construção no bairro de Schwabing, onde a polícia e os bombeiros retiraram todos os habitantes em um raio de 300 metros. "A bomba poderia explodir a qualquer momento", disse um porta-voz dos bombeiros, antes de explicar que o detonador se encontra ativo apesar de a guerra ter terminado há mais de 70 anos. O porta-voz acrescentou que uma eventual detonação destruiria o edifício junto ao local da descoberta e danificaria consideravelmente outras construções próximas. Os equipes antibombas cobriram parte do explosivo com palha e areia para reduzir os efeitos de uma possível detonação e tentarão desativá-lo ao longo do dia. Mais de 100 bombeiros e outras forças de resgate estão nas cercanias do local da descoberta, enquanto foram fechadas preventivamente uma estação do metrô e a Leopoldstrasse, uma das ruas mais movimentadas de Munique.

Sérgio

sábado, junho 02, 2012

Conhece o Stuxnet?


Novas guerras já estão sendo travadas e você nem sabe... Aliás, cedo ou tarde, poderá ser vítima e nem saber. Matéria G1:

Uma reportagem do "The New York Times" descreve com detalhes uma operação secreta dos Estados Unidos chamada "Jogos Olímpicos". A operação envolvia a criação de um código de computador capaz de atrasar o programa nuclear iraniano. A praga digital, quando descoberta por especialistas, recebeu o nome de Stuxnet e foi considerada a primeira "ciberarma" de uma guerra cibernética, por realizar uma tarefa antes só possível com bombas. O New York Times já havia responsabilizado os Estados Unidos e Israel pelo Stuxnet, mas o número de fontes e detalhes ainda era escasso.

O programa "Jogos Olímpicos" foi iniciado pelo ex-presidente norte-americano George W. Bush depois que analistas militares concluíram ser ele a melhor opção, embora arriscada, para lidar com a ameaça nuclear iraniana. Segundo o jornal, depois de ter acusado incorretamente o Iraque de possuir armas de destruição em massa, Bush não tinha credibilidade para começar uma guerra com o Irã, que afirmava que o fim de suas operações nucleares era apenas a produção de energia. Durante a administração Bush, a operação teve um sucesso modesto. Quando Barack Obama assumiu o governo, ele acelerou o programa e, mesmo depois que o Stuxnet foi exposto em 2010, o presidente norte-americano ordenou que as operações continuassem. De acordo com a reportagem, o presidente estava ciente de que o programa entrava em um novo território e, por isso, temia repercussões diplomáticos caso o plano fosse conhecido. Temia-se, inclusive, que terroristas veriam seus ataques justificados diante das ciberoperações secretas dos Estados Unidos. Os militares também entendiam que os EUA é o país mais dependente em sistemas eletrônicos, e, portanto, o mais vulnerável a ataques desse tipo.

Até hoje, os Estados Unidos não admitem publicamente o uso de qualquer "ciberarmas". Um general aposentado de Israel, porém, já havia exaltado o 'sucesso' do Stuxnet. Nenhum oficial dos Estados Unidos confirmou qualquer envolvimento na criação do vírus de espionagem "Flame", que também atacou principalmente o Irã. Mas, sem assumir a autoria do ataque, um ministro de Israel já defendeu o uso da praga contra o Irã. Depois do Irã, Israel é o segundo país com mais contaminações do "Flame".

Criação do vírus e envolvimento de Israel

Devido às dificuldades de uma ação militar, a CIA, agência de inteligência dos Estados Unidos, tentava sabotar o programa nuclear iraniano alterando componentes de peças, como fontes de energia, para que explodissem. Mas o sucesso dessas tentativas foi limitado, e outra ação era necessária. Bush autorizou o programa secreto "Jogos Olímpicos". De acordo com o New York Times, os Estados Unidos envolveram Israel na criação do Stuxnet para aproveitar os conhecimentos técnicos de uma unidade das forças armadas do país e, também, para que Israel não se sentisse inerte diante do Irã. Os EUA queriam impedir que Israel tomasse medidas militares convencionais contra o país.

Para criar o Stuxnet, era necessário antes criar um código que iria coletar informações sobre as instalações iranianas. Esse código foi chamado de "Beacon". O jornal não dá nome ao ataque, mas é possível que ele tenha sido o vírus Duqu que, segundo a fabricante de antivírus Symantec, capturava as informações que seriam úteis aos Stuxnet e tinha diversas semelhanças em sua programação. Depois que os dados foram coletados, os programadores criaram o segundo vírus, chamado internamente de "bug". O "bug" foi testado em centrífugas semelhantes às do Irã, que os Estados Unidos obtiveram da Líbia em 2003.

Com seu sucesso comprovado pelos restos das centrífugas americanas que explodiram, o Stuxnet foi então levado ao Irã. Como a usina de enriquecimento de urânio em Natanz não tinha conexão com a internet, o método escolhido foi um pen drive. "Sempre tem um idiota que não pensa muito sobre o pen drive que tem na mão", afirmou um oficial norte-americano ao "New York Times".

O ataque confundiu os iranianos, porque fazia rápidas modificações na rotação das centrífugas para que as partes delas apresentassem problemas. Enquanto isso, o vírus enviava sinais aos computadores de que tudo estava bem. O objetivo era fazer com que os iranianos pensassem que eram burros ou incompetentes – o que deu certo: funcionários das usinas chegaram a ser demitidos pelas falhas. Com o ataque descoberto em 2010, Barack Obama autorizou que a operação continuasse – e seu sucesso então foi maior do que o anterior. No final, 1 mil das 5 mil centrífugas de enriquecimento de urânio em Natanz teriam sido destruídas.

Perda de controle

O Stuxnet teria sido descoberto porque os Estados Unidos e Israel perderam o controle da praga. O código não teria sido capaz de detectar a mudança de ambiente quando um engenheiro que tinha o computador infectado conectou seu sistema à internet. Não se sabe quem introduziu o erro no código. "Deve ter sido Israel. Eles foram longe demais", teria dito o vice-presidente norte-americano Joe Biden.

Sérgio

quarta-feira, janeiro 11, 2012

Avro Vulcan XM597


Pessoal,

Vejam que lindo este quadro. Ele mostra um bombardeiro inglês Avro Vulcan, facilmente identificado por suas asas em delta, foi um dos três modelos do chamado trio mágico da RAF (Real Força Aérea), os "V Bombers", sobre o qual repousou por mais tempo a dissuasão nuclear da Inglaterra. Notável bombardeiro tático a baixa altura (versão B.2), não transportava armamento defensivo. O protótipo efetuou o seu primeiro võo de ensaio em 1952. Mas foi somente em 1957 que a versão B.Mk1 começou a equipar os esquadrões da RAF. O Vulcan deixou o serviço em meados dos anos 80, não antes, porém, de realizar em 1982 sua única campanha de combate real: raides extremamente longos (mais de 15 horas) com o código "Black Buck", quando bombardearam a pista e as instalações de radar de Port Stanley, durante a Guerra das Malvinas. Durante uma dessas missões (Black Buck Six), em 3 de junho de 1982, um dos Vulcan ingleses, o XM597, sofreu uma pane hidráulica e não conseguiria mais efetuar reabastecimento em voo. Para não cair no mar, invadiu o espaço aéreo brasileiro sendo escoltado por caças Northrop F-5E Tiger II até o Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro, onde faz um pouso de emergência, causando um incidente diplomático entre Argentina, Brasil e Grã Bretanha. Após alguns dias retido, o avião foi autorizado a retornar à sua base na ilha de Ascensão, deixando aqui o míssil Shrike que transportava. Estou participando de duas competições de plastimodelismo sobre a Guerra das Malvinas e farei essa aeronave, o XM597 com o kit Airfix abaixo.

Sérgio



segunda-feira, janeiro 09, 2012

Falklands War


Pessoal,

Estou "vivendo" a Falklands War, ou Guerra das Malvinas, como é mais conhecida no Brasil. Ela completa 30 anos em 2012 e estou participando de dois concursos de montagem de aviões da batalha (vejam AQUI e AQUI). Achei esse vídeo, que é em inglês, mas muito bom, contando o que foi esta guerra entre argentinos e ingleses por um pequeno conjunto de ilhas quase desertas. Para quem quiser ver, diversão e cultura garantidos!!!

Sérgio

PS: Depois mostro os kits que farei!!!

terça-feira, dezembro 20, 2011

X-47B Pegasus


Pessoal,

Em alguns anos, muitos aviões, em especial os militares, serão totalmente automatizados, sem pilotos. É uma tendência irreversível. Eu já comecei a explorar este futuro e, na semana passada, comprei meus primeiros aviões não tripulados para o Hangar de Plástico (depois posto fotos, quando chegarem). Um deles chama muito a atenção: trata-se do X-47B Pegasus, da Northrop/Grumman. A aeronave ainda está em desenvolvimento, mas é muito bonita . O vídeo acima mostra a produção do avião e o abaixo mostra o seu primeiro voo. São vídeos oficiais da US Navy. Para saber mais sobre estas aeronaves, cliquem AQUI e AQUI.

Sérgio

domingo, dezembro 18, 2011

Dia histórico


Pessoal,

Hoje é um dia histórico... Lembro exatamente, como se fosse hoje, de quando esta segunda Guerra do Golfo começou, no início da madrugada, no Brasil. Lembro até do telefonema que recebi de uma amiga, preocupada se este seria o fim de tudo, já que havia suspeitas de que o Iraque tinha armas de destruição em massa e o conflito se alastrasse. Enfim, não era nada disso, era mais uma bad trip da ovelha negra da família Bush. Também me lembro da emoção que senti em várias oportunidades quando, em passagem pelo Aeroporto Hartsfield em Atlanta, via tropas chegando ou indo para o Golfo ou Afeganistão. As feições preocupadas de quem embarcava (era tocante vê-los na capela) e a expressão feliz de quem desembarcava, todos com o uniforme de guerra de deserto. Eles se reuniam para sair e encontrar as famílias, sob o comando superior. Neste momento, o aeroporto inteiro ficava em pé e aplaudia. Emocionante este gesto de respeito... Só estando lá para sentir a vibração desta cena. Que bom que saem do Iraque hoje e, assim, menos pessoas perderão a vida. Almas americanas e iraquianas serão poupadas. Como disse antes, um dia histórico!!!

Matéria do G1:

O último comboio com tropas dos Estados Unidos deixou o Iraque na manhã deste domingo (18), quase nove anos após invadir o país para depor o ditador Sadam Husein, que foi capturado e executado. O comboio entrou no Kuwait, confirmou o comando norte-americano, segundo as agências internacionais de notícias. Composto por 110 veículos blindados, o comboio transportou cerca de 500 soldados e atravessou a fronteira às 7h30 (2h30 no Brasil). A viagem encerra a missão dos EUA no Iraque. A televisão local mostrou imagens da última coluna de veículos militares americanos que cruzava a fronteira com Kuwait. Permaneceram no Iraque 157 soldados norte-americanos encarregados de treinar as forças iraquianas e proteger a Embaixada dos EUA em Bagdá. Durante os últimos dias, o Exército americano entregou os últimos prisioneiros que tinha em suas mãos às autoridades iraquianas, que na sexta-feira (16) assumiram o controle da última base militar que permanecia em poder dos EUA. Na quinta-feira (15), se encenou a retirada americana de maneira simbólica com o recolhimento da bandeira em cerimônia em Bagdá, da qual participou o secretário de Defesa Leon Panetta. Com o pacto de segurança assinado entre Washington e Bagdá há três anos, ambos os países acertaram a retirada para o final deste ano. Uma coalizão internacional, liderada por EUA e Reino Unido, invadiu o Iraque no dia 20 de março de 2003 para derrubar o então ditador iraquiano Saddam Hussein, o que representou o início de uma guerra que durante todos estes anos tirou a vida de 100.000 civis e de mais de 4.400 soldados americanos. Saddam Hussein foi capturado em dezembro de 2003 e executado na forca três anos depois.

Sérgio

terça-feira, dezembro 13, 2011

RAF Coningsby & EF-2000


Pessoal,

Comecei ontem um novo projeto, com a utilização de seis EF-2000, o caça europeu Typhoon, recriando um cenário (diorama) da Base Aérea de Coningsby, que fica em Lincolnshire na Inglaterra. Essa base da RAF (a força aérea do Reino Unido) possui quatro esquadrões de aeronaves EF-2000 e, na pesquisa de preparo deste diorama, encontrei uma matéria que falava da operação destes caças na Líbia, recentemente e descobri que há uma tenente chamada Helen Seymour, que realizou missões pilotando um Typhoon por lá em março de 2011. A foto abaixo mostra ela saindo do caça, de 135 milhões de dólares, logo após a primeira surtida de combate. Vejam mais dados na matéria do jornal britânico Mail Online, clicando AQUI. Muito legal...

Sérgio


quarta-feira, dezembro 07, 2011

Pearl Harbor 70 Anos


Pessoal,

Na manhã de 07 de dezembro de 1941, a Segunda Guerra Mundial começou nos Estados Unidos. São agora 3 da tarde no Brasil e 7 da manhã em Pearl Harbor, na ilha de Oahu, no Hawaii. A história todos conhecem, mas você pode saber mais no link da Wikipedia, AQUI. O vídeo acima, sem som, é original do dia e mostra o ataque de verdade, como ocorreu. Que todos os afetados por este ato, sejam abençoados. RIP.

Sérgio

quarta-feira, novembro 16, 2011

F-16C Fighting Falcon


Pessoal,

Mais uma aeronave na escala 1/18. E outro gigante... 83 centímetros de comprimento e 52 centímetros de envergadura. Ele representa uma aeronave do esquadrão de caças 389 da USAF, a força aérea americana, que operou na base aérea de El Udeid, no Qatar na operação Enduring Freedom entre novembro de 2001 e janeiro de 2002, realizando missões no Afeganistão em ataques derivados do 11 de setembro.  Vejam mais fotos dele no Hangar de Plástico.

Sérgio

sexta-feira, outubro 21, 2011

Internet: e no Brasil?


Pessoal,

Continuando a matéria de Igor Lopes no Olhar Digital, agora vamos falar de Brasil:

No dia 27 de janeiro de 2011, todo o Egito foi desconectado da Internet, com a notável exceção de alguns órgãos governamentais. A Líbia seguiu a mesma estratégia alguns meses depois, e desligou-se da rede no dia 18 de fevereiro, quando os protestos começaram a ganhar força por lá. Mas… o que aconteceria se os governos de países ocidentais decidissem "desligar" a internet em suas nações? Eles teriam esse poder? No caso dos Estados Unidos, um acordo está sendo estabelecido para que o Presidente Obama tenha o poder de controlar a rede caso ataques de grandes proporções comecem a acontecer no país. Na teoria, esse controle do Obama poderia desconectar os Estados Unidos da rede por até 120 dias, isolando-o até que a rede ficasse fora de perigo. A criação dessa "arma digital" está sendo discutida. Só nos resta esperar para saber se ela será utilizada para o bem ou para o mal...

No Brasil, nada disso vem sendo pensado pelo governo. Os provedores nacionais de internet têm total autonomia, e "silenciar" a internet brasileira sem uma forte razão seria um trabalho bastante difícil. São milhares de provedores em todo o país, além de cabos submarinos de alta velocidade que nos conectam com o resto do mundo. Por definição, a internet é uma mistura de redes - e cada uma dessas conexões funciona como uma porta aberta para o mundo exterior. Quanto mais portas, mais difícil é o trabalho de fechá-las.

No entanto, uma ação judicial pode facilitar esse trabalho. Com a decisão de um juiz, todas as empresas que operam links internacionais se tornam obrigadas a inserir um filtro que controla a requisição de determinado conteúdo. Um dos casos mais conhecidos por aqui foi o da atriz, modelo e apresentadora Daniela Cicarelli. Em 2007, ela entrou com uma ação que pretendia impedir a exibição de um vídeo com cenas íntimas dela e de seu namorado em uma praia na Espanha. De todos os provedores brasileiros, apenas a Telefonica bloqueou o acesso ao conteúdo - mesmo assim, por poucos dias. Algum tempo depois, a atriz perdeu a ação e a Justiça decidiu que não havia razão para impedir que aquele conteúdo fosse visualizado por brasileiros.

Sérgio

sexta-feira, abril 22, 2011

Dia da Aviação de Caça

Pessoal,

A Força Aérea Brasileira comemora no dia 22 de abril o aniversário da Aviação de Caça, por ter sido o dia de sua maiores realizações no Teatro da Itália na Segunda Guerra Mundial. No dia 22 de abril de 1945, o 1º Grupo de Aviação de Caça realizou 11 missões de 44 sortidas, com somente 22 pilotos e seus P-47 Thunderbolt. Foram destruídos naquele dia, 97 transportes a motor (avariados 17), um parque de viaturas, imobilizados 35 veículos, 14 edifícios ocupados pelo inimigo (avariados 3), uma ponte rodoviária (avariada), uma ponte de balsas e outra ferroviária, 3 posições de artilharia (avariadas), além de um sistema de trincheiras de grande importância tática. Leia mais no site Poder Aéreo.

Sérgio

sábado, abril 09, 2011

Um achado no mar


Pessoal,

História muito interessante: um bombardeiro Dornier Do-17 da 2ª Guerra é achado intacto na costa da Grã-Bretanha. A aeronave alemã que lutou na Batalha da Inglaterra, é um dos poucos remanescentes de seu tipo e teria sido quase que inteiramente preservada. Leia mais abaixo, em matéria da BBC, reproduzida pelo G1:

A descoberta de um bombardeiro alemão da Segunda Guerra praticamente intacto na região costeira da cidade de Kent, na Grã-Bretanha, deixou especialistas surpresos. Imagens recém-divulgadas sugerem que o Dornier 17 ainda está intacto e há esperanças de que ele possa vir a ser resgatado e exibido posteriormente. O avião era chamado de ''lápis voador'', uma aeronave fina e elegante criada originalmente em 1934 para transportar passageiros, mas que no começo da Segunda Guerra Mundial foi convertida em um instrumento mortal.

O Dornier 17 foi um dos destaques das frotas de bombardeio da Luftwaffe, a Força Aérea alemã, que começou seu ataque sobre as cidades e os aeroportos britânicos da Força Aérea Real britânica, no verão de 1940, no que ficou conhecido como a Batalha da Grã-Bretanha. Um total de 1.700 Dorniers foram construídos, mas o avião descoberto próximo a Kent é considerado o último dessa linha. Segundo Ian Thirsk, responsável pelas coleções do Museu da Força Aérea Real, a descoberta do avião de 52 metros de comprimento e 18 metros de envergadura é uma das ''mais importantes na história da aeronáutica mundial''. 

Os destroços do avião afundaram mais de 16 metros no mar e a aeronave virou de cabeça para baixo nas chamadas areaias Goodwin, um célebre banco de areia próximo à costa de Kent, no qual várias embarcações já desapareceram. O Dornier 17 Z-2, número de série 1160, do esquadrão de número 7, Grupo 3, foi derrubado no dia 26 de agosto de 1940 e fez um pouso de emergência no mar. Dois membros da tripulação morreram durante a queda da aeronave. Outros dois, inclusive o piloto, sobreviveram e foram feitos prisioneiros de guerra.

No mês passado, uma equipe do porto de Londres se dirigiu para a área em que o avião teria caído munida de equipamentos ultra-modernos com tecnologia de sonar. O trabalho dos pesquisadores confirmou que o avião agora não estava mais coberto pela areia, devido à ação do tempo, ao longo de mais de setenta anos, e por inúmeras correntes marítimas. ''A notícia realmente boa é que agora temos imagens bem claras'', afirmou John Dillon-Leetch, um dos hidrofotógrafos da equipe de pesquisadores. ''Os destroços estão ali. Ele parece estar intacto e nós teremos mais informações nos próximos dias, ao analisarmos em mais profundidade as informações que temos'', acrescentou.

A BBC teve acesso exclusivo às imagens tridimensionais retratando a aeronave, que impressionam pela sua clareza. O mais importante é que elas mostram que o avião não sofreu danos graves em sua estrutura. O Dornier está intacto em boa parte, exceto por estragos registrados em sua cabine dianteira e em suas janelas. O plano de pesquisadores agora é restaurar a aeronave e colocá-la em exibição no Museu da Força Aérea Real, na cidade britânica de Hendon. O museu, financiado pelo Ministério da Defesa britânico, está pleiteando verbas de organizações de preservação de patrimônio para cobrir os custos.O trabalho se faz urgente, porque mergulhadores descobriram o local em que os destroços se encontram e caçadores de suvenires já começaram a retirar pedaços do avião. Ao fazê-lo, no entanto, eles arriscam serem processados, já que o avião é propriedade do Ministério da Defesa da Grã-Bretanha.

Sérgio

sábado, fevereiro 05, 2011

Combat Arms


Pessoal,

Quem me conhece, sabe que nunca fui violento, rsrsrs Mas, claro, em jogo, quem não gosta de dar uma headshot? Bons tempos aqueles no meu antigo escritório em 2001/2002, onde 5 marmanjos se instalavam de noite numa rede que, durante o dia, tratava de processos e do rigor da lei para, em umas horas, fazer uma matança generalizada regada à pizzas e muita coca-cola (e cerveja, claro, né Ricardão?) Bons tempos do CS, ou seja, o Counter Strike. Para quem, como eu, abandonou o jogo e não evoluiu para os sensacionais, mas complicados games de hoje em dia, uma opção é o jogo Combat Arms, que além de ser totalmente grátis, tem versão totalmente em português do Brasil... Clique AQUI e conheça mais e AQUI para baixar. Afinal de contas... é sábado ainda!!!

Sérgio