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sábado, novembro 05, 2016

Brasileiro é criativo...



Lava a jato usa nomes de alvos de ação da PF para atrair clientes em PE. No local, José Dirceu, Lula e Petrobras são nomes de serviços. Cerca de 90% da clientela vem por causa dessa estratégia', diz dono.

Desde 2014, o termo "Lava Jato" ganhou uma nova conotação no país e passou a ser associado não somente à limpeza de carros, mas também à operação da Polícia Federal (PF) que investiga, entre outros crimes, a lavagem de dinheiro na Petrobras. Num estabelecimento em Jaboatão dos Guararapes, no Grande Recife, "Operação Lava Jato" ainda tem sentido literal e dá nome a um negócio aberto há cerca de três meses, que chama atenção por ter "José Dirceu", "Lula" e "Petrobras" como nomes dos serviços de lavagem de veículos. “José Dirceu” passou a ser a o codinome para lavar o carro apenas por fora. “Petrobras” é o serviço para quem quer a lavagem do veículo e a aspiração do interior do carro. “Lula”, por outro lado, é o nome do serviço completo: lavagem, aspiração e polimento do carro.

A ideia surgiu há cerca de três meses, depois de o técnico em eletrônica Bruno Bacelar ser demitido de uma empresa de instalação de TV, internet e linhas telefônicas devido ao corte de gastos na companhia. Sem emprego, ele se uniu à esposa, Poliany Barros, numa única missão: encontrar o segmento ideal para ganhar dinheiro e superar a perda da renda fixa e finalmente realizar o sonho antigo de abrir o próprio negócio. Depois de listar várias opções, o casal viu na lavagem de carros uma oportunidade de aliar um hobby de Bruno à necessidade de pagar as contas e, de quebra, usar uma das operações mais conhecidas da Polícia Federal como a principal propaganda do serviço.

“Se ele [Bruno] pudesse, lavava o carro todos os dias. Levamos isso em conta na hora em que pensamos no que fazer e terminamos escolhendo esse segmento, porque também tínhamos dinheiro suficiente para montar o lava a jato”, conta Poliany. Depois de escolhido o negócio, chegou a hora de usar a criatividade e escolher uma forma diferente de divulgar a empresa, localizada no bairro de Piedade. “Sempre assisti aos noticiários e estive muito atento à política no país. Por isso, achei que a Operação Lava Jato seria uma boa forma para chamar a atenção dos clientes”, revela o empresário. Além da tradicional pesquisa de mercado que um empreendedor costuma fazer antes de abrir o negócio, o casal também fez um levantamento dos envolvidos na operação para escolher quais deles dariam nome aos serviços. "Já temos um cartão fidelidade e estamos estudando outros nomes para acrescentar nos nossos serviços", conta o empreendedor.

Diferencial

Para Bruno, a forma descontraída de chamar os serviços é uma forma de se destacar em meio à concorrência acirrada no bairro. “Existem quatro outros lugares que lavam carros aqui perto e, por isso, fizemos uma pesquisa de preços e também tivemos cuidado para escolher as pessoas que dariam nome aos serviços. Hoje em dia, 90% da minha clientela vem aqui só por causa desses nomes”, comemora Bruno. Também desempregada na época da inauguração do lava a jato, Poliany trabalhou com o marido até conseguir um emprego de secretária, há um mês. “Hoje em dia, só trabalho com ele aos fins de semana. O movimento tem aumentado e, se continuar desse jeito, vamos ter que contratar um ajudante. Espero que continue assim”, declara.

Sérgio

terça-feira, setembro 27, 2016

Paulo Laux


O livro "90 ANOS DE AVIAÇÃO COMERCIAL BRASILEIRA" do jornalista e especialista em aviação Paulo Laux narra em detalhes a história percorrida por 128 empresas aéreas nacionais que operaram, ou seguem operando, comercialmente no Brasil desde os idos da década de 20, quando o então ministro da Viação e Obras Públicas, dr. Victor Konder, aprovou o início das atividades regulares do transporte aéreo no País, até os dias atuais.

Uma após outra, todas as empresas aéreas tiveram suas trajetórias de vida descritas; os processos de incorporações, fusões e as lamentáveis falências comerciais, são descritos à luz dos fatos à época em que ocorreram. 

“Uma história ilustrada de Sucessos, Sonhos e Paixões” - como o autor Paulo Laux se refere à sua obra inédita no mercado editorial brasileiro -, vem contida em 244 páginas fartamente ilustradas com o desfile de aproximadamente 400 imagens de aeronaves utilizadas ao longo de nove décadas pelas companhias aéreas, além da descrição das frotas utilizadas, peças de publicidade veiculadas à época e outros documentos.

O livro pode ser adquirido por R$ 139,00 + porte (verificar), através de sites de vendas especializados; pessoalmente em Florianópolis (SC); ou enviado pelo autor através de pedidos feitos por e-mail.

Maiores informações de como comprar podem ser obtidas através do endereço   paulolaux27@gmail.com ou através dos telefones (48) 3334-5029 e (48) 9925-1567.

Sérgio

sábado, setembro 24, 2016

Voo 1907 - 10 Anos


Hoje é um dia triste. fazem 10 anos de uma das maiores tragédias do Brasil. Há dez anos, quando um novíssimo jato executivo Legacy decolou de sua fábrica no interior de SP e horas depois se chocou no céu da Amazônia com um Boeing 737-800 da Gol, a segurança do sistema aéreo brasileiro foi colocada imediatamente em dúvida, além de ter deixado 154 mortos. Logo após a tragédia, soube-se que os radares não eram capazes de cobrir todo o território nacional e que os rádios não alcançavam os pilotos em determinadas áreas do país, naqueles vácuos chamados de "buracos negros" da aviação... Foram várias as razões da tragédia e algumas delas estão presentes ainda em nosso espaço aéreo. Saibam mais no especial da Folha de São Paulo.

Sérgio

quinta-feira, setembro 08, 2016

Triste Brasil...


Vivo entre a vontade de ignorar estes manifestantes medíocres e a necessidade de me manifestar, contribuir, de alguma maneira, para o fim desta situação. Sejamos francos: o Brasil está um CAOS. Economia derrubada, chances esparsas de uma pequena recuperação a curto prazo, violência em níveis estratosféricos e uma divisão abissal entre o povo.

Onde pensamos que vamos assim? As Olimpíadas foram um sucesso (SIC), somos do Primeiro Mundo, mostramos para eles? Só em sonho...

E, por divisão abissal, não é bem assim: 64% da população apoiou o Impeachment da Dilma e 61% discordam dela manter direitos políticos. As manifestações pelo Impeachment foram pacíficas e inúmeras vezes maior em números e adesões espontâneas que as da Esquerda. Mas, no final, são eles que se mobilizam agora para fazer barulho, semear insegurança e criar factóides capazes de encenar uma suposta reação a um "golpe", literalmente para inglês ver.

Temos um País para reconstruir, quebrado não pelo Temer, mas pela Dilma, Lula, PT e PMBD junto com os PP's, PR's e outros da vida. Mas, ainda assim, ela que foi eleita, foi destituída pelo império da Lei e da Constituição. Claro que, no final, o PT e o PMDB torceram a Constituição para manter os direitos políticos da Dilma, mas esta foi a única nódoa do Impeachment.

Porém, qual seja o resultado, precisamos SUPERÁ-LO. Avançar, pensar no Brasil. Mas o PT não está nem aí para o Brasil ou o emprego das pessoas. Quer salvar Lula e voltar ao Poder, aprofundar as "mudanças" bem sucedidas de seus 13 anos no Poder. Afinal, não somos a Venezuela ainda. O PT ainda tem como piorar a situação e vai se dedicar a isto!

Ou a gente resolve esta situação e volta a trabalhar ou podemos, realmente, por tudo a perder. A intolerância, a violência e a falta de visão deste povo que defende que nossa Democracia foi violada é tamanha que pode, efetivamente, minar a recuperação. Não será um trabalho fácil ou rápido. Fácil foi quebrar fazendo benesses irresponsáveis. Quando o Temer começar de fato a arrumar a casa, se conseguir, o "grito" dos excluídos vai aumentar. 

É preciso piorar para melhorar. Mas, vão entender? Vão ter capacidade de aceitar? Se tornarem nossa vida um inferno, como ameaçam e usarem discursos fáceis e piegas para cooptar os desdentados mentais que sobejam nas ruas, vamos voltar ao ciclo populista-petista e o fim será certo e inexorável. 

Estou muito preocupado. Somos o País do mimimi, não importa se uma sociedade inteira sofrer economicamente por uma ambição de poder e dinheiro que se escora em uma visão política distorcida. Pelo jeito vamos mesmo ter de conviver com o Fora Temer nas ruas e denúncias sobre o "golpe" do Impeachment para outros Países e à ONU.

O Titanic Brasil afunda e essa é "nossa orquestra"... É só o que temos!

Pobre Brasil!

Sérgio

sexta-feira, setembro 02, 2016

Bandidos x Democracia


É preciso FORÇA. Alguns jornais ainda os chamam de "manifestantes", mas para mim são bandidos. Uma minoria violenta que está colocando as manguinhas de fora apostando que o mimimi de sempre irá proteger seus ataques. Vejam a foto... Os vi e os ouvi na Quarta-feira. Na vida real ameaçadores. Nos jornais uns coitadinhos!

Precisamos detê-los! Vão criar factóides para dizer que lutam contra o golpe e justificar, no exterior, que são heróis e Dilma a presidente deposta. São bandidos lutando contra a Democracia, exatamente como a incompetente Dilma era em 1964... Hoje diz que era manifestante pela Democracia e uns acreditam.

O Brasil está num momento sério. Ou colocamos estes verdadeiros golpistas dentro da ordem ou para correr. Não é só em São Paulo, mas em todo o País e crescerão com a inércia das autoridades. Vão provocar até ter um morto para usarem de escudo. E, antes que eu me esqueça: Geraldo Alckmin, novamente quando a história pede, você é um fraco. São Paulo está entregue. Não saio mais de casa de noite e escolho bem meus trajetos nestes dias. Parabéns!

A população de bem se encolhe e fica quieta. Por óbvio, os esquerdistas, arregimentados e aliciados com o discurso do PT e o $ que investiram nisso, são muito hábeis em fazer barulho e arruaça. Vide o Sindicato dos Bancários, que em tempos de desemprego, quer uma greve geral dia 6 contra Temer e por "aumento de salários". Vai usar a greve anual que fazem para um fim político. Os TRT's e o TST deixarão?

Até que a ordem seja reinstalada, somos e seremos reféns... De bandidos fortes, imprensa complacente, população de bem anestesiada e autoridades fracas! Triste Brasil!

Sérgio

segunda-feira, agosto 08, 2016

Ahhhh, que preguiça 2...


Sempre tem um aparecido... Preguiça de discorrer as inúmeras razões pelas quais este Juiz está errado. Enfim, vai virar um caos de Fora Temer e Fora Dilma. E os jogos virarão um inferno. Juiz não pode legislar... O recinto não é público, é espaço privado e o evento tem dono e regras, além de uma lei própria referendada pelo STF. É um inútil! Veja mais no UOL:

O juiz federal João Augusto Carneiro Araújo concedeu nesta segunda-feira (8) liminar em que proíbe o Comitê Organizador dos Jogos do Rio-2016 de reprimir manifestações políticas pacíficas no ambiente das Olimpíadas. A decisão tem como alvos, além do comitê, o governo do estado do Rio de Janeiro e a União. A liminar determina que "os réus se abstenham de impedir a manifestação pacífica de cunho político através da exibição de cartazes, uso de camisetas e de outros meios lícitos nos locais oficiais dos Jogos Olímpicos Rio-2016".

Sérgio

domingo, agosto 07, 2016

Ahhhh, que preguiça...


Domingo é dia para relaxar, mas meu lado Advogado não me deixa compactuar com a ignorância e a má-fé das pessoas, em especial os desesperados que querem dizer que há um golpe no Brasil, manchando a imagem do País em meio a imprensa internacional e aos que vieram para as Olimpíadas Rio 2016.

Tenho visto várias pessoas dizendo que Michel Temer e/ou pessoas em seu nome (alegados "golpistas" - SIC) estariam "censurando" pessoas nas Olimpíadas simplesmente por elas estarem portando cartazes "Fora Temer".

Que absurdo, não? Esse Temer deve ser pouco republicano...

Pois, vejam só: cartazes com manifestações (políticas, à favor ou contra qualquer um) são proibidos nos estádios durante os Jogos Olímpicos pelo COI e pela Lei 13.284/2016 sancionada pela (hoje ex) Presidenta (SIC) em 10.05.2016, apenas alguns dias antes de ser defenestrada!

Petistas estão utilizando cartazes “Fora Temer” para fazer média tentar mostra ao Mundo um golpe que não existe, criando uma suposta repressão que não é do Michel Temer, mas o simples respeito à uma lei sancionada pela própria "Mulher Sapiens" (SIC).

A narrativa de “vítimas de autoritarismo” é algo nefasto e típico da mania de simular vitimismo da extrema-esquerda, sem pensar nas consequências para com pessoas de outros Países, que não sabem a lei Brasileira e desconhecem o que se passa de fato.

Se não acredita, visite o LINK do Palácio do Planalto e leia a lei, em especial nos seu artigo 28, incisos IV, V, VIII e X.

Sérgio

quinta-feira, julho 14, 2016

Não ao PL 280/2016


A Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) lançou uma petição on-line contra a votação do PL 280/2016, que trata dos crimes de abuso de autoridade. No entendimento da AJUFE, alguns artigos da proposta criminalizam diretamente a atividade judicial, abrindo a possibilidade de punição ao juiz pelo simples fato de interpretar a lei. Se aprovada tal como está, a matéria intimidará juízes, desembargadores e ministros, além de outras autoridades, na aplicação da lei penal, sobretudo em casos de corrupção que envolvam criminosos poderosos, que hoje são investigados em operações como Lava Jato, Zelotes, Acrônimo e outras. É mais um absurdo dos políticos, querendo manter a boa e velha impunidade. O Judiciário não é perfeito, mas não pode ser tolhido assim. Tipos penais abertos demais são ineficazes! Vamos derrubar esse projeto. Assinem a petição: clique AQUI!

Sérgio

segunda-feira, julho 11, 2016

Comer a cada 3 horas?


Caiu o mito da alimentação de três em três horas. Quem diz isso é a médica Bruna Pitaluga Peret Ottani em entrevista ao Estadão. Clique AQUI e leia a íntegra.

A alimentação de três em três horas, defendida por nove entre dez nutricionistas, não necessariamente pode ser o melhor para você. Segundo Bruna Pitaluga Peret Ottani, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Nutrologia e membro do The Institute for Functional Medicine (IFM), “esse conceito já não é mais utilizado e os trabalhos científicos estão sendo publicados com respostas muito boas quando mudanças nesse padrão horário de dieta são feitas, como o jejum intermitente, que apresenta respostas promissoras para algumas pessoas”. Ela afirma que cada pessoa tem um metabolismo diferente e que algumas pessoas se sentem melhor comendo três vezes ao dia, ao invés de realizar seis refeições. “Obviamente que as refeições devem ser ricas em nutrientes mesmo que o número seja menor. Cada indivíduo tem as suas peculiaridades metabólicas, como ritmo circadiano diferente e produção hormonal, levando a consumo e necessidade de energia distintos “, diz. Bruna Ottani fala como melhorar a taxa metabólica basal e afirma que a combinação de exercícios físicos de resistência, como a musculação, com as atividades aeróbias, como a corrida, por exemplo, ajuda muito. Ainda assim, é preciso ter uma alimentação rica em vegetais e fitonutrientes (das plantas). “Imagine que o nosso corpo é uma Ferrari. Agora imagine essa Ferrari andando com combustível aditivado e de boa qualidade e a mesma Ferrari andando com combustível adulterado com etanol misturado. A Ferrari vai andar muito melhor com o bom combustível, certo? A mesma coisa acontece com o nosso corpo”, ilustra.

Sérgio

sábado, julho 09, 2016

9 de Julho



Hoje é feriado em São Paulo. Mas, é só isso que precisamos saber sobre hoje? Hoje é um dia importante para os Paulistas: data que é motivo de orgulho para os paulistas marca o início do levante armado do estado contra o Governo de Getúlio Vargas em 1932. São Paulo sempre foi a vanguarda da Liberdade no Brasil. Que assim seja! O texto abaixo é do site História Viva:

No dia 09 de julho, São Paulo comemora a Revolução Constitucionalista de 1932. A data, transformada em feriado civil em 1997, marcou o início de um dos principais episódios da história do estado. Sua importância está evidente em toda a cidade: duas avenidas carregam nomes que remetem à revolta (9 de julho e 23 de maio) e monumentos como o Obelisco do Ibirapuera prestam homenagens ao mártires da chamada “Guerra Paulista.”

A Revolução foi um levante armado da população de São Paulo que, entre os meses de julho e outubro de 1932, combateu as tropas do governo federal. A reivindicação central do movimento era a destituição do governo provisório de Getúlio Vargas, que dois anos antes assumira o poder no país, fechando o Congresso Nacional e abolindo a Constituição. O levante é chamado de “constitucionalista” porque São Paulo pedia a promulgação de uma nova constituição federal.

A empreitada militar paulista foi mal sucedida: as tropas do estado perderam a guerra, sufocadas pela superioridade numérica e técnica do exército brasileiro. Mas sua luta não foi completamente em vão: dois anos depois, em 1934, o governo central promulgava uma nova constituição, mostrando que a revolta conseguira, ainda que tardiamente, atingir seu principal objetivo declarado.

Mas o impacto da Revolução de 32 não se restringiu apenas ao campo da política: o levante foi também um dos principais marcos da formação da identidade paulista. Apoiada na ideia de que o estado é o “carro chefe” da nação, as elites locais aproveitaram o sentimento de união gerado pela revolta para reforçar seu discurso sobre o suposto “espírito” do povo de São Paulo. Dessa forma, elementos que vinham sendo construídos havia anos – como as ideias de pioneirismo e nobreza paulista – foram reforçados pelo poder ideológico da Revolução.

Desde seus primórdios, essa “paulistanidade” esteve impregnada pelo discurso racista. O levante de 32 serviu para reforçar essas ideias, elevando certas populações à categoria de “povo paulista” – como os imigrantes italianos, até então discriminados – e rebaixando outros grupos, como os afrodescendentes e os migrantes do Norte e Nordeste do país. Os historiadores Marco Cabral dos Santos e André Mota, no livro São Paulo 1932 – memória, mito e identidade recentemente lançado pela Alameda Editorial, deram especial ênfase ao papel da medicina na construção desse discurso: além de políticos e intelectuais do período, foram médicos e biólogos que tentaram justificar pela ciência a inferioridade racial de negros e nordestinos.

Atualmente, a Revolução Constitucionalista de 1932 continua sendo um tema controverso da historiografia nacional. Há um enorme número de livros e artigos que discutem o assunto, e a memória da “Guerra Paulista” continua em disputa pelos mais diversos grupos.

Sérgio

quinta-feira, julho 07, 2016

Brasil: Menos Burocracia


Vejam que lindo: uma convenção de 1961 da qual o Brasil é signatário e visa facilitar a aceitação de documentos elaborados no Exterior foi, finalmente, aceita e regulamentada pelo Brasil agora, 55 anos depois, e entrará em vigor em Agosto de 2016.

Através desta Convenção, a única formalidade que pode ser exigida para atestar a veracidade da assinatura, a qualidade e a autenticidade em um documento criado e assinado nos 109 Países signatários será o selo ou carimbo dado pela autoridade competente do país donde o documento é originário. Esta formalidade não pode ser exigida caso as leis, os regulamentos, os costumes que vigorem no país onde se celebrou o ato afaste, simplifique ou dispense o ato da legalização.

A Convenção aplica-se aos atos públicos lavrados e apresentados em um dos países signatários. São considerados como atos públicos:

- Documentos provenientes de uma autoridade ou de um funcionário dependente de qualquer jurisdição do país, compreendidos os provenientes do Ministério Público, de um escrivão de direito ou de um oficial de diligências;

- Documentos administrativos;

- Atos notariais;

- Declarações oficiais tais como menções de registo, vistos para data determinada e reconhecimento de assinatura, inseridos em atos de natureza privada.

A Convenção não se aplica a:

- Documentos elaborados pelos agentes diplomáticos ou consulares;

- Documentos administrativos relacionados diretamente com uma operação comercial ou aduaneira. 

A única formalidade que pode ser exigida para atestar a veracidade da assinatura, a qualidade e a autenticidade será o selo ou carimbo dado pela autoridade competente do país donde o documento é originário. Esta formalidade não pode ser exigida caso as leis, os regulamentos, os costumes que vigorem no país onde se celebrou o ato afaste, simplifique ou dispense o ato da legalização.

Vejam mais detalhes nestes links AQUI e AQUI.

Sérgio

quinta-feira, junho 30, 2016

Sexo no Brasil


Veja o que pega na cabeça do povo Tupiniquim quando o assunto é sexo. Entender as diferenças é fundamental! Veio do UOL onde tem alguns exemplos. Vale a visita.

O brasileiro tem medo de falhar na hora H; a brasileira, de pegar DSTs. Mais de 40% das mulheres sentem alguma dor na hora do sexo; um terço dos homens tem dificuldades para obter uma ereção. Só 28% das pessoas usam camisinha regularmente.

Esses e outros dados foram foram traçados pela pesquisa Mosaico 2.0, que, pela segunda vez, traçou um perfil da sexualidade do brasileiro. O estudo é coordenado por Carmita Abdo, psiquiatra sexóloga da USP, e apoiada pela farmacêutica Pfizer.

Foram entrevistadas 3.000 pessoas dos 18 aos 70 anos de idade de sete regiões metropolitanas do país (São Paulo, Rio, Salvador, Porto Alegre, Belém, Belo Horizonte e Distrito Federal). A amostra é composta por 1.530 homens e 1.470 mulheres.

Em comparação à versão de 2008, Carmita destaca que subiu de 43% para 57% o número de mulheres que fazem sexo por atração, ou seja, sem envolvimento amoroso. O número masculino permanece estável na casa dos 70%. "Há uma maior consciência da distinção entre afeto e sexo por parte das mulheres".

Mesmo assim, as mulheres ainda são as mais conscientes em relação aos perigos de se adquirir uma DST. Em relação ao sexo, essa é a principal preocupação entre elas (55%); do lado masculino, o maior medo é o de não ter uma boa performance.

"A explicação para essa preocupação dos homens é a própria genitália masculina, exposta. Se não há ereção, seu desempenho fica visivelmente comprometido –é praticamente uma comprovação de sua 'incompetência'", diz Carmita.

A discrepância de preocupações entre os sexos também se dá por uma questão de excitação, explica a sexóloga Débora Pádua. "As mulheres demoram até quatro vezes mais tempo para se excitar, aí elas acabam tendo tempo para se preocupar com DSTs, por exemplo."

Outra coisa curiosa observada na pesquisa é o fato de "sono saudável" ganhar de "vida sexual satisfatória" para as mulheres. Para eles, ter bom sexo é quase tão importante quanto se alimentar.

Para Carmita, esse tipo de observação mostra que as prioridades para qualidade de vida entre os sexos "não são sobreponíveis". A explicação seria a maneira como funcionam as cabeças: a do homem pensa que, com a questão sexual resolvida, as outras são mais fáceis de lidar (seria mais fácil dormir após o orgasmo, por exemplo), explica Carmita

Para as mulheres, seria difícil enxergar o mundo dessa forma. No caso, o sexo se torna mais provável à medida que outras áreas da vida são resolvidas –o descanso é uma delas. "Se a mulher for transar, ela pensa: 'vou ter que tomar banho, me limpar...' Se o homem está estressado, ele pensa que transando vai ficar melhor e acaba até esquecendo do problema. A mulher não tem essa facilidade, ela pensa na dificuldade e não visualiza o prazer", exemplifica Débora.

DOR

Chama a atenção a porcentagem de mulheres (40,3%) que relatam ter dor durante o ato sexual. Segundo a sexóloga Lelah Monteiro, além de disfunções sexuais como o vaginismo (vagina que não dilata, sofre espasmos e impede a penetração), há desinformação. A partir do climatério, as mulheres tem um déficit natural na lubrificação vaginal, o que, além de dor no ato sexual, pode favorecer o aparecimento de infecções.

Outro fator seriam os resquícios de um moralismo excessivo. "Muitas mulheres de sucesso profissional, bem formadas, nunca se masturbaram, nunca tiveram um orgasmo e ainda têm vergonha de falar disso. Elas acabam sendo tolhidas de sua sexualidade", diz Lelah.

A dificuldade na ereção relatada por 32% dos homens poderia ser explicada tanto por doenças (como diabetes e doenças circulatórias) quanto por uma pressão social.

"Existe uma 'castração social'. Hoje parece que todos são estupradores, eles são massacrados, não podem mais se comportar como homens saudáveis. Outra coisa é que antes, bastava ter ereção. Agora, tem que ter ereção, sucesso econômico, não pode ter ejaculação precoce"¦ é difícil não perder a compostura", diz Lelah.

Para Débora, a combinação de dor com a insegurança e falta de controle masculinas é desastrosa: "A mulher sem vontade sexual não se lubrifica e tem maior risco de sentir dor. A mulher não quer ver o cara inseguro (o que piora a disfunção erétil) aí algumas acabam fingindo orgasmo só para que o parceiro tenha confiança e acabe ejaculando mais rápido."

Essa insegurança masculina também é responsável, segundo Carmita, pela ainda baixa adesão ao uso da camisinha, usada em todas as relações apenas por 28% das pessoas (36% nunca usam). Para as especialistas, além do baixo número de campanhas fora do carnaval, há pouco direcionamento –não há nenhuma com foco na terceira idade por exemplo.

Sérgio

quarta-feira, junho 29, 2016

Cuidado em São Paulo


'Pensei que era lenda urbana', diz médica atacada com agulha em SP. Isso é inacreditável... Como tem gente ruim neste mundo. Veio do G1:

"A gente pensa que se trata de uma lenda urbana e quando acontece, a gente fica abalada, assustada por essa ação maldosa". Essa foi a maneira que uma médica peruana encontrou para definir o sentimento vivido por ela após ser atacada por um homem, que espetou a agulha de uma seringa em suas costas, na quarta-feira (22), perto da esquina das avenidas Pamplona e Paulista, região central de São Paulo. Ela disse que só percebeu que tinha sido ferida por uma agulhada ao ver o agressor espetar o corpo de uma outra mulher na mesma calçada, instantes depois de espetá-la. "De repente, eu senti uma pressão nas costas, como se fosse a ponta de uma caneta. Virei e pensei que seria algum conhecido me chamando a atenção, brincando. Foi quando vi passando por mim  um homem alto, magro, moreno, 40 anos, de moleton verde com listras brancas. Não consegui ver nada nas mãos dele. Achava que ele tinha simplesmente me furado com uma caneta. Ele continuou andando até a esquina da Pamplona com a Paulista e aí eu vi ele tirar uma seringa da manga e furar outra moça." A médica disse que conversou com a outra vítima, mas que se separaram em seguida. "Eu corri para alcançar a moça e ele atravessou a Avenida Paulista. O perdemos de vista. Perguntei para a menina, que foi ferida no bumbum, se ela tinha sido agredida. Ela disse que entraria no shopping para ver se tinha sido ferida mesmo. Nos separamos aí."

Por conta da agressão, a médica passou a tomar medicação antirretroviral. "Fui para um hospital perto e eles recomendaram ir ao Hospital Emílio Ribas, onde se aplica o PEP [sigla em inglês que designa profilaxia pós-exposição]. Me deram a medicação para sete dias e procurar um centro de DST [Doenças Sexualmente Transmissíveis] para a primeira sorologia de controle. Peguei a medicação de 28 dias e estou tomando", disse a médica. Ela contou ao G1 que fez testes de sorologia para sífilis e HIV, mas eles deram negativo. "Mas esses exames servem para mostrar se eu já tinha essa infecção antes do ataque, não dá pra saber se fui infectada naquele momento. Terei de fazer outros exames períodicos por um ano."  Ainda segundo ela, "o vírus HIV vive fora do corpo por até uma hora, mas é muito difícil a transmissão por uma perfuração tão rápida. Não sei o que continha naquela seringa, se tinha algum fluido. Fui puncionada por uma seringa com conteúdo desconhecido. O cuidado é protocolar, os cuidados foram básicos do protocolo por contato com agentes biológicos, natural."
A médica disse que precisou mudar a rotina depois do ataque por medo de sair de casa. "Na verdade, foi um estresse. Estou tranquila do ponto de vista saúde física, a única coisa que me incomoda é tomar uma medicação que é muito forte e que tem muitos efeitos colaterais. Foi um evento que mudou muito a minha rotina, tive de ir a uma delegacia, ao IML, fazer exames de sangue. Isso mexeu com minha confiança de sair à rua, presto muito mais atenção ao meu redor, estou abalada porque não se espera, fiquei pasmada, por isso não reagi e não pensei em chamar a polícia na hora."

Atendimento médico

Segundo o Instituto de Infectologia Emílio Ribas, "todas as orientações foram dadas e as condutas adequadas foram tomadas" em relação à paciente. De acordo com o instituto, "casos como esses são raros" e seus "riscos para transmissão de doenças infecciosas são considerados mínimos." Em um post publicado no Facebook, uma usuária da rede relatou o episódio que, segundo ela, teria ocorrido com uma amiga, que é médica. Ela afirma que por volta das 17h, ambas caminhavam pela avenida quando um homem injetou uma agulha nas costas da mulher. "Ela sentiu uma pressão nas costas mas não percebeu que havia sido fincada com uma agulha. O homem passou calmamente a seu lado, escondendo o material e na sua frente perfurou a garota que estava andando em frente a ela no bumbum", escreveu.

Sérgio

terça-feira, junho 28, 2016

Deu ruim...


Vejam isso: mulher resolve fazer programa para ganhar uma grana extra e o marido descobre. Até aí OK. Ele vai até o local onde ela estava realizando os "serviços" como se fosse um "cliente" e ela, ao vê-lo, tem um infarto. Pode até parecer engraçado, mas é um drama: será que fazia por putaria ou por necessidade? Pelo fato de se importar tanto, até o ponto de ter um infarto, com certeza, se importava com o marido. São os dramas da vida real, muito maiores que podemos imaginar... Não sei se é verdade, mas veio deste site AQUI:

A tentativa de obter uma “renda extra” quase terminou em tragédia para uma mulher de 37 anos, identificada apenas como M.M.B., em Birigui, no interior de São Paulo. Durante um de seus atendimentos, a mulher, que era casada, se deparou com o marido e, com o susto, acabou infartando. O homem desconfiou da esposa após ela criar um site e publicar informações pessoais, como nome e celular. Ele encontrou a página no histórico de navegação do computador e decidiu “marcar um encontro” para ter certeza de que era ela. Ao chegar no local, que era a casa de uma amiga de M.M.B., a mulher o viu no portão e levou um susto, tendo uma parada cardíaca. Ela foi encaminhada para um hospital. De acordo com os médicos, a mulher teve um começo de infarto, mas recebeu alta dois dias após a intenção.

Sérgio

quarta-feira, junho 22, 2016

Ela disse não!


Não dá para acreditar em mais nada... Veja essa do UOL:

"Ela disse não" -- e´esse o título de um classificado curioso que foi publicado na edição impressa do jornal gaúcho Zero Hora na manhã da última quinta-feira (17). Com um "textão", o anunciante de Porto Alegre (RS) colocava à venda um anel de ouro 18K. Segundo o autor do anúncio, a anel era o que havia restado do pedido de casamento que ele descreve com riqueza de detalhes. O próprio jornal compartilhou uma foto do anúncio em suas redes sociais e a história viralizou no Facebook. Ao final da quinta-feira, os jornalistas do Zero Hora publicaram a "real história": não era o triste relato de uma desilusão amorosa, mas um trabalho de faculdade. O autor é o mestrando em Letras da PUCRS (Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul) Samir Arrage. E a publicação, um experimento para a disciplina de literatura comparada, do mestrado em escrita criativa. Até a manhã desta sexta (17), mais de 800 e-mails enchiam a caixa do e-mail divulgado para entrar em contato com o dono do anel.

Bem casado e com filho a caminho

"Tive a ideia de veicular esse miniconto de ficção, que nada tem a ver com minha história pessoal, como forma de experimentar a literatura invadindo outros espaços [o da publicidade em jornal]", conta Arrage. Samir é "bem casado", e sua mulher está grávida do primeiro filho do casal. "Desenvolvi um trabalho em que escrevi pequenos contos e, um deles, fiz tragicômico, parodiando a linguagem de um anúncio de classificados", explica o publicitário, que não esperava tamanha repercussão com a iniciativa.  Das correspondências recebidas, muitas pessoas se interessaram pelo negócio e solicitam mais informações sobre o anel à venda, outros se compadecem pelo sofrimento do personagem.

'Tu merece coisa melhor'

"A maioria dos e-mails é em um tom de 'ah, tu merece coisa melhor, bola pra frente'. Muita gente consolando", conta o publicitário. Ele conta que algumas mensagens pareciam paquera, elas sugeriam: "vamos conversar mais..." "Não foi pensado nem proposital. Esperava receber meia dúzia de e-mails e anexar no final do trabalho da faculdade", diz."Até brinquei que nunca mais algo que eu escrever vai ter tanta gente lendo."

Veja o texto na íntegra:

ELA DISSE NÃO

VENDE-SE anel de ouro 18k c/ brilhante, s/ uso, única (possível) dona declinou. Acendi velas, forrei o piso c/ pétalas (vermelho metálico) preparei talharim à carbonara (receita copiada da internet). Operei o saca-rolhas, servi 2 taças com malbec (argentino). Jazz (instrumental/americano) ao fundo. Antes da sobremesa: encostei joelho (direito) no piso soterrado por flores. Destampei o casulo aveludado. Proposta feita. Ao que parece, oportunidade única, p/ ela, nunca foi. Lacrimejou/berrou/culpou a rotina (1 clichê). C/ apenas 8 meses de uso, fui substituído por 1 rapazote 0km. 1 estagiário de Direito, 23 anos (revisado em rede social). Colega de trabalho, mais potência, 6 gomos no abdômen. Em péssimo estado, busco, ao menos, recompensa financeira. Voltei a fumar (clichê, 2). Bem que mamãe (falecida, 3 anos) sempre avisava: as coisas do coração não têm pisca-pisca. Enfim, negocia-se. Aceitamos ofertas/trocas/ombro amigo e histórias a combinar c/ essa. Envie p/: eladissenao@gmail.com"

Sérgio

sexta-feira, junho 17, 2016

Que vergonha, Rio!


Em crise e às vésperas das Olimpíadas, Rio decreta calamidade pública! Para mim, é mais uma forma de tungar o Rio, já que ele tará poderes ilimitados nesta situação. Veio do UOL:

O governador em exercício do Rio de Janeiro, Francisco Dornelles (PP-RJ), decretou "Estado de Calamidade Pública no âmbito da administração financeira" no Estado. O decreto foi publicado nesta sexta-feira (17) na segunda edição do Diário Oficial. No texto, o governador justifica a medida pela "grave crise econômica que assola o estado", e diz que a crise está impedindo o Rio de "honrar seus compromissos" para a realização da Olimpíada de 2016.

O decreto possibilita às "autoridades competentes" a "adotar medidas excepcionais necessárias à racionalização de todos os serviços públicos essenciais, com vistas à realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos Rio 2016", mas não esclarece quais as implicações da medida. Em nota, o governo do estado afirma que "o decreto é mais uma medida de transparência do Estado em relação à crise financeira. Aliado aos decretos nºs 45.680 e 45.682, publicados recentemente, autoriza a adoção de novas propostas destinadas a cortar gastos".

O governo, de acordo com o texto, teme um "total colapso na segurança pública, na saúde, na educação, na mobilidade e na gestão ambiental" devido à falta de recursos. O texto também cita a queda na arrecadação, principalmente no ICMS e nos royalties do petróleo; os esforços de "reprogramação financeira" para ajustar as contas do estado; a dificuldade de honrar compromissos com os Jogos; as dificuldades em prestar serviços públicos essenciais e a chegada iminente das delegações estrangeiras para a Olimpíada. Dornelles também cita a "importância e repercussão mundial" do evento, "onde qualquer desestabilização institucional implicará em risco à imagem do país de dificílima recuperação".

"Carta branca"

Para o especialista em administração pública e professor da Uerj (Universidade Estadual do Rio de Janeiro), Rafael dos Santos, o decreto é uma forma do governo do Estado pressionar a União por verbas e permite, entre outros fatores, aprovar mediadas sem a necessidade de submetê-las ao Legislativo. "Com o estado de calamidade o Estado pode contar com apoio maior da União em caráter de urgência, contratar empréstimos sem autorização do legislativo, demitir funcionários públicos em período de experiência... O governo ganha uma carta branca, por três meses, para realizar atos que precisariam de autorização do Parlamento", afirma Santos.

O professor também vê relação entre a recente visita do presidente interino, Michel Temer, ao Estado, e a publicação da medida. "Parece algo combinado com o governo federal", afirma. "É também uma desmoralização para o gestor, que reconhece a incapacidade, mas garante a verba para a realização dos Jogos." Dornelles pediu ajuda ao governo federal para poder financiar obras de infraestrutura ligadas às Olimpíadas, como a linha 4 do metrô, que unirá Ipanema à Barra da Tijuca, principal bairro dos jogos.

Crise se arrasta desde novembro

A pouco dias das Olimpíadas, o Rio de Janeiro enfrenta uma das piores crises financeiras de sua história. Ao menos 143 mil aposentados e pensionistas receberam seus pagamentos atrasados em junho. A previsão do déficit do Estado para este ano é de R$ 19 bilhões. A crise se arrasta desde novembro do ano passado, quando os salários dos servidores públicos passaram a ser parcelados. A cada mês, o Estado foi adiando o dia de pagamento, chegando agora ao décimo dia útil. Em dezembro, serviços de emergências de hospitais estaduais foram fechados por falta de recursos básicos, como algodão e esparadrapo. O Hemorio, centro de coleta e distribuição de sangue, fechou as portas por um dia por falta de seringas.

Policiais militares recebem com atraso o pagamento extra a que têm direito por trabalharem na folga. Nas delegacias, foi proibida a impressão de registros de ocorrência para economizar papel. Na semana passada o Estado suspendeu a assistência financeira às famílias mais pobres, encerrando o programa Renda Melhor. Os restaurantes populares, sem repasses desde 2015, também ameaçam fechar as portas.

Sérgio

quinta-feira, junho 16, 2016

Tomás Turbando


Sem comentários... Esse ser é uma figura arrogante e merece essa vergonha. Não vai dar as caras tão cedo, rsrsrs

Sérgio

terça-feira, junho 07, 2016

Moro versus STF


Belo artigo do Josias de Souza no UOL sobre a Lava Jato e a postura, inerte, do STF:

O cronista Nelson Rodrigues costumava dizer que o mais exasperado problema do ser humano é o medo do rapa. “Cada um de nós vive esperando que o rapa o lace, o recolha, na primeira esquina”, ele escreveu. No Brasil de hoje, Sérgio Moro virou uma espécie de rapa da oligarquia política e empresarial. Nesse meio, o juiz da Lava Jato instila pânico.

Graças à morofobia, personagens como Eduardo Cunha e Lula revelam-se capazes de tudo para que seus processos permaneçam no STF, o foro dos suspeitos privilegiados. Receiam ser presos. No intervalo de dois anos, dois meses e 19 dias, tempo de duração da Lava Jato, Sérgio Moro já proferiu 105 condenações. Juntas, somam 1.140 anos, 9 meses e 11 dias de prisão. No STF, não há vestígio de condenação. (veja no quadro acima os feitos que a força-tarefa da Lava Jato obteve em Curitiba).

Entre agosto e setembro de 2014, os delatores Paulo Roberto Costa e Alberto Yousseff jogaram no ventilador os nomes de 28 congressistas —sete senadores e 11 deputados federais. Esse pedaço da investigação subiu para o Supremo. Desde então, avolumaram-se as delações e os suspeitos com direito a foro privilegiado.

Hoje, correm no STF 70 processos relacionados à Lava Jato. Desse total, 59 estão na fase de inquérito. Neles, são investigados 134 acusados. Outros 11 processos foram convertidos pelo procurador-geral Rodrigo Janot em denúncias formais, envolvendo 38 políticos. Por ora, o único denunciado que o Supremo converteu em réu foi Eduardo Cunha. E não há prazo para o julgamento da ação penal protagonizada pelo deputado. 

A pedido da Procuradoria, o STF afastou Cunha do exercício do mandato e da poltrona de presidente da Câmara. Mas ele mantém as prerrogativas de deputado, que impedem Moro de alcançá-lo. Conserva também o acesso às mordomias propiciadas pela presidência da Câmara e o controle sobre sua milícia parlamentar, que lança mão de manobras para retardar o julgamento do pedido de cassação do seu mandato, na pauta do Conselho de Ética da Câmara há sete meses.

O que há de mais alvissareiro na Lava Jato é a percepção de que o banquete da corrupção desandou. Os órgãos repressores do Estado investigam, prendem e condenam pessoas que estavam acostumados a viver num país em que, acima de um certo nível de renda e poder, ninguém era importunado.

Deve-se sobretudo à aplicação de Sérgio Moro, dos agentes federais, procuradores e técnicos que integram a força-tarefa de Curitiba a derrubada do escudo invisível que protegia os maus costumes. Montou-se uma espécie de usina trituradora de delinquentes. Foram em cana brasileiros que se julgavam invulneráveis. Em troca de favores judiciais, muitos tornaram-se delatores.

Empreteiros que se habituaram a sufocar investigações em tribunais superiores fizeram pouco da Lava Jato. Presos, recorreram. Uma, duas, três, quatro vezes. E nada. Amargaram condenações draconianas. Marcelo Odebrecht, por exemplo, foi condenado por Moro a mais de 19 anos de cadeia. Com receio de mofar no xadrez como versões petroleiras de Marcos Valério, os mandarins das construtoras também se tornaram colaboradores da Justiça.

Os maiores ficaram para o final. Retardatários, executivos de empresas como Odebrecht e OAS terão de levar à mesa segredos cabeludos se quiserem obter vantagens como redução da pena. Eles já expõem na bandeja escalpos como o de Dilma, Lula, Renan, Sarney, Cunha, Jucá, Aécio e um inesgotável etcétera.

Cercados pela investigação de Curitiba, operadores como Sérgio Machado, ex-presidente da Transpetro, entregam os podres dos padrinhos de Brasília. O serviço da Procuradoria-Geral da República e do STF aumenta. A responsabilidade também. Soltos, políticos que são parte do problema fazem pose de solução. Pior: continuam operando.

Relator da Lava Jato no STF, o ministro Teori Zavascki tem sobre a mesa um lote de pedidos de providência formulados pela Procuradoria. Talvez devesse priorizá-los. A bandidagem parlamentar precisa de um rapa que a lace, que a recolha, na primeira esquina.

Sérgio