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segunda-feira, julho 11, 2016

Comer a cada 3 horas?


Caiu o mito da alimentação de três em três horas. Quem diz isso é a médica Bruna Pitaluga Peret Ottani em entrevista ao Estadão. Clique AQUI e leia a íntegra.

A alimentação de três em três horas, defendida por nove entre dez nutricionistas, não necessariamente pode ser o melhor para você. Segundo Bruna Pitaluga Peret Ottani, ginecologista e obstetra, pós-graduada em Nutrologia e membro do The Institute for Functional Medicine (IFM), “esse conceito já não é mais utilizado e os trabalhos científicos estão sendo publicados com respostas muito boas quando mudanças nesse padrão horário de dieta são feitas, como o jejum intermitente, que apresenta respostas promissoras para algumas pessoas”. Ela afirma que cada pessoa tem um metabolismo diferente e que algumas pessoas se sentem melhor comendo três vezes ao dia, ao invés de realizar seis refeições. “Obviamente que as refeições devem ser ricas em nutrientes mesmo que o número seja menor. Cada indivíduo tem as suas peculiaridades metabólicas, como ritmo circadiano diferente e produção hormonal, levando a consumo e necessidade de energia distintos “, diz. Bruna Ottani fala como melhorar a taxa metabólica basal e afirma que a combinação de exercícios físicos de resistência, como a musculação, com as atividades aeróbias, como a corrida, por exemplo, ajuda muito. Ainda assim, é preciso ter uma alimentação rica em vegetais e fitonutrientes (das plantas). “Imagine que o nosso corpo é uma Ferrari. Agora imagine essa Ferrari andando com combustível aditivado e de boa qualidade e a mesma Ferrari andando com combustível adulterado com etanol misturado. A Ferrari vai andar muito melhor com o bom combustível, certo? A mesma coisa acontece com o nosso corpo”, ilustra.

Sérgio

quarta-feira, outubro 28, 2015

Love Bacon!


Pois é... Fala sério: tanta coisa mata, deixa meu bacon em paz! Adorei a frase do estilista Kenneth Cole: "O açúcar é ruim para você, carboidratos são ruins para você, e agora o ‪#‎Bacon‬ também é, mas não se preocupe com isso, porque isso também é ruim para você."

Sérgio

Carne dá câncer?


Well... Tanta coisa dá câncer. Acho que vou correr  o risco, rsrsrs OMS coloca bacon, linguiça e salsicha na lista de alimentos cancerígenos. Há 'evidência suficiente' de ligação desses alimentos com câncer, diz relatório. Texto alerta para risco de alto consumo de carne processada. Veio do Bem Estar:

O consumo de produtos como salsicha, linguiça bacon e presunto, aumenta o risco de câncer do intestino em humanos, afirma um novo relatório da OMS (Organização Mundial da Saúde) publicado nesta segunda-feira (26). De acordo com o documento, a carne processada é um fator de risco certo para a doença, e carnes vermelhas de um modo geral são um fator de risco "provável". As canes processadas foram colocadas na lista do grupo 1 de carcinogênicos – que já inclui tabaco, amianto e fumaça de diesel – para os quais já há “evidência suficiente” de ligação com o câncer. O relatório foi feito pela IARC (Agência Internacional de Pesquisa do Câncer), órgão ligado à OMS.

Risco de câncer

"Para um indivíduo, o risco de desenvolver câncer colorretal em razão do consumo de carne processada permanece pequeno, mas esse risco aumenta com a quantidade de carne consumida", afirmou Kurt Straif, chefe de programa Monographs, do IARC, que avalia riscos para o câncer. Um estudo de meta-análise -- que avaliou diversos outros estudos-- estima que cada porção diária de 50 gramas de carne processada aumente o risco de câncer colorretal em 18%. Esse tipo de câncer é hoje o segundo mais diagnosticado em mulheres e o terceiro em homens, e está matando 694 mil pessoas por ano (segundo dados de 2012 da OMS, os mais recentes). A carne vermelha - grupo dentro da qual estão tecido muscular de boi, porco, carneiro, bode e cavalo - foi classificada como um carcinógeno (produto capaz de provocar câncer) "provável" e entrou na lista do grupo 2A, que contém o glifosato, princípio ativo de muitos herbicidas. A definição do IARC para carne processada inclui produtos "transformados por salgamento, curagem, fermentação, defumação e outros processos para realçar sabor ou melhorar a preservação", afirma um artigo publicado por cientistas do IARC na revista médica "The Lancet", que acompanhou a divulgação do novo relatório.

Carne vermelha

"Essas descobertas dão mais suporte às recomendações sanitárias atuais para limitar o consumo de carne", afirmou Christopher Wild, diretor do IARC. "Ao mesmo tempo, a carne vermelha tem valor nutricional", afirmou o médico, sugerindo que as novas recomendações não sejam encaradas de maneira alarmista. "Esses resultados, então, são importantes para permitir governos e agências regulatórias internacionais para conduzirem avaliações de risco, de modo a equilibrar riscos e benefícios de comer carne vermelha ou processada e para fornecer as melhores recomendações diárias possíveis." "A maior parte das carnes processadas contém carne de porco ou boi, mas também pode conter outras carnes vermelhas, frango, carne de segunda (fígado, por exemplo), ou subprodutos da carne, como o sangue", afirma o artigo. A classificação mais branda para a carne vermelha é reflexo de "evidências limitadas" de que ela causa câncer. O IARC descobriu ligações principalmente com o câncer de intestino, mas também observou associações com tumores no pâncreas e na próstata, afirmou.

Sérgio

domingo, julho 19, 2015

Chipotle 2


Ah, esqueci de falar: outro dia o Presidente dos Estados Unidos, Barak Obama deu uma escapulida no meio de um deslocamento, sem avisar os seguranças e deixando loucos os guarda-costas, pois teve fome ao ver um Chipotle quando estava parado num semáforo em Washington. Não deu outra: correu para pedir um Burrito e irritou a nação quando mostraram esta foto (veja matéria da revista New York): ele colocando o braço dentro do vidro para mostrar algo, o que é considerado falta de educação e higiene. Enfim... Até o homem mais poderoso do mundo gosta do burrito do Chipotle! 

Sérgio

PS: Eu prefiro o Bow, que é um prato que você pode montar com arroz, feijão (duas opções, Pinto ou Black) e várias opções de carne. Eu peço com Steak e sempre Sour Cream e Queijo. Fica demais!

Chipotle 1


Sempre gostei da cadeia de restaurantes Chipotle nos Estados Unidos: comida boa, rápida e a um preço justo! Agora, lendo a história de como foi fundado, gosto mais ainda. Veio da revista Exame:

O americano Steve Ells tinha um diploma de história da arte, mas seu sonho era comandar uma cozinha estrelada. Depois da universidade, ele se formou chef na melhor escola de gastronomia dos Estados Unidos, o Culinary Institute of America, e conseguiu emprego no Stars, um restaurante famoso de São Francisco no começo dos anos 90. O salário não era suficiente para pagar a conta dos melhores restaurantes, e Ells costumava comer nas barracas do bairro Mission, reduto dos imigrantes mexicanos na época. Foi em uma dessas refeições que suas ambições na cozinha mudaram radicalmente: Ells teve a ideia de criar o Chipotle, cadeia de comida mexicana que é um dos maiores sucessos da história da indústria de restaurantes dos Estados Unidos.

A primeira loja do Chipotle, inaugurada em Denver em 1993, é considerada um marco de uma nova era das refeições rápidas: comida fresca e preparada na hora, por preços razoáveis. Na última década, a rede manteve uma média de crescimento acima de 25% ao ano — a maior taxa desse segmento, segundo um relatório do banco Wells Fargo. O Chipotle é hoje considerado o símbolo de fast-food para uma nova geração. Suas 1 783 lojas faturaram 4,1 bilhões de dólares em 2014. Em relação aos 27,4 bilhões de receitas do McDonald’s, dono de 36 000 lojas em mais de 100 países, os números podem não parecer tão grandes, mas o Chipotle cresceu 28% entre 2013 e 2014, enquanto o McDonald’s encolheu 2%. Suas ações vêm dando um banho nas outras empresas do setor de fast-food. A cadeia fundada por Steve Ells representa uma mudança crucial na preferência dos consumidores, cada vez mais interessados em saber o que estão comendo.

Nenhum ingrediente usado no Chipotle é congelado, e as lojas nem sequer têm freezer. Toneladas de tomates e cebolas são cortadas à mão diariamente. Os fornecedores são locais, na medida do possível (no inverno da Costa Leste americana, as verduras vêm da Califórnia, por exemplo). As carnes são de animais criados em condições humanitárias e livres de antibióticos e hormônios. Em abril, o Chipotle anunciou que baniu qualquer ingrediente geneticamente modificado. O carro-chefe do Chipotle é o burrito. A melhor maneira de descrever um burrito é uma refeição completa enrolada numa tortilha de trigo. O recheio leva arroz, feijão, carne (de vaca, porco ou frango), alface e complementos como creme azedo e guacamole. Além dos burritos, há tacos e saladas, e só: o Chipotle não vende sobremesas nem café.

Em Nova York, um burrito e um refrigerante no Chipotle custam cerca de 11 dólares, mais ou menos 50% mais do que um Big Mac com batata frita e Coca-Cola. O serviço não é tão rápido quanto o de um fast-food de hambúrgueres, mas não costuma levar mais do que 10 minutos, incluindo a espera na fila. Na cabeça de muitos consumidores — e também dos investidores, dada a performance das empresas na bolsa —, o Chipotle é o anti-McDonald’s. Mas nem sempre foi assim. Em 1998, a rede estava crescendo e precisava de capital. “Mandamos nosso plano de negócios para 13 investidores de risco e para bancos especializados em restaurantes. Fomos rejeitados pelos 13”, disse recentemente Bob Ells, pai de Steve e responsável pelo capital inicial do Chipotle. A grande ironia veio a seguir: um dos investidores-anjo da empresa, recém-contratado pelo McDo­nald’s, fez o meio de campo e o Chipotle recebeu 50 milhões de dólares do gigante dos hambúrgueres. As 13 lojas viraram 500, e Steve Ells diz que aprendeu muito sobre logística e contato com fornecedores — para o bem e para o mal. Ele descreveu uma granja que fornecia frangos para o McDonald’s como “a coisa mais nojenta que viu na vida”.

Ells não aceitou várias das sugestões dos sócios, como servir café e sobremesas ou oferecer o serviço de drive thru nas lojas. Oito anos depois do investimento, o McDonald’s vendeu sua participação — e ganhou um de seus concorrentes mais formidáveis. Depois de abrir o capital em janeiro de 2006, o Chipotle acelerou a expansão nos Estados Unidos e foi um dos primeiros exemplos de um novo tipo de restaurante de refeições rápidas, chamado de fast casual — um fast-food mais charmoso. É um segmento que cresce 10% ao ano nos Estados Unidos — enquanto o fast-food tradicional avança apenas 2%. O cliente entra na fila, escolhe os ingredientes, paga no caixa e leva a comida para a mesa. Mas o mobiliário é de metal e madeira, não de plástico ou fórmica. “O ambiente não parece tão corporativo quanto o das cadeias tradicionais de fast-food”, diz Sophie Carroll, da empresa de pesquisas de varejo Planet Retail.

O Chipotle faz pouco marketing tradicional e não usa a TV para anunciar promoções de preços, uma prática comum das grandes redes americanas. O que a empresa faz, e pesadamente, é comunicar sua missão de servir “comida com integridade”. No começo deste ano, anunciou que um terço de seus restaurantes pararia temporariamente de servir carne de porco. O motivo? Um de seus fornecedores não havia cumprido os padrões de “criação responsável” dos animais. O que poderia ser uma notícia negativa — a falta de um produto — virou uma questão acompanhada de perto nas redes sociais e noticiada nos jornais The New York Times e The Wall Street Journal. Quando os burritos de carnitas voltaram ao cardápio, a internet respirou aliviada.

O sucesso do Chipotle nos últimos anos tem sido tão grande que inúmeras cadeias hoje se apresentam como “o Chipotle da comida tailandesa” ou “o Chipotle do churrasco”. Empresas tradicionais do setor de fast-food estão revendo suas práticas para reconquistar os consumidores interessados em consumo consciente. Numa entrevista recente, Ells chamou esse esforço de “piada”. “Você conhece esses caras, certo? Eles não conseguem mudar. A cultura está muito enraizada. E isso é bom para o Chipotle.”

Sérgio

quinta-feira, julho 09, 2015

Churrasco Grego


Cuidado: a paixão por churrasco grego está intoxicando uma galera em SP... Vejam a matéria da Folha de São Paulo:

O churrasco grego é um patrimônio da gastronomia podreira de São Paulo. Os pedaços de carne que rodam nas máquinas metálicas são como monumentos de uma parte da cidade que recusa a gourmetização. Ao redor da iguaria se reúnem desempregados, aposentados, motoboys, famílias de imigrantes, palhaços, mendigos, homens-placa e outras figuras típicas do centro da capital. Três fatores podem explicar o poder de atração do lanche: o cheiro de gordura derretida que verte da carne e inunda a rua, a velocidade em que ele é servido –menos de 30 segundos– e o preço. Por apenas R$ 3 é possível comprar o lanche com farto molho vinagrete e um suco disponível nas versões roxo, laranja, amarelo e vermelho. Pena que, com a popularidade e o ótimo custo-benefício, venha o perigo de piriri, vômitos e infecções. Um estudo recente conduzido pela pesquisadora Aline Katsurayama constatou que, entre a carne desfiada e as cebolas fininhas, havia uma alta presença de coliformes termotolerantes –ou fecais, como eram chamados antigamente– em 70% dos lanches analisados.

A pesquisa foi realizada durante a graduação de Aline em Ciências Biomédicas na Unesp de Botucatu. Ela analisou ao todo 100 lanches, coletados em 10 lanchonetes espalhadas pelo centro de São Paulo. O método de análise pode ser chamado de "pra viagem, por favor". "Eu geralmente pedia o lanche, colocava numa bolsa térmica cheia de gelo e lavava até Botucatu, onde fica o laboratório em que fazia os testes", diz. Entre todos os churrasquinhos analisados, 70 apresentaram uma quantidade maior de coliformes termotolerantes do que o permitido pela Anvisa. Desses, 36 tinham a bactéria em quantidades tão altas que indicavam um início de deterioração. Os coliformes termotolerantes não costumam causar doenças, mas são indicadores da possível presença de outros microrganismos veiculados por fezes. "Se os coliformes estão presentes, isso significa que temos resíduos fecais. Se temos resíduos fecais, também podemos ter outras bactérias patogênicas e vírus, causadores de diarreias e disenterias", diz Vera Lúcia Mores Rall, professora da Unesp e orientadora da pesquisa.

O resultado não surpreendeu Aline. "Sou de São Paulo e sempre passei em frente dessas máquinas de churrasco grego. A carne fica exposta à sujeira da rua, o vinagrete não é refrigerado e muitas vezes a mesma mão que serve o lanche é que recebe o dinheiro", diz. "Eu mesma nunca tive coragem de experimentar." O churrasco grego é feito a partir de vários bifes de carne bovina empilhados em um espeto. A carne gira dentro da máquina para que grelhas instaladas em sua lateral esquentem e assem o rango de modo uniforme. O problema é que muitas vezes a temperatura em que a carne é assada não é suficiente para matar todas as bactérias presentes. "A carne deveria ficar a 74 ºC durante 5 minutos, mas isso nem sempre acontece", diz a professora Vera Lúcia. "Depois de assada, ela deveria ser mantida a 60 ºC para não permitir o crescimento bacteriano no alimento. Como essa temperatura nem sempre é respeitada, os microrganismos vão continuar crescendo." Na hora de servir, os nacos de carne são cortados pelo garçom com uma serra e caem em uma bandeja de metal. Com uma colher, ele recolhe os pedaços e coloca dentro do pão. O atendente então abre uma gaveta de madeira e, munido da mesma colher, pega uma generosa porção de vinagrete que despeja no lanche. Conforme o recipiente se esvazia, cebolas descoloridas ficam grudadas e secas nas laterais da gaveta. "O vinagrete tinha que estar refrigerado. Mas fica perto do forno, exposto ao sol. Isso aumenta a temperatura, o que ajuda os microrganismos deteriorantes a se multiplicar", diz Aline.

O fato de a carne ficar na calçada, à vista dos potenciais consumidores, também a expõe à sujeira da região. Durante minhas visitas às lanchonetes, nesta semana, foi possível ver um grupo de dez pombas brigando por migalhas de pão em uma delas. A menos de cinco metros da máquina, as aves batiam suas asas e jogavam poeira pelo ar. Pouco mais longe, uma obra da Sabesp levantava nuvens de pó, que eram dissolvidas pelo vento. Em outro ponto de venda, um ônibus despejava uma densa fumaça negra na calçada e defumava a carne. As conversas ao redor, aflitas ou curiosas, jogavam perdigotos ao ar. No meio da aglomeração, o churrasco grego continuava a girar. O aroma inebriava a multidão e, de tempos em tempos, aparecia alguém para comprar um lanche. Mas se as condições de higiene são tão precárias, por que não vemos surtos de contaminação alimentar em São Paulo? Bem, talvez vejamos. Os coliformes que Aline encontrou no lanche indicam a presença de uma série de microrganismos que podem causar diarreias, disenterias, vômitos, náuseas e dores intestinais. Esses sintomas passam geralmente em um ou dois dias. Como pouca gente vai ao médico por estar fazendo cocô mole, esses problemas ficam subnotificados.

Salvem nosso churras turco-grego-paulista

O churrasco grego é um prato cosmopolita. Apesar do nome, ele é turco. De lá, onde é conhecido como döner kebab, ele se espalhou para o mundo todo. Em São Paulo, terra de milhões de imigrantes, o lanche conquistou sua clientela há décadas. Dá para imaginar que, além dos apreciadores de hoje, uma penca de portugueses, italianos, sírio-libaneses e japoneses comeram a iguaria quando pisaram na capital. O lanche também foi e é refeição importante para vários desempregados que precisam forrar suas barrigas enquanto procuram por vagas no centro. Agora essa história está ameaçada por bactérias presentes no próprio lanche. Como fazer a tradição sobreviver e ao mesmo manter a saúde dos consumidores? As pesquisadoras sugerem que as lanchonetes adotem o que chamam de procedimento operacional padrão. Segundo Vera Lúcia, consiste em uma série de regras que garantem a qualidade da comida, como lavar as mãos antes de manipular os ingredientes, usar –e trocar de– luvas, colocar pessoas diferentes para preparar o alimento e manipular o dinheiro, respeitar o tempo e a temperatura adequados para cozinhar a carne e separar os alimentos cozidos dos crus. Medidas simples que podem garantir a saúde da população sem ameaçar sua paixão gastronômica. Seria péssimo, afinal, acabar com um patrimônio histórico e gastronômico tão peculiar de uma hora pra outra. 

Sérgio

domingo, janeiro 11, 2015

Fed Up


Nossos hábitos alimentares precisam mudar... O texto abaixo é da nutricionista Lucilia Diniz. No Brasil vai se chamar Nação Fast Food.

Diantes de fatos, não há argumentos. Para evidenciar os problemas de saúde causados pela alimentação, filme “Fed Up”, lançado ano passado nos EUA, vai direto ao mais alarmante deles: 95% dos americanos estarão obesos em 20 anos. Pare para pensar e veja o trailer acima. Para o Congresso americano, molho de tomate é um vegetal. Portanto, servir pizza nas escolas está perfeitamente correto, do ponto de vista oficial sobre o equilíbrio alimentar infantil. Esta e outras verdades são reveladas ao longo do filme Fed Up – algo como “Estamos cheios”, relacionado ao excesso de comida. Entre elas, a de que 80% dos 600 mil alimentos diferentes à venda nos Estados Unidos, desde as grandes redes de varejo até o quiosque da esquina, contém açúcares escondidos. Com isso, as perspectivas não são nada animadoras. Ao ritmo em que a situação segue, a expectativa é a de que, até 2050, um em cada três americanos desenvolva males relacionados ao excesso de peso, como diabetes. Tudo graças a ingestão abusiva destas calorias vazias, que não trazem nenhum benefício nutricional.

No longa metragem, a ação é toda da indústria alimentícia. Questionados por seus métodos diante das câmeras, empresários utilizam argumentos da indústria do tabaco para sua defesa. Sendo uma ameaça ou não, é sintomático que Barack Obama tenha recusado entrevista para a produção. Neste cenário, o drama é todo nosso. Como o corpo foi “feito” para gostar de açúcar, ele entra em absolutamente todas as fórmulas de comida processada. E, onde não faz sentido promover sua presença, sua inclusão é feita silenciosamente. O problema é que nosso organismo não consegue processar esta quantidade excessiva. São aproveitados por dia apenas 25 mililitros – muitos alimentos contêm esta quantidade em apenas uma porção. O que não consegue ser convertido em energia, não há como esconder: vai direto para a barriga. Como estou sempre falando desta ameaça, principalmente para as crianças, compartilho aqui este lançamento. E não pense que estamos salvos porque o caso retratado seja no Hemisfério Norte. É óbvio que, se acontece por lá, nem toda a distância do mundo evitaria que ocorressem problemas similares por aqui. O importante é ficar de olho nos rótulos.

Sérgio

sexta-feira, dezembro 26, 2014

domingo, dezembro 21, 2014

Panquecas Walking Dead


Que tal um café da manhã assustador? Olha o que esse cara faz com panquecas! Depois veja o canal dele no Youtube, há muito mais...

Sérgio

terça-feira, novembro 25, 2014

O Chocolate vai acabar?


Well, essa é uma má-notícia: O chocolate vai acabar, alerta o maior fabricante do mundo. Veio do Estadão:

Não há maneira fácil de dar essa notícia: vocês estão comendo chocolate demais, todos vocês. E a coisa está ficando tão fora de controle que o mundo pode estar se encaminhando para um panorama potencialmente desastroso se a tendência não for detida. Em linhas gerais, foi esse o recado de duas gigantes do ramo dos chocolates, Mars, Inc. e Barry Callebaut. E os dados parecem reforçar o alerta delas.

Os déficits de chocolate, situação na qual os agricultores produzem menos cacau do que o mundo consome, estão se tornando a regra. Já estamos no meio daquela que pode ser a maior sequência de déficits de chocolate consecutivos em mais de 50 anos. Parece também que os déficits não estão apenas se acumulando ano a ano – a expectativa da indústria é que estes aumentem. No ano passado, o mundo consumiu cerca de 70 mil toneladas métricas de cacau além do volume produzido. As duas gigantes do ramo dizem que já em 2020 esse déficit pode chegar a 2 milhões de toneladas métricas. O problema passa pela oferta de cacau. O clima seco na África Ocidental (especialmente na Costa do Marfim e em Gana, onde são produzidos mais de 70% do cacau de todo o mundo) reduziu muito a produção na região.

Uma praga decorrente de um fungo chamado Moniliophthora roreri não ajudou a situação. A Organização Internacional do Cacau estima que a praga tenha eliminado de 30% a 40% da produção global de cacau. Por causa de tudo isso, o cultivo do cacau se mostrou um ramo desafiador e, como resultado, muitos agricultores passaram para gêneros mais rentáveis, como o milho. E há também o insaciável apetite mundial pelo chocolate. É particularmente preocupante o apreço cada vez maior dos chineses pelo doce. A cada ano, a China compra mais e mais chocolate. Ainda assim, o consumo deles per capita ainda equivale a apenas 5% daquilo que um europeu ocidental consome.

O chocolate amargo também se mostra cada vez mais popular, e essa variedade contém muito mais cacau por volume do que as barras de chocolate tradicionais (a barra de chocolate média contém apenas 10% de cacau, enquanto as barras de chocolate amargo costumam conter mais de 70%). Por essas razões, o preço do cacau teve alta de mais de 60% desde 2012, quando as pessoas começaram a consumir mais chocolate do que o mundo era capaz de produzir. Com isso, os fabricantes de chocolate tiveram que ajustar o preço dos seus produtos, encarecendo as barras. A Hershey’s foi a primeira, mas as demais logo seguiram o mesmo rumo.

As tentativas para deter o crescente desequilíbrio entre a quantidade de chocolate desejada pelo mundo e a quantidade que os agricultores são capazes de produzir inspirou algumas inovações muito necessárias. Mais especificamente, um grupo de pesquisa agronômica da África Central está desenvolvendo árvores capazes de produzir até sete vezes mais cacau do que as plantas tradicionais. Mas o aumento na eficiência pode prejudicar o sabor, diz Mark Schatzker, da Bloomberg. Ele compara a situação à de outras commodities produzidas em massa. Há tentativas em andamento para tornar o chocolate barato e abundante – e, nesse processo, o doce acaba ficando tão sem sabor quanto os tomates comprados nas lojas de hoje, outro alimento que sacrificou o sabor em nome da abundância, como o frango e os morangos. Ainda não se sabe se o consumidor vai se queixar do sabor mais fraco se isso mantiver os preços baixos. E a indústria não vai se importar com isso, desde que o risco de uma escassez monstruosa seja afastado.

Sérgio

domingo, dezembro 29, 2013

Gelatina Colorida


Esse não é um blog de culinária, mas essa está linda, não podia deixar de colocar aqui. Vou ver se fazemos hoje em casa! Veio do site Gostei. e Agora? Visite e saiba como fazer!

Sérgio


quinta-feira, dezembro 26, 2013

Foi mal...


Vejam que legal: McDonald's tira do ar site que aconselhava a evitar fast food. Rede aconselhou funcionários a evitarem hambúrgueres e batatas fritas. Post foi feito em site voltado aos trabalhadores, com dicas de saúde.Veio do G1:

O McDonald´s informou que mandou retirar do ar um site de recursos humanos voltado para os trabalhadores da rede, no qual foi publicado um post com dicas de saúde no qual a empresa aconselhava os funcionários a evitarem comer fast food e a priorizarem uma alimentação mais saudável. A situação embaraçosa ocorreu após a emissora CNBC noticiar que a gigante do fast food aconselhava no site McDonald's Mc Resources Line seus empregados a evitarem refeições semelhantes às vendidas pela empresa . "Fast food são comidas rápidas, com preço acessível e alternativas razoáveis para se alimentar fora de casa, convenientes apara uma estilo de vida ocupado. No entanto, são tipicamente muito calóricas, gordas, ricas em gordura saturada, açúcar e sal e podem colocar muitas pessoas em risco de serem obesas", dizia um dos textos publicado no site da empresa (clique aqui para ler a reportagem em inglês com os posts). Uma ilustração chegava a mostrar um combo de hambúrguer, batata frita e refrigerante como "escolha não saudável" e uma combinação de sanduíche mais leve, salada e água como "escolha mais saudável". Um post afirmava ser difícil comer uma dieta saudável quando se frequenta restaurantes de fast-food muitas vezes. O site também aconselha as pessoas a limitar a quantidade de batatas fritas que eles comem. Segundo a CNBC, apesar do site ser voltado para os funcionários da rede, o cadastro exigia apenas um email e não conferia se quem pretendia acessá-lo fazia mesmo parte da folha de pagamento da companhia.

Nesta quarta-feira, quem visitava o site McDonald's Mc Resources era recebido com a seguinte mensagem: Estamos realizando temporariamente um manutenção a fim de lhe proporcionar a você melhor experiência possível. Por favor, desculpe-nos enquanto estas atualizações estão sendo feitas". Em comunicado, a empresa confirmou a derrubada do site e disse que o conteúdo do programa é produzido por especialistas terceirizados. "Em meio a links para informação irrelevante ou ultrapassada, com grupos externos tirando elementos do contexto, isso criou um julgamento desnecessário e comentários inapropriados. Nada disso ajuda os membros do time do McDonald´s", disse o McDonald's. A 'saia justa' acontece em um momento de confronto com a política da marca, que tenta desvincular sua imagem de alimentos gordurosos e procura inclui em seu cardápio mais frutas e vegetais, destacou a CNBC. Recentemente, o CEO do McDonald's Don Thompson afirmou: "Nós não vendemos junk food".

Sérgio

segunda-feira, dezembro 23, 2013

Olha o cara...


Hora do almoço... Agora imagine isso: Indiano faz sucesso fritando peixe com as mãos. Veio do Page Not Found:

A atração do restaurante de beira de estrada de Prem Singh, em Nova Délhi (Índia), não é algum item do cardápio. É ele próprio!  O indiano de 65 anos sempre atrai uma multidão ao fritar peixes. Prem não usa qualquer utensílio de cozinha, ele enfia as mãos no óleo fervente, a cerca de 190 graus. O indiano garante que pratica o processo de fritura há décadas, sem nunca ter sofrido queimadura ou qualquer outro ferimento.

Sérgio

quarta-feira, maio 22, 2013

Pirou na batatinha...


Te cuida McDonald's... Cantora processa rede após ter a voz arruinada, diz site. Veio do F5:

A cantora gospel Jacqueline Simpson, 52, abriu um processo contra o McDonald's após ter sua voz supostamente arruinada por ter mordido um pedaço de vidro maior que uma moeda de um centavo de dólar, segundo informou o site "Huffington Post" nesta terça-feira (21). Em 2010, a artista do Brooklyn, em Nova York, estava comendo um sanduíche de frango em um dos restaurantes da rede quando aconteceu o incidente. "Agora quando eu canto, eu ficou rouca", contou Jacqueline que também trabalha como balconista para o gabinete da Procuradoria Geral da República dos Estados Unidos. "Eu ainda canto contralto, mas não posso mais cantar soprano como costumava fazer", afirmou. "Faço muitas ligações por conta do trabalho e tenho que falar para as pessoas que não sou homem. Antes, isso nunca aconteceu", disse. O proprietário de uma rede de restaurantes do McDonald's em Manhattan mostrou preocupação com o caso. "Eu levo muito a sério estas questões. Fornecimento de alimentos e bebidas em segurança é uma prioridade no meu restaurante", afirmou. "Ao tomar conhecimento sobre essa afirmação, tomei medidas imediatas para reunir os fatos e iniciei uma investigação sobre o assunto", acrescentou. "Como esta é uma questão jurídica pendente, é inapropriado fazer mais comentários", concluiu.

Sérgio

quarta-feira, maio 15, 2013

Viscoso mas gostoso...


Enquanto alguns jogam (muita) comida fora... Veio do G1:

A Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO, na sigla em inglês), lançou em Roma nesta segunda-feira (13) um programa que incentiva a criação em larga escala de insetos para reforçar a segurança alimentar. Segundo o órgão, insetos são alimentos ricos em nutrientes, de baixo custo, ecológico e "delicioso". Dois bilhões de pessoas em culturas tradicionais já comem insetos, mas o potencial de consumo é muito maior, considera a agência. "Nossa mensagem é: comer insetos, que são abundantes, uma rica fonte de proteínas e minerais", declarou Eva Ursula Müller, diretora do Departamento de Política Econômica Florestal. Os trilhões de insetos, que se reproduzem sem parar na terra, no ar e na água, "apresentam maiores taxas de crescimento e conversão alimentar alta e um baixo impacto sobre o meio ambiente durante todo o seu ciclo de vida", defendem os especialistas. De acordo com seus cálculos, cerca de 900 espécies de insetos são comestíveis. A FAO enumera os benefícios da produção de insetos em larga escala: são necessários 2 kg de ração para produzir 1 kg de insetos, enquanto o gado requer 8 kg de alimento para produzir 1 kg de carne. Além disso, os insetos "são nutritivos, com um elevado teor de proteínas, gorduras e minerais" e "podem ser consumidos inteiros ou em pó e incorporados noutros alimentos".

Produção em massa

A criação de insetos é simples, pois pode ser feita a partir de resíduos orgânicos, tais como restos de alimentos, e também a partir de compostos e estrume. Os insetos são extremamente ecológicos: usam muito menos água e produzem menos gases do efeito estufa do que o gado. Seu consumo, chamado de entomofagia, já é difundido e praticado há muito tempo entre culturas tradicionais em regiões da África, Ásia e América Latina. "Um terço da população mundial come insetos, e isso é porque eles são deliciosos e nutritivos", ressalta Eva Ursula Müller. "Insetos são vendidos nos mercados de Kinshasa, nos da Tailândia ou em Chiapas, no México, e eles começam a aparecer nos menus de restaurantes na Europa", argumentou. Alguns criadores de vários continentes entenderam as vantagens e começam a tirar proveito: eles começaram a usar os insetos como ingredientes alimentares, incluindo na aquicultura e na criação de aves. De acordo com Müller, os insetos oferecem muito mais do que apenas nutrição. Eles também são usados para dar cor e formam uma das bases da medicina tradicional em muitos países. Para garantir a nutrição dos animais, os insetos são suscetíveis de proporcionar um complemento a outros recursos utilizados como soja e farinha de peixe.

Cupins grelhados

Gabril Tchango, ministro das Florestas do Gabão, elogiou o consumo de insetos que "faz parte da vida cotidiana". Os "cupins grelhados são considerados uma iguaria em nossas florestas", declarou, considerando que os insetos, em todas as categorias, contribuem com cerca de 10% da proteína animal consumida no Gabão. De acordo com a FAO, "até 2030, mais de 9 bilhões de pessoas vão precisar ser alimentadas, assim como os bilhões de animais criados a cada ano" para atender diversas necessidades, num momento em que "a poluição do solo e da água devido a produção intensiva de animais de pastoreio levam a degradação das florestas". Outro argumento a favor da criação de insetos é que eles "podem ser colhidos em seu estado natural, cultivados, processados e vendidos pelos mais pobres da sociedade, como as mulheres e agricultores sem-terra. Os insetos podem ser coletados diretamente e facilmente em seu estado natural. Os gastos ou investimentos necessários para a colheita são mínimos".

Sérgio

segunda-feira, março 11, 2013

Baixaria...


Aproveitando a hora do almoço... Pode até se gostoso, mas o nome é feio. Depois falam mal do fast food dos Estados Unidos, Vejam só, um prato de 1900 calorias para o café da manhã no Acre. Matéria G1:

A 'baixaria', nome tradicional do prato tipicamente acreano, tem uma receita bem simples: farinha de milho (fubá ou cuscuz, como é conhecido em algumas regiões do país), carne moída, cheiro-verde e ovo frito.
Servido no café da manhã nos mercados populares em todo o Estado do Acre, a baixaria tem mais de 1900 calorias e segundo a empresária Antônia Pereira, a Toinha do Mercado, como é conhecida, é o principal pedido em seu restaurante, localizado no Mercado do Bosque, em Rio Branco. "São 40 quilos de carne moída em um dia. É a melhor pedida pra quem está saindo da festa e quer recuperar as energias", diz Antônia. Sobre o 'batismo' do prato, existem muitas histórias, cada uma com uma versão diferente. De acordo com o jornalista Alexandre Nunes, o nome surgiu para separar uma briga depois que dois jornalistas debocharam de um grupo de pessoas que chegava de uma festa para tomar café no mercado. "Eles já estavam 'alterados' pela bebida, quando chegou umas senhoras de vestido longo e uns homens de fraque e gritaram: 'lá vem a baixaria', então para não virar uma confusão a Toinha disse que baixaria era o prato que eles pediram", diz.

Antônia não confirma, nem desmente a versão, e diz que a baixaria teve vários nomes. O prato foi popularizado nos anos 80 pelo jornalista Wilson Barros, que publicou algumas matérias comentando sobre a novidade no mercado. Polêmicas a parte, a chefe de cozinha Suely Cardoso afirma que o prato é bem pesado. "Quem amanhece com uma baixaria pode ficar até as 15h sem sentir fome", comenta. Suely diz ainda que a baixaria é o único prato tipicamente acreano, surgiu nos seringais, ganhou os mercados da cidade, e hoje é servido nos buffets mais refinados. "Eu mudei alguns ingredientes, como por exemplo o fubá, eu prefiro usar o cuscuz marroquino, que é mais leve e torna esse 'quebra jejum' menos calórico", fala Suely. O jornalista Victor Augusto diz que é fã da baixaria e fala que sempre que sai com os amigos o Mercado do Bosque é parada obrigatória. "Não dá pra terminar a noite e começar o dia sem uma baixaria", conclui o jornalista.

Sérgio

quinta-feira, fevereiro 14, 2013

Coisas da China


Vejam só... A Stella diz que ainda não comeu nenhum destes, rsrsrs Veio do G1:

Vendedor ambulante oferece escorpiões no espeto em feira do parque Longtan, em Pequim, nesta quarta-feira (13). O ano novo lunar da cobra é comemorado por mais de 1 bilhão de asiáticos em semana de festividades. 

Sérgio

quarta-feira, janeiro 30, 2013

Drops Dulcora


Essa é para minha amiga Eveline Bielefeld... Dulcora era uma fábrica brasileira de balas, drops e confeitos, localizada no estado de São Paulo, conhecida pelos famosos Drops Dulcora, produto que fazia sucesso nas décadas de 1960 e 1970. A fábrica ficava as margens da Rodovia Anchieta em São Bernardo do Campo e ostentava no gramado placas retangulares com as letras DULCORA em alturas diferentes, igual as da embalagem. Ouça o jingle dela AQUI, no quadro de Décio Clemente da Jovem Pan.

Sérgio

sexta-feira, janeiro 18, 2013

Hamburger de cavalo?


Grã-Bretanha e Irlanda investigam cavalo em hambúrgueres. Carne de cavalo foi encontrada em amostras de hambúrguer bovino vendido em supermercados. testes também indicaram DNA de porcos em amostras. E isso foi na Inglaterra. Como será no Brasil? Parece que nos EUA já pensaram nisso, veja um vídeo AQUI. Veio do Ciência e Saúde:

Autoridades da Grã-Bretanha e da Irlanda estão investigando como hambúrgueres de carne bovina vendidos em grandes cadeias de supermercados dos dois países foram contaminados com carne de cavalo. A contaminação foi descoberta pelas autoridades de saúde da Irlanda, que examinaram 27 produtos diferentes e constataram que 10 deles tinham traços de DNA de cavalos e 23 continham DNA de porcos. Os hambúrgueres com DNA de cavalo haviam sido produzidos em dois frigoríficos irlandeses e em um de Yorkshire, na Inglaterra. Segundo as autoridades dos dois países, o consumo dos hambúrgueres não trazia riscos à saúde, mas os produtos já foram retirados das prateleiras dos supermercados.

Atitude responsável

Em uma das amostras pesquisadas, a carne de cavalo representava 29% do conteúdo total de carne de um hambúrguer congelado. Além dos hambúrgueres, também foram testados 31 outros produtos com carne bovina, como tortas, um curry e uma lasanha, dos quais 21 apresentaram traços de DNA de porcos. O diretor de proteção ao consumidor da Autoridade de Segurança dos Alimentos da Irlanda (FSAI, na sigla em inglês), Raymond Ellard, afirmou que várias investigações estão em curso para determinar o que ocorreu. "As empresas tiveram uma atitude muito responsável. Elas voluntariamente retiraram os produtos da venda, assim como os supermercados", disse. "Uma longa cadeia de investigações está em curso agora para verificar todos os ingredientes usados nesses produtos, de onde eles vieram e como a contaminação cruzada pode ter ocorrido", disse.

Explicação plausível

Para o diretor-executivo da FSAI, Alan Reilly, há uma explicação mais plausível sobre a presença de DNA de porcos nos produtos, já que carnes de diferentes animais são processadas nos mesmos locais, mas ainda não existe uma explicação para a presença de carne de cavalo, que não é processada nos frigoríficos em questão. "Na Irlanda, não faz parte de nossa cultura comer carne de cavalo e, portanto, não esperamos encontrá-la em um hambúrguer", disse. "Da mesma forma, para alguns grupos religiosos, ou pessoas que se abstêm de comer carne de porco, a presença de traços de DNA de porcos é inaceitável", afirma. O ministro da Agricultura da Irlanda, Simon Coveney, disse que o consumo dos hambúrgueres não traz riscos à saúde dos consumidores e afirmou que o país tem "provavelmente o melhor controle e os melhores padrões de higiene alimentar do mundo". Os frigoríficos investigados afirmam que nunca compraram ou processaram carnes de cavalo e estabeleceram uma investigação própria sobre dois fornecedores europeus.

Sérgio


sábado, janeiro 12, 2013

Desperdício...


Eis uma notícia muito triste... Até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, ou cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo. Matéria do G1:

Um relatório de uma organização britânica indica que até metade de toda a comida produzida a cada ano no mundo, ou cerca de dois bilhões de toneladas, vão parar no lixo. O documento, intitulado Global Food; Waste not, Want not ("Alimentos Globais; Não Desperdice, Não Queira", em tradução livre), diz que o desperdício está ocorrendo devido a uma série de motivos, entre eles as condições inadequadas de armazenamento e a adoção de prazos de validade demasiadamente rigorosos. Outro problema é a preferência dos consumidores por alimentos com um formato ou cor específicos. O estudo diz que até 30% das frutas, verduras e legumes plantados na Grã-Bretanha sequer são colhidos por causa de sua aparência. O desperdício de alimentos também implica em desperdício de recursos usados para a produção deles, como água, áreas para agricultura e energia, alertou o relatório publicado pela Institution of Mechanical Engineers, uma organização que representa engenheiros mecânicos e reúne cem mil membros no Reino Unido.

Ofertas nos supermercados

A ONU prevê que até 2075 a população mundial chegue a 9,5 bilhões de pessoas, um acréscimo de 3 bilhões em relação à população atual, o que reforça a necessidade de se adotar uma estratégia para combater o desperdício de alimentos e, assim, tentar evitar o aumento da fome no mundo. De acordo com o relatório, o equivalente a entre 30% e 50% dos alimentos produzidos no mundo por ano, ou seja, entre 1,2 bilhão e 2 bilhões de toneladas, nunca são ingeridos. Além disso, nos Estados Unidos e na Europa, metade da comida que é comprada acaba sendo jogada fora. Tim Fox, diretor de Energia e Meio Ambiente da Institution of Mechanical Engineers, disse que o desperdício é "assombroso". 'Isto é comida que poderia ser usada para alimentar a crescente população mundial além de aqueles que atualmente passam fome.' "As razões desta situação variam das técnicas insatisfatórias de engenharia e agricultura à infraestrutura inadequada de transporte e armazenamento, passando pela exigência feita pelos supermercados de que os produtos sejam visualmente perfeitos e pelas promoções de 'compre um, leve outro grátis', que incentivam os consumidores a levar para casa mais do que precisam", disse.

Água

O relatório alertou que atualmente 550 bilhões de metros cúbicos de água estão sendo desperdiçados na produção de alimentos que vão para o lixo. E o problema pode se agravar. Segundo a Institution of Mechanical Engineers, o consumo de água no mundo chegará a até 13 trilhões de metros cúbicos por ano em 2050 devido ao crescimento da demanda para produção de alimentos. Isso representa até 3,5 vezes o total de água consumido atualmente pela humanidade e gera o temor de mais escassez do recurso no futuro. O alto consumo de carne tem grande influência nesse aumento de demanda, visto que a produção de carne exige mais água do que a produção de alimentos vegetais. "À medida que água, terra e energia passam a ser mais disputados devido à demanda da humanidade, os engenheiros tem um papel crucial a desempenhar no sentido de prevenir a perda e o desperdício de alimentos, desenvolvendo formas mais eficientes de produção, transporte e armazenamento", disse Fox.

Sérgio