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quarta-feira, outubro 28, 2015

Love Bacon!


Pois é... Fala sério: tanta coisa mata, deixa meu bacon em paz! Adorei a frase do estilista Kenneth Cole: "O açúcar é ruim para você, carboidratos são ruins para você, e agora o ‪#‎Bacon‬ também é, mas não se preocupe com isso, porque isso também é ruim para você."

Sérgio

sábado, outubro 17, 2015

Sigilo em SP


Disse para mim mesmo que não iria mais comentar as ridículas manobras políticas que vejo no Brasil... Mas, esta não dá para passar. Qual a razão de qualquer sigilo de um Governo, exceto em caso de segurança nacional? E estamos falando de São Paulo, do PSDB, do Alckmin, uma vergonha. Agora virou "moda" restringir dados de diversos setores. O Governador não manda? Demita quem sequer sugere algo assim, quanto mais publica uma medida destas. Vai naquela de "se colar, colou". Não tem mesmo nenhuma chance disso aqui dar certo. Cadê a OAB? Cadê o MP? Cadê a Sociedade "organizada"? Não temos, não é? Well, se ao menos cada um fizesse sua parte isso mudaria.

Medida vergonhosa e autoritária. Se a moda pega, aí acabou mesmo, vira Ditadura! Veio do G1:

Depois do sigilo de documentos sobre o Metrô, a Sabesp e a Polícia Militar, o governo de São Paulo determinou  sigilo de até 100 anos de documentos da administração penitenciária, segundo informações do SPTV. No dia 3 de setembro, o “Diário Oficial do Estado” publicou uma resolução que reestrutura a comissão de avaliação de documentos de arquivo da Secretaria de Administração Penitenciária. A resolução traz a “tabela de documentos, dados e informações sigilosas e pessoais” e informa como tempo de sigilo de até 100 anos. É o caso do sistema de controle de movimentação carcerária, nas ações da secretaria contra facções criminosas e no processo de internação e desinternação do regime disciplinar diferenciado (RDD). Também estão nessa categoria as informações pessoais sobre o secretário e demais funcionários da pasta. Outras informações têm sigilo de 15 anos e de cinco anos, como o livro de registros de ligações telefônicas. No total, são mais de 80 documentos sob sigilo.

Órgãos de fiscalização começaram a se posicionar depois da revelação de que órgãos do governo mantêm sob sigilo diversos documentos. O Tribunal de Contas do Estado pediu esclarecimentos à Secretaria de Transportes Metropolitanos na Semana passada sobre o sigilo em documentos de obras do Metrô, além da CPTM e EMTU. Nesta quinta-feira (15), o TCE determinou que presidente da Sabesp, Jerson Kelman, seja notificado. Os conselheiros querem saber quais documentos foram considerados sigilosos. O Ministério Público de São Paulo, que já havia aberto dois inquéritos para apurar os casos do Metrô e da Sabesp, anunciou que vai abrir um terceiro inquérito para investigar sigilos sobre informações da Polícia Militar. “Vivemos em um estado democrático de direito. As pessoas têm direito à informação, os documentos não são propriedade particular, disse o promotor Marcelo Milani. Durante um evento no interior, o governador Geraldo Alckmin disse que já assinou um documento revogando os sigilos nos documentos. “Nós vamos anular todos os atos de Secretaria, Fundações, Autarquias, Empresas públicas, transparência total. Tudo publicado amanhã (sexta-feira) no Diário Oficial anulando tudo.” A Lei de Acesso à Informação determina sigilo de cem anos só para dados pessoais  relativa á intimidade, vida privada e honra das pessoas. A secretaria não divulgou as razões do sigilo nos documentos e informou que a tabela foi revogada pelo decreto desta quinta-feira.

Sérgio

domingo, outubro 04, 2015

Hélio Bicudo


Vale a pena tirar uns minutos do seu Domingo e assistir a este vídeo do Hélio Bicudo, a entrevista que ele deu dia 28.09.2015 no Roda Viva. Para nossa tristeza, pois vivemos isso e não parece haver saída, ele descreve com detalhes a barbárie social, financeira, educacional, policial e política do nosso País. 

Sérgio

sexta-feira, abril 17, 2015

Isso é Brasil!


A inversão de valores continua. Não se retrata, sequer, o que disse o próprio travesti, criminoso, que atentou contra a vida de uma senhora de 73 anos, contra outro travesti e contra um carcereiro. Agora ele é vítima da "violência" policial. Só se faz isso no Brasil de hoje: criminaliza a Polícia e se endeusa marginais.

Se continuar assim, cada dia mais a Polícia será desafiada, desmoralizada até existir só o Império do crime no Brasil, se é que já não é isso que ocorre. Até porquê, ao acusar a Polícia, se processa o Estado por indenização, ganha espaço na mídia e por aí vai.

Se os Policiais do Alemão erraram, devem ser punidos, mas qual a razão de ninguém, nem a apedeuta da Dilma, que se meteu nos dois casos, reclamar contra a violência? Porquê ninguém deplora os crimes iniciais, que foram os ataques por dias seguidos no Alemão e a tentativa de homicídio do Travesti?

Reclamou a Dilma da criminalidade que tocava um inferno no Alemão? Consternou-se com a senhorinha atacada? Não, faz pose de estadista de ocasião, falando para uma militância enganada, que só inverte os valores e leva o Brasil para o poço cada dia mais fundo!

Vejam a reportagem neste link AQUI e leiam esta opinão de um Delegado de Polícia de São Paulo:

A verdade precisa ser dita!

No dia 10/04 o sr. Charleston, conhecido como Veronica, tentou matar à pauladas a idosa Laura, de 73 anos de idade. Repito: 73 anos de idade. Na oportunidade, ele também agrediu os policiais militares que o detiveram e ainda agrediu outros dois homossexuais, sendo um deles um transexual conhecido como BEATRIZ. Por este motivo, Charleston (ou Veronica) foi preso em flagrante por homicídio tentado. Dois dias após, no dia 12/04, o carcereiro, ao abrir a cela onde estava o sr. 
Charleston, foi atacado e teve a orelha arrancada por este à dentadas. Houve luta corporal e foi preciso o uso de força física para fazer cessar a conduta de Charleston. Toda esta toada, resultou no seguinte cenário:

a) A idosa Laura, de 73 anos, permaneceu internada para tratar os traumas no crânio.
b) O carcereiro, teve que ser internado e passou por cirurgia para reconstrução de sua orelha (sem sucesso) e;
c) O senhor Charleston, conhecido como Verônica, teve o rosto machucado pela intervenção dos policias que o contiveram.

Seria mais uma história de violência de nossas cidades, se não fosse um detalhe: Hoje, alguns movimentos de esquerda e de defesa LGBT estão se manifestando em defesa de Verônica e lançaram a campanha: "SOMOS TODOS VERÔNICA"! Até a revista de esquerda FORUM, se manifestou em apoio ao transexual. Enquanto isso, esses mesmos não demonstram qualquer preocupação a respeito do carcereiro que perdeu a orelha ou da idosa que quase foi morta à pauladas. Outra coisa que causa perplexidade é que também não se importaram com o transexual que tentou salvar a idosa e é conhecido como Beatriz, o qual também foi agredido e machucado.

Notem que a revista Forum, alguns militantes de esquerda e alguns grupos em defesa do movimento LGBT preferiram se preocupar em defender o transexual que tentou MATAR a idosa ao defender o transexual que tentou SALVAR a vida da idosa e se machucou. Defendem mais o transexual que tentou ser HOMICIDA, do que o transexual que tentou ser HERÓI. Além, é claro, como já foi dito, de não se preocupar com a idosa ou o carcereiro que perdeu a orelha. Claro que não! Eles sempre estão preocupados em achar uma vítima da Polícia ou da Sociedade branca cristã e heterosexual, se aproveitando nojentamente, assim, do vitimismo alheio de quem eles convencem ser oprimidos. A revista mentiu em falar que Charleston teve o cabelo raspado, pois ele usava peruca. A revista também mentiu em dizer que Charleston foi despido, pois este estava nú quando atacou a idosa (segundo o próprio "depoimento" desta).

Eu já me acostumei com a total falta de apoio e da inversão de valores que os policias sofrem neste país, motivo pelo qual, não me surpreendeu muito o total abandono do policial que perdeu a orelha. O que me surpreendeu neste caso foi que, além do policial, ninguém se preocupou em saber o estado de saúde de uma idosa de 73 anos, que poderia ser mãe ou avó de muitos dos que estão lendo este texto.
Isso tudo só demonstra o quanto nossa sociedade está doente e influenciada por movimentos preocupados em defender apenas membros de minorias, sejam qual for a situação em que eles se encontrem, estando eles certos ou não, sejam eles criminosos ou não. Estes movimentos não defendem todos os humanos, mas apenas alguns humanos: os que pertencem a grupos vulneráveis e taxados oprimidos. Então, porque usar a nomenclatura "direitos humanos"? Vivemos uma época em que se preocupam, primeiramente, com as peculiaridades de cada um e não com os seus atos praticados. Investiga-se, antes de tudo, se a pessoa que se envolve em algum evento, pertence a algum grupo vulnerável, o que caso se concretize, passa a dar a esta pessoa uma presunção de isenção de culpa e um status de oprimido. Se a outra parte for policial então, a presunção é inversa.

O criminoso Charleston, deu lugar à vítima Verônica. Numa absurda inversão de valores, deixam de se preocupar com as ações que Charleston praticou e passam a se preocupar com as ações que Verônicas sofreu. Esquecem do criminosos e passam a enxergar o transexual, como se isso importasse, afinal de contas, criminoso é criminoso, seja ele gay ou heterossexual.

A ação praticada pelo agente não interessa mais, mas sim se este possui certas características pessoais como ser negro, homossexual, favelado e a maior delas: NÃO SER POLICIAL, pois nesse caso, a presunção é invertida e envereda sempre para a culpa.

A Polícia não é contra gays e transexuais. A Polícia é contra criminosos.

Eu não sou contra gays e transexuais. Apenas sou a favor de gays e transexuais corretos, que neste caso é a esquecida BEATRIZ, abandonada por seus próprio pares."

Fernando Santiago - Delegado da Polícia Civil de São Paulo.

Sérgio

quarta-feira, outubro 22, 2014

Ódio Eleitoreiro


O ódio que o PT insufla no povo brasileiro poderá ter uma grave consequência no futuro... Mas, eles não se importam, contanto que se beneficiem disso hoje em dia. Matéria da revista Veja:

A presidente-candidata Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula encerraram a campanha petista no Nordeste nesta terça-feira com um comício em tom raivoso no Centro Antigo do Recife, capital de Pernambuco. No auge dos ataques ao PSDB e a Aécio Neves, adversário de Dilma no segundo turno, Lula comparou os tucanos aos nazistas, responsáveis pelo Holocausto judeu na 2ª Guerra Mundial, e hostilizou Aécio. “Se o Nordeste ouviu, leu ou viu as ofensas contra nós, o preconceito contra nós... De vez em quando, parece que estão agredindo a gente como os nazistas agrediam no tempo da 2ª Guerra Mundial. Eles são intolerantes. Outro dia eu dizia para eles, vocês são mais intolerantes que Herodes que mandou matar Jesus Cristo quando ele nasceu com medo de ele virar o homem que virou. E vocês querem acabar com o PT, com a nossa presidente, querem achincalhar ela, chamar ela de leviana. Só pode ser feito por um filhinho de papai.” “Seria bom que ele não tivesse nenhum voto aqui porque ele nunca lembrou do Nordeste. O máximo que ele lembrava do Nordeste é que vinha passar fim de semana com o governador de Alagoas, nas praias de Alagoas. Mas ele nunca foi ao sertão, e não sabe o que é um sertanejo trabalhar de sol a sol para levar comida para casa.”

Colega de Aécio no Senado, o coordenador da campanha de Dilma em Pernambuco, Humberto Costa, anunciou no carro de som que os trackings locais do PT apontam Dilma com 64 pontos e o “playboy” com 24 pontos. Lula emendou: “Onde ele estava quando essa moça com apenas 20 anos de idade estava colocando a sua vida em risco para lutar pela liberdade desse país?”. O ex-presidente ainda questionou a revista inglesa The Economist, que defendeu voto em Aécio Neves. Lula insinuou que a revista indicou o tucano por ele ser o candidato dos banqueiros. “Essa semana fiquei pasmo, porque fiquei sabendo que a revista inglesa mais importante de economia do mundo, The Economist, dizia que o povo brasileiro devia votar no outro candidato e não na Dilma. Quem eles pensam que nós somos? Eles pensam que nós somos gado que eles podem dar ordem lá fora e a gente obedece? Ou será que eles esqueceram que há mais de 300 anos a gente já expulsou os gringos daqui?”, gritou Lula do palanque. “Será que eles perderam a noção e o juízo? Será que a revista estava dizendo para o povo brasileiro votar nos banqueiros?”

Em tom mais brando, Dilma posou com uma bandeira de Pernambuco costurada com a de sua campanha. Dilma fez declarações de amor aos pernambucanos, disse que o Estado “lhe honra”.  “O rumo certo é aquele que quer ver o povo brasileiro crescendo, e não que enriqueçam uns poucos, alguns interessados em ganhar dinheiro com rentismo. Os tucanos sempre quiseram plantar dificuldade, plantar inflação para colher juros.” “Vamos dar uma derrota em regra para os tucanos. Não vamos deixar pena de tucano presa, só voando por aí”, pediu Dilma aos militantes. Segundo a campanha de Dilma, cerca de 52.000 pessoas acompanharam a caminhada e o comício final na Praça do Livramento, Centro do Recife.

Sérgio

domingo, agosto 17, 2014

Vergonha Alheia!


Tenho muita vergonha do que está acontecendo e do que virá nesta Campanha Eleitoral 2014. Primeiro, o povo brasileiro sendo manipulado como sempre, pois só por ter morrido, o Eduardo Campos passou a ser o Salvador da Pátria perdido. Um herói, um mártir, um santo, talvez! Quando vivo, não prestavam atenção, não é? Pois ele não era herói, não era mártir e nem santo. Era um político (como todos os outros) com um projeto e que, tristemente, morreu em campanha, trabalhando. É triste, ele tinha família, sonho, blá, blá, blá, mas é só isso!

Trabalhadores morrem todos os dias fazendo aquilo com o quê ganham à vida!

Mas, com a ajuda da mídia, todos os partidos vão tirar proveito de sua morte, que será uma sombra na Campanha 2014 e, quase certamente, colocará Marina Silva no segundo turno e, talvez, até no Planalto. Ela, por sua vez, também está tirando partido da morte de Eduardo, que era seu aliado por conveniência mútua. Em um arroubo de oportunismo, chega a pedir que a viúva de Eduardo Campos para ser sua "vice". Ou seja, não é necessário competência administrativa ou currículo para ser vice-presidente. Mas, ser uma boa cabo eleitoral, como uma pobre viúva pode muito bem sê-lo.

Já que não prestavam atenção no Eduardo Campos, sugiro que prestem na Marina. Vejam suas posições antes de dar à ela o voto da famosa "Terceira Via". Não sou PSDB e nem PT: vejo propostas e analiso possíveis resultados. Vejam as propostas, pesem bem antes de votar pela emoção do "Não Vamos Desistir do Brasil". Não sejam enganados pela mídia!

Sabe como é, né? No Brasil parece que o poço nunca tem fim!

Sérgio

terça-feira, agosto 13, 2013

Katy Perry, Roar


E nada se cria mesmo? Polêmica envolvendo a nova música (que já toca na Nova FM) da Katy Perry:

O produtor e DJ norte-americano Dillon Francis escreveu uma mensagem em seu Twitter, nesta segunda-feira (12), acusando Katy Perry de ter plagiado seu clipe "Messages" em "Roar". As informações são do site da revista "NME". O vídeo do novo single da cantora, lançado na segunda, mostra a letra como se fosse uma "conversa" de WhatsApp, um aplicativo de troca de mensagens para telefone celular. "@katyperry roubou minha ideia de clipe para 'messages'... mas que p****?", escreveu o DJ em sua rede social. (Clique AQUI para assistir ao vídeo de "Messages").

"Legitimamente isso é tão copiado que o diretor de @katyperry pensou que meu vídeo fosse bom o suficiente para plagiar... Mesmo se você não gosta da minha música venha a um dos meus shows e eu aposto que você vai ser surpreendido por meus fãs e por mim", completou Dillon Francis. "Roar" faz parte de "Prism", próximo disco de Katy Perry, a ser lançado em outubro. Atualmente, ela está em campanha para divulgar o trabalho. No final de julho, pediu em seu Twitter para que fãs ajudassem na divulgação. Ela passou a dar retuíte em quem fotografava um caminhão dourado, que circula por algumas cidades dos Estados Unidos promovendo "Prism".

Aos 28 anos de idade, a artista conta com uma legião de fãs no Twitter e no Facebook, conhecidos como "katycats". Segundo a revista "Billboard", ela já vendeu 48 milhões de faixas só nos EUA, incluindo os sucessos "Firework", "California gurls", "E.T." e "Hot n' cold", dos álbuns "One of the boys", sua estreia em grandes gravadoras, em 2008, e "Teenage dream", de 2010. Recentemente, Katy Perry apareceu ao lado de Britney Spears para divulgar o filme "Os Smurfs 2", em Los Angeles. Além disso, segundo a revista "Rolling Stone", ela vai participar do sexto disco do cantor John Mayer, "Paradise valley", que será lançado no dia 20 de agosto. Katy, que já manteve um relacionamento com Mayer, aparece em uma faixa intitulada "Who you love".

Sérgio

sexta-feira, junho 14, 2013

Brincando com fogo...


Estou longe, mas tive emoções conflitantes quando vejo o povo na rua no Rio e SP esta semana. Por um lado, fiquei feliz de ver o Brasil dar mostras que pode acordar. Por outra, me pergunto se é um movimento legítimo ou não, no seu cerne, e ainda não encontre a resposta.

Esses movimentos em São Paulo, Rio e pelo Brasil, contém elementos preocupantes. Para mim há algo por trás disso que não está claro. São movimentos orquestrados que não se originaram num simples reajuste, subsidiado, diga-se, de ônibus, dado por uma prefeitura petista. Tenho minhas suspeitas, mas não quero falar ainda, mas acredito que uma parte, inicial, do movimento, teve motivações menos nobres com origem na esquerda. Andam jogando com movimentos sociais no Brasil e é fácil perder a mão deles, como no caso dos índios, do MST. Porém, o movimento realmente agora sozinho cresce por encontrar eco em um povo indignado, e com motivos de sobra para isso. Caldo de cultura muito perigoso!

Não me entendam mal: apoio que o povo acorde, apoio que enxerguem a realidade. Não apoio que criem factoides políticos e usem uma indignação real e justa de pessoas de bem para fins de manutenção do interesse de alguns. Também não apoio escalada de polícia ou de manifestantes. Há limites e as duas partes o extrapolaram. Quem fez isso primeiro é fato superado. O Estado sempre vai ser taxado de culpado, mesmo quando se sabe que reagiria desta forma. A pergunta a fazer é: a quem interessa isso? É com este tipo de situação que vamos para as eleições de 2014? 

Enfim, bom dia!

Sérgio

sexta-feira, junho 07, 2013

Privacidade x Internet


Jornal diz que EUA rastreiam usuários de Google e Facebook. Segundo 'The Guardian', governo tem acesso a servidores de empresas. Mais cedo nesta quinta, 6, Estados Unidos admitiram monitorar telefones. Só confirmaram... Mas, é uma necessidade! Sinto em dizer, mas não há como não fazê-lo nos dias de hoje pelo bem coletivo. Quem se diz contra ou é inocente ou está mal informado acerca das ameaças do mundo atual. O assunto é longo, não tem um lado só, não envolve escolhas fácis, mas, ao final, prefiro que mantenham vidas ao invés de privacidade. Matéria do G1:

O governo norte-americano tem acesso direto aos sistemas de Google, Facebook, Apple e outras empresas gigantes da internet do país, de acordo com um documento secreto divulgado na noite desta quinta-feira (6) pelo jornal britânico “The Guardian”. Com o acesso, segundo o jornal, o governo monitora secretamente o que usuários considerados suspeitos fazem: o histórico de buscas e o conteúdo de e-mails, arquivos e de bate-papos on-line. Até a última atualização desta reportagem, o governo de Barack Obama não havia se pronunciado sobre a reportagem do "Guardian", e várias das empresas citadas negaram. A nova denúncia veio horas depois de a Casa Branca admitir, nesta quinta, que o governo dos Estados Unidos espionou registros telefônicos de pelo menos uma operadora, a Verizon, em resposta a documentos divulgados também pelo "Guardian" na quarta (5). Segundo o jornal, os dados são coletados pela polícia federal dos Estados Unidos (FBI) e a pela Agência Nacional de Segurança (NSA) em busca de fazer conexões entre hábitos suspeitos na internet.

As companhias são Google, Microsoft, Yahoo!, Facebook, PalTalk, AOL e Apple. Apesar de serem serviços, YouTube (Google) e Skype (Microsoft) também estão na lista. A ferramenta de armazenamento na rede Dropbox é descrita como uma das próximas a entrar na lista. Os órgãos extraem áudios, vídeos, fotografias, e-mails, documentos e logs de acessos. O intuito é rastrear o movimento de certas pessoas na web e monitorar os contatos que fazem na rede. Segundo a publicação, o programa supersecreto, chamado PRISM, foi estabelecido em 2007, mas não havia vindo a público antes. O jornal obteve um relatório interno da operação no Vale do Silício, na Califórnia, lar da maioria dessas empresas. No documento, um analista da NSA descreveu o PRISM como a ferramenta que mais contribui com o relatório diário da presidência. Em 2012, o programa foi fonte de quase 1,5 mil artigos. Segundo o “Post”, a situação é mais chocante porque a NSA, que deveria se dedicar a missões de inteligência externa, está envolvida em um programa de monitoramento de empresas americanas, que armazenamento milhões de contas de cidadãos americanos. Isso justifica a presença do PalTalk na lista, apesar de pouco usado. Durante a Primavera Árabe e a guerra civil da Síria, o bate-papo registrou um tráfego de dados significante.

Espionagem telefônica

O governo dos Estados Unidos admitiu nesta quinta-feira que chegou a espionar registros telefônicos de pelo menos uma operadora de telefonia, reabrindo o debate sobre privacidade no país, ao mesmo tempo em que defendeu a prática como necessária para proteger os norte-americanos contra ataques terroristas. O jornal “The Guardian” publicou na quarta (5) uma ordem judicial secreta relacionada aos registros de milhões de clientes da Verizon Communications. "O documento mostra pela primeira vez que, sob o governo Obama são recolhidos indiscriminadamente e em grandes quantidades os registros de comunicações de milhares de cidadãos americanos, independentemente de serem ou não suspeitos", disse o "The Guardian".

Segundo um alto funcionário do governo do presidente democrata, esta ordem judicial referia-se apenas aos dados, como número de telefone e duração de chamada - e não às identidades das pessoas ou ao conteúdo das conversas. "Isso permite que o pessoal de combate ao terrorismo descubra se os terroristas conhecidos ou suspeitos tiveram ou têm contato com outras pessoas que podem estar envolvidas em atividades terroristas", disse ele, que não quis ser identificado. O porta-voz do governo americamo, Josh Earnest, disse que Obama saúda o debate público sobre o balanço entre liberdades civis e segurança, mas está determinado a usar todas as ferramentas disponíveis para manter os Estados Unidos seguros. "A prioridade máxima do presidente dos Estados Unidos é a segurança nacional dos Estados Unidos. Devemos estar certos de que contamos com as ferramentas de que precisamos para enfrentar as ameaças dos terroristas", acrescentou.

Congresso sabia, diz secretário

O secretário de Justiça dos EUA, Eric Holder, disse que os membros do Congresso estavam "totalmente informados" do programa de coleta de informações que incluía o monitoramento de telefonemas da Verizon. Holder afirmou que não é "apropriado" para ele falar mais em público sobre o tema.

Alvo de críticas

Muitos ativistas se manifestaram assim que souberam sobre a denúncia de espionagem telefônica. "Trata-se de um programa no qual um número não especificado de pessoas inocentes é colocado sob o controle permanente de agentes do governo", disse Jameel Jaffer, vice-diretor legal da União Americana pelas Liberdades Civis (ACLU). O ex-vice-presidente democrata Al Gore também se pronunciou em sua conta no Twitter: "Nesta era digital, a privacidade deve ser uma prioridade. Sou só eu, ou este manto secreto de controle é obscenamente ultrajante?" Imediatamente, não houve reações da Verizon, que, junto com AT&T, Sprint e T-Mobile, são as maiores operadoras telefônicas do país, onde 87% da população possui um telefone celular. "Agora que este controle anticonstitucional foi revelado, o governo deve acabar com ele e informar sobre seu alcance real", disse Michelle Richardson, do escritório legislativo da ACLU em Washington. O Congresso também deve fazer uma profunda investigação, acrescentou.

Sérgio

quarta-feira, junho 05, 2013

Visita Íntima para Presos


Minha opinião: preso é preso! Não deveria ter este tipo de direito. No Brasil as coisas não tem noção mesmo. Visita íntima? Até quando teremos isso? Matéria G1:

O Departamento Penitenciário Nacional (Depen) publicou portaria no “Diário Oficial da União” desta segunda-feira (3) com novas regras para regulamentar visitas em presídios federais. Pelo novo texto, visitas íntimas somente poderão ocorrer entre pessoas casadas, com certidão de casamento, ou com declaração de união estável registrada em cartório. Antes, pela portaria de 2007, de acordo com a assessoria de imprensa do Ministério da Justiça, o casal só precisava apresentar uma declaração de coabitação ou união estável com assinatura de duas testemunhas. A portaria assinada pelo diretor-geral do Depen, Augusto Rossini, que revogou o texto de 2007, entra em vigor nesta segunda e vale para os quatro presídios federais: Catanduvas (PR), Campo Grande (MS), Mossoró (RN) e Porto Velho (RO). Os presídios federais têm capacidade para 208 detentos cada um e são conhecidos por receber traficantes e presos de alta periculosidade. A autorização da visita íntima pode ser cancelada pelo diretor da penitenciária federal em caso de fraude na documentação. Se houver suspeita de término do casamento ou da união estável, o presídio poderá solicitar comprovação da manutenção da relação com o preso, o cartório ou o poder Judiciário.

Crianças e amigos

De acordo com a portaria, além dos filhos do preso, os enteados, irmãos ou sobrinhos podem fazer visitas. Demais crianças precisam de autorização judicial. Antes, os filhos dos presos eram os únicos menores que poderiam entrar nos presídios sem autorização judicial. Além disso, a nova portaria detalha as visitas das crianças. As crianças precisam estar acompanhadas do responsável legal e não podem entrar em dias de visitas íntimas. Cabe à penitenciária fornecer um trocador de fraldas e uma manta ou cobertor. É permitida a entrada de uma fralda de pano sem detalhes e uma chupeta para criança de até três anos de idade. Crianças até 12 anos permanecerão com as roupas íntimas durante a revista manual, feita por agente penitenciário do mesmo sexo. A nova portaria também determina que a visita de amigos e parentes que tenham pendências judiciais deve ocorrer apenas por meio do parlatório, sem contato físico. Antes, de acordo com assessoria de imprensa do ministério, havia contato com o preso durante a visita de amigos.

Sérgio

terça-feira, junho 04, 2013

Piriguetes Israelenses





Tem piriguete no mundo todo... Militares israelenses são punidas por posar de uniforme e calcinha! Veio do Page Not Found:

Um grupo de militares israelenses do sexo feminino foi punido por postar fotos no Facebook em que aparecem de uniforme e roupas íntimas. De acordo com a agência de notícias AP, o incidente é o mais recente de uma série de episódios delicados envolvendo jovens militares e rede sociais na web. Os rostos foram protegidos. De acordo com o site "Walla", as militares punidas são recrutas baseadas no Sul de Israel. O Exército não identificou as militares repreendidas e não informou as punições que elas receberam pelo "comportamento impróprio". O caso repercutiu bastante nas imprensas israelense e árabe. O "Times of Israel" noticiou que no início deste ano um outro soldado israelense foi punido por postar tweets antipalestinos e aparecer em uma foto nu segurando uma arma no Twitter. Ano passado, um soldado apareceu em um vídeo no YouTube dançando de forma insinuante ao redor de uma palestina vendada.

Sérgio

segunda-feira, março 25, 2013

Drones no Brasil


Esse é o Brasil: tudo sem controle: polêmicos e revolucionários, mais de 200 'drones' voam no país sem regra. Levantamento inédito feito pelo G1 mostra emprego civil e militar no Brasil. Uso dos "aviões-robôs" em ataques militares dos EUA é polêmica mundial.

Mais de 200 drones – veículos aéreos não tripulados (vant, na sigla em português) – estão em operação no Brasil sem que exista regulamentação para o uso civil e comercial destas aeronaves. O número foi obtido a partir de levantamento realizado pelo G1 com fabricantes, importadores, empresas e órgãos de governos estaduais. Os drones – zangão ou zumbido, em inglês – desempenham funções que antes dependiam de aviões e helicópteros tripulados, buscando maior eficiência e alcance, redução de custo e mais segurança (veja nos vídeos ao lado drones em ação no Brasil e voos dos dois tipos mais comuns). A nova tecnologia virou polêmica nos Estados Unidos e em todo o mundo depois que o país desenvolveu avançados modelos armados e passou a usar regularmente os "aviões-robôs" para destruir alvos no Oriente Médio.

Milhares de pessoas já foram mortas em ataques de drones, muitas delas inocentes, todas sem julgamento ou chance de defesa. A revista "Time", na edição da última semana de março de 2013, publicou a reportagem intitulada "Então, quem nós podemos matar?" (So, Who Can We Kill?), com um debate sobre a moralidade do uso bélico dos drones. O tema é recorrente nas principais revistas e jornais americanos. Entre membros da Organização das Nações Unidas (ONU), a preocupação é de que mais países passem a utilizar os drones como arma, numa escalada das mortes à distância. Apesar de popularizado pela controversa utilização militar, é o uso civil dos drones que pode transformar inúmeros serviços. Com formatos e tamanhos variados, o número de máquinas voadoras controladas remotamente deve crescer em ritmo acelerado nos próximos anos no país e no mundo, devido à facilidade de voo, ao baixo custo e às inovações tecnológicas preparadas para cada modelo, como uso de câmeras, filmadores, sensores de raio-x, dentre outros. Entusiastas falam em "revolução dos drones" e projetam milhares de aparelhos nos céus, em breve, seja a serviço do governo e de empresas ou para realizar tarefas cotidianas como entregar produtos, regar o gramado, acompanhar crianças até a escola ou guiar turistas pela cidade.

Hoje, distantes das indústrias, estudantes e apaixonados por tecnologia desenvolvem drones artesanais, aproveitando processadores, baterias e componentes retirados de smartphones e outros equipamentos eletrônicos. Em alguns países, vants são usados para inspeção de linhas de transmissão, de rodovias ou grandes obras por transmitirem imagens em tempo real. Neste caso, são utilizados modelos pequenos, de até 2 kg, que sobrevoam centenas de quilômetros diariamente, bem próximos aos cabos da rede, identificando fios rompidos, ocupações irregulares e outros problemas. As informações enviados para a central são precisas, e o serviço de manutenção é acelerado. No Brasil, algumas empresas já estão começando a testá-lo no lugar de  helicópteros.

Outro trabalho realizado por drones é o levantamento aéreo de terrenos, para cartografia, geografia e topografia, bem como serviços de filmagem para engenharia, mineração e indústria cinematográfica. Governos fazem uso da novidade principalmente nas áreas de segurança e de prevenção de desastres. Só a AGX Tecnologia, uma das 15 indústrias que produzem esse tipo de aeronave no Brasil, diz ter vendido mais de 100 vants desde 2005, de acordo com o diretor Adriano Kancelkis. Entre os clientes estão órgãos públicos, consultorias ligadas ao ramo ambiental e fazendeiros que usam os drones para monitorar lavouras. Outra empresa, a BRVant, já vendeu ao menos 35 para militares, agricultores e órgãos públicos, e também exportou outros para a América Latina. Segundo o proprietário, o engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) Rodrigo Kuntz, a falta de entendimento entre Aeronáutica e Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) sobre as regras necessárias para que esses aviões possam operar e serem certificados impede que as vendas sejam maiores.

'Assassinato sem julgamento'

Os Estados Unidos perceberam o potencial militar e passaram a usar drones para atacar alvos suspeitos de terrorismo no Afeganistão, Paquistão, Iêmen, Somália, além de monitorar outros países. A eficácia das missões é contestada por organizações de direitos humanos, que apontam um grande número de inocentes entre as vítimas e contestam a legalidade do recurso. Críticos falam em "assassinatos sem julgamento", "guerra suja" e "violação das leis internacionais". A Fundação Nova América, baseada em Washington, contabiliza 350 ataques desde 2004, a maioria durante o governo de Barack Obama, com número de mortos entre 1.963 e 3.293, incluindo entre 261 e 305 civis. Segundo o Escritório de Jornalismo Investigativo, em Londres, o número de vítimas fatais em ataques americanos com drones é maior, entre 2.627 e 3.457, sendo entre 475 e 900 civis. No dia 20 de fevereiro, o senador republicano Lindsey Graham, defensor do uso de drones em ataques militares, disse que o número de mortos soma cerca de 4.700 pessoas, incluindo inocentes.

A Organização das Nações Unidas (ONU) lançou em janeiro uma investigação sobre as vítimas civis de disparos de drones e pretende identificar possíveis casos de "execuções extrajudiciais". Segundo o relator especial Ben Emmerson, "o aumento exponencial do uso da tecnologia dos drones em diversas situações representa um verdadeiro desafio para o direito internacional atual". Na sociedade americana, houve manifestações por maior transparência nas regras usadas para os ataques. Segundo a ONU, 51 países já possuem essa tecnologia e há preocupação de que outros países resolvam usar o drone como arma além das fronteiras, como fazem os EUA, sem um inimigo claro. Em meio à pressão, Obama reconheceu que os americanos "merecem saber mais sobre os ataques" e prometeu trabalhar junto ao Congresso. Os Estados Unidos possuem mais de 7.800 drones ao redor do mundo. Um terço do total de aeronaves da força aérea do país não é tripulado, e quase metade dos pilotos em formação vai comandar esse tipo de equipamento futuramente.

Avião-robô é realidade no Brasil

O uso militar e principalmente as aplicações civis dos veículos aéreos não tripulados fizeram o Brasil investir na nova tecnologia, transformando-se em um centro emergente de pesquisa, fabricação e utilização de drones. O Brasil conta com 15 das 44 indústrias de drones na América Latina e reúne ao menos outras 5 empresas desenvolvendo sistemas, segundo a Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI) e a Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (Abimde). Apesar de pouco conhecidos e discutidos, os drones são realidade em vários setores do país, sendo usados nas áreas de energia, mineração, agricultura, rodovias e construção civil, além de ajudar no trabalho de órgãos policiais, ambientais e de defesa civil. Centros de pesquisa e desenvolvimento de projetos, montados em universidades com financiamentos do governo e da iniciativa privada, trabalham na construção de vants dos mais variados tamanhos, formas e serventias. Outros modelos são importados de países que já usam drones há mais tempo.

PF usa para fazer prisão no Paraná

No final de 2012, a Polícia Federal utilizou um vant israelense para seguir uma embarcação suspeita na tríplice fronteira com o Paraguai e a Argentina, em uma operação sigilosa contra o tráfico de drogas e o contrabando de armas. A aeronave transmitiu em tempo real imagens de boa qualidade, feitas à noite, a investigadores do Núcleo Especial de Polícia Marítima da Polícia Federal (Nepom), que puderam realizar a prisão em flagrante dos criminosos. Outra ação usando o equipamento também teve êxito, e suspeitos de tráfico em região próxima à Usina de Itaipu foram presos. A PF não deu maiores detalhes das operações, mas disse que o drone israelense tem custo operacional até 10 vezes inferior ao de um helicóptero tripulado. As duas unidades do modelo Heron, fabricados pela Israel Aerospace Industries Ltd (IAI), chegaram ao Brasil em 2010 ao custo de aproximadamente R$ 80 milhões cada. Os vants ficam alojados na Base Aérea de São Miguel do Iguaçu (PR) e são os únicos de uso civil certificados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) no país.

Bope receberá em 2013

O Batalhão de Operações Policiais Especiais (Bope) e a Defesa Civil do Rio de Janeiro vão contar ainda em 2013 com cinco unidades de um drone produzido pelo governo em parceria com o Instituto Militar de Engenharia (IME), do Exército. A aeronave foi utilizada durante as chuvas na Região Serrana e no distrito de Xerém, em Duque de Caxias, no início do ano. "As imagens captadas por ela nos deram um conjunto rico de informações sobre onde era prioritário atuar, onde havia entulhos a serem retirados e para mapear o terreno e entender o que havia ocorrido", afirma o coronel Douglas Paulich Júnior. "A aeronave não tripulada irá revolucionar o trabalho de prevenção a desastres". A Polícia Militar do Rio de Janeiro informou que o projeto de operação dos vants ainda está em estudo e que ainda não há conclusão sobre como os aparelhos serão empregados. O modelo tem dois metros de envergadura e é elétrico, com alcance de 10 quilômetros e uma hora de autonomia de voo. Cada equipamento custa R$ 180 mil e transmite imagens em tempo real para uma espécie de óculos usado pelo operador em terra. "Pretendemos fazer um vant brasileiríssimo, 100% nacional, inclusive com os sistemas e os sensores. Além da produção, vamos treinar os pilotos da polícia e dos bombeiros. O Bope separou até um grupo para um curso de três meses. Nosso objetivo é que saibam operar com segurança", diz o major Jacy Montenegro Magalhães Neto, gerente do projeto no IME.

PM usa na área ambiental em SP

A Polícia Militar de São Paulo comprou dois modelos da empresa AGX em 2012 e aguarda certificação dos equipamentos junto à Anac para usar na área ambiental. Como teste, os drones foram usados para monitorar uma embarcação em área de exploração proibida e registrar em imagens os trabalhos ilegais realizados nas margens de um rio. A PM também estuda o uso para policiamento e no apoio a bombeiros em operações de salvamento no mar. O comando da PM da Bahia está criando, dentro do seu grupamento aéreo, uma subunidade encarregada de planejar como os vants poderão ajudar no combate ao crime na divisa com Pernambuco, em uma região conhecida como Polígono da Maconha. "Já empregamos em testes e vamos adquirir alguns aviões ainda em 2013. É uma ferramenta maravilhosa, tanto para o patrulhamento de rodovias, acompanhamento de queimadas, quanto para inteligência, para monitorar ações de traficantes", diz o capitão Arlindo Bastos de Miranda Neto.

Drone para inspeção de energia

A Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) já investiu R$ 4 milhões para construir um drone, em parceria com a Fundação para Inovações Tecnológicas (Fitec), visando à redução de custos na inspeção de redes de transmissão de energia, hoje feita com helicópteros. Com possibilidade de viajar até 100 quilômetros, voando a 150 metros do solo para obter imagens detalhadas nas missões de inspeção, o protótipo ainda passa por testes e aguarda licença da Anac para operar. "Já é possível, com ele, identificar casos de invasão de faixa de servidão (área abaixo e próxima da linha de transmissão que não pode ter ocupação), de realizações de obras, com movimentação de terras, próximos às estruturas, de ocorrências de erosões no pé da torre e de vegetações abaixo da linha, coisas que podem colocar em risco o sistema elétrico", afirma Jaelton Avelar Fernandino, gerente de Gestão Tecnológica da Cemig.

A Petrobras firmou uma parceria com a Universidade Federal do Paraná (UFPR) para criar um drone apto a fiscalizar mais de 14 mil quilômetros de faixas de oleodutos, trabalho hoje realizado a pé pelos técnicos da empresa. O objetivo é desenvolver um aparelho capaz de verificar possíveis invasões e irregularidades, avaliar danos que possam colocar em risco a distribuição de óleo e agilizar os trabalhos de manutenção. Testes preliminares foram feitos em uma área do Exército no Rio de Janeiro, mas a decisão sobre adotar ou não os drones ainda não foi tomada. "Ainda não temos a dimensão de quanto um vant pode reduzir custos e nos garantir rapidez na identificação de problemas. Isso só será possível quando levarmos para o uso real em um processo sistemático. Espero que até 2014 consiga ter uma avaliação, para que a empresa decida ou não como empregar a aeronave", diz Heitor Araujo, do departamento de tecnologia da Petrobras.

A Energia Sustentável do Brasil, consórcio que administra a construção da Hidrelétrica de Jirau, em Rondônia, usou drones para monitorar a retirada da vegetação do reservatório da usina. As imagens localizaram áreas de desmatamento ilegal na floresta amazônica e foram entregues ao Ibama para avaliação. Na agricultura, drones são usados por empresas que atuam com levantamentos topográficos, mapeamento aéreo, consultoria ambiental, controle de pragas, correção de problemas, entre outros serviços. Diversas empresas investem no desenvolvimento de sistemas sofisticados de sensores e de gravação e transmissão de dados. A AGX, empresa que desde 2002 foca no uso agrícola dos drones, já vendeu modelos para vigilância de usinas de cana de açúcar e para agricultura de precisão. Os vants tem preços que variam entre R$ 60 mil e R$ 800 mil, dependendo das configurações e do tipo de sistema instalado, e podem voar até quatro horas seguidas. Entre os clientes, além de empresas e de cooperativas, estão fazendeiros que fazem uso particular dos dispositivos.

Um novo modelo, construído em parceria com a Universidade de São Paulo (USP), o Centro Tecnológico do Exército (CTex) e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) foi lançado há poucos dias com uma novidade: um airbag capaz de proteger a aeronave em pouso vertical. "Com o vant, ganha-se muito em relação a corte de despesas e segurança, quando se compara com o uso de um helicóptero. O vant pode obter imagens de alta qualidade com um custo operacional por hora de R$ 10. Enquanto que a hora de um voo de helicóptero fica em R$ 1.500 ou mais", afirma Adriano Kancelkis, diretor da AGX. "O emprego do vant no Brasil é muito promissor, principalmente para fotos aéreas, planejamento urbano, controle de tráfego de rodovias, identificação de pontos críticos em estradas ou em grandes obras, controle de plantações ou na pecuária", diz Luiz Munaretto, diretor da Organização Brasileira para o Desenvolvimento da Certificação Aeronáutica (DCABR), que trabalha em parceria com a Anac para regulamentar o uso de drones no país.

Copa do Mundo e Olimpíada

Em 18 de fevereiro, a Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu dois aviões não tripulados feitos pela empresa israelense Elbit, que custaram R$ 48,174 milhões e serão montados em Santa Maria (RS), de onde devem operar a partir de março. Sem serem equipados com armas, os modelos vão reforçar a segurança nas sedes da Copa do Mundo de 2014 e na Olimpíada de 2016. Em junho deste ano, o sistema será testado durante a Copa das Confederações. Até 2014 deve ficar pronto o Falcão, drone de mais de 800 kg que está sendo produzido pela brasileira Avibras com investimento do Ministério da Defesa e que será vendido pela Harpia (parceria da Embraer, Avibras e a israelense Elbit). O modelo está entre os favoritos para ser adquirido pelos militares brasileiros. Um dos projetos, inclusive, é equipar o vant com mísseis e bombas para fins de combate. "O drone é a evolução do poder de combate, ele sintetiza tudo. Ele tem sensores capazes de localizar qualquer coisa, consegue transmitir a informação em tempo real para qualquer lugar – o que só o drone é capaz – e pode neutralizar e eliminar a ameaça naquele exato momento. É uma arma completa", diz o general Alvaro Pinheiro, especialista em terrorismo e defensor da capacidade brasileira em operar drones com armas. "O projeto existe, mas vai ficar para o futuro. Por enquanto, o foco prioritário é vigilância e monitoramento. O assunto é ainda bastante delicado. Precisamos primeiro avançar na atuação de vants de reconhecimento", afirma Renato Tovar, diretor da Avibras. Entre as ações militares que as Forças Armadas planejam fazer empregando drones também estão o monitoramento de fronteiras, a segurança de instalações estratégicas como usinas e plataformas, a proteção da Amazônia, e a defesa da costa brasileira.

Fim da privacidade e riscos à aviação

A capacidade de circular sem serem percebidas, guiadas remotamente a partir de informação recebida por sensores e câmeras, faz com que os drones sejam motivo de desconfiança. Em vários países há debate sobre ética e moral no emprego de drones, principalmente no que se refere a questões de privacidade. Há temor de que a falta de transparência no uso dos veículos encubra possíveis abusos no monitoramento de áreas e pessoas, com interceptação de conversas telefônicas, fotografias e filmagens feitas de maneira irregular. Países e indústrias já estão sujeitos à espionagem, por exemplo. A verdade é que a tecnologia dos drones avança mais rapidamente do que o mundo é capaz de refletir sobre o seu uso e seus benefícios, abrindo espaço para projeções paraoicas de um futuro em que não será possível escapar do raio de ação dos drones.

Com os céus repletos de pequenas aeronaves equipadas com alta tecnologia, como saber quem está operando o aparelho, quais informações estão sendo recolhidas e que usos serão feitos desses dados?
As autoridades temem ainda o risco de colisão com aviões e obstáculos aéreos, bem como a possibilidade de que o equipamento caia sobre áreas habitadas, colocando em risco a vida de pessoas em solo. Controlados de uma cabine, os drones circulam sem garantia de que os operadores tenham total conhecimento da situação no ar. "Vant é como um avião. Não se pode impor as mesmas regras para um ultraleve e para um Airbus voarem. São tipos e tamanhos diferentes, com funções diferentes. Há vants pequenos e grandes, usados para coisas diferentes", explica o engenheiro Flávio Araripe, referência no tema no Brasil desde 1980, quando começou a estudar drones dentro da Aeronáutica.

O caminho seguro para que vants consolidem-se como ferramentas benéficas à sociedade é a regulamentação e a fiscalização das aeronaves e de seus operadores. O responsável pelo controle da aviação civil nos Estados Unidos deve divulgar ainda em 2013 normas referentes aos voos domésticos de drones. Vários países aguardam o documento para servir de base na criação de suas próprias leis. Atualmente, a operação civil ainda é bem controlada nos Estados Unidos, restrita a liberação de licenças individuais e proibida em regiões habitadas. No Brasil, a Anac reconhece a importância do uso civil dos drones, tanto para indústria como para a sociedade, mas afirma que, "devido aos novos desafios e características associadas ao voo remoto, são necessárias adequações na regulamentação deste tipo de aeronave para garantir níveis de segurança".

Na prática, apesar da pressão de empresas do setor, apenas os dois vants da Polícia Federal estão aptos a voar após terem recebido um Certificado de Autorização de Voo Experimental (Cave), expedido para casos especiais, garantia de que a agência fez a avaliação do projeto técnico e de aeronavegabilidade, atestando as condições de segurança da aeronave. A agência esclarece que, mesmo nos países em que existe a regulamentação sobre o tema, ainda há limitações na legislação devido à inexistência de especificações de aparelhos e de seus operadores, "que vão desde os critérios técnicos que um projeto deve atender até o treinamento necessário para as pessoas envolvidas", garantindo "que os vants possam ser integrados com segurança no espaço aéreo".

Tanto as normas da Anac quanto as regras do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea), da Aeronáutica, proíbem totalmente o voo de drones sobre cidades brasileiras. As demais operações precisam ser comunicadas à Aeronáutica com antecedência de 15 a 30 dias, para evitar que os veículos dividam o espaço aéreo com aviões comerciais. "Nenhum país atualmente permite voo livre de vant. Sempre é um processo de autorização especial, concedido caso a caso. O maior desafio, no mundo todo, é tentar integrar a aeronave remotamente pilotada às aeronaves pilotadas", afirma o capitão José Augusto de Almeida, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA), um dos especialistas do tema no país. Em outubro de 2012, a Anac publicou no Diário Oficial a Instrução Suplementar (IS) 21-002, que prevê requisitos básicos para certificar os veículos. Drones totalmente autônomos são proibidos.

Interessados em obter a licença devem enviar para a agência informações sobre o modelo e o propósito da operação. "O Brasil lidera na América do Sul, e também desponta no mundo, com iniciativas que envolvem o acesso de aeronaves remotamente controladas ao espaço aéreo. É um tema que envolve várias preocupações com a segurança", diz John Scull Walker, que integra um grupo que propõe regras para o uso de drones dentro dos Estados Unidos e outro que discute e regula internacionalmente o tema. "O governo brasileiro está sendo o mais ativo na América Latina na abertura de seus céus para as vantagens e benefícios de aeronaves remotamente controladas e também no crescimento da indústria. No mundo todo, a regulação é restritiva em relação a áreas urbanas e a aplicação, apesar de crescente, é ainda muito limitada", diz Gretchen West, vice-presidente da Associação Internacional de Veículos Não Tripulados (AUVSI).

A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) não informa o número de vants no país porque o cadastro de aviões experimentais, usado para as aeronaves remotamente pilotadas, também engloba outros tipos de modelos, não sendo possível separar só os drones. Em 2012, a Anac tinha registrado 4.750 aeronaves experimentais. Apenas as duas unidades usadas pela PF, no entanto, estão autorizadas a voar. Com o "boom" dos drones, a Administração Federal de Aviação (FAA) dos Estados Unidos expediu, desde 2007, mais de 1.400 licenças de operação para veículos de uso doméstico, sendo que 327 seguem listados como "ativos". Boa parte dos pedidos foi feito por unidades policiais, universidades, agências federais e departamentos de transporte. Só a agência responsável pela proteção das fronteiras conta com dez aeronaves para monitoramento dos limites com o México e o Canadá. Estados Unidos, Israel, Irã, Rússia, China, Inglaterra, Itália e Paquistão lideram a produção e a utilização militar de drones, segundo a Federação Global UVS International, enquanto que Austrália, Canadá, França, Inglaterra e Espanha figuram entre os países mais avançados no uso civil e comercial das aeronaves.

Sérgio

quarta-feira, março 20, 2013

Corinthians & Pelé


E na segunda-feira o Pelé deve ter deixado triste a maioria da torcida do Santos... Saiu no Globo Esporte!

Em sua primeira aparição pública desde a cirurgia no quadril, em novembro, Pelé participou nesta segunda-feira de um evento promovido por uma montadora e, claro, não deixou de dar seus pitacos sobre seleção brasileira e Copa do Mundo. Elogiando o trabalho do técnico Tite no Corinthians, o Rei do Futebol destacou que o Timão, "sem craque, mas jogando bem", poderia servir de base para Luiz Felipe Scolari na Seleção. Vale lembrar que, dentre os principais jogadores do Corinthians, dois não poderiam ser convocados: os atacantes Guerrero, que é peruano, e Emerson, que se naturalizou para jogar pela seleção do Catar.

- Sinceramente, hoje o time que poderia servir de base é o Corinthians. É um time que está sem nenhum craque, mas vem jogando bem, tem vencido, provando que é forte - disse Pelé.

- O Corinthians tem jogadores que não são como um Neymar, mas é um time que tem base. Se você junta um Neymar com um time que tem base melhora bastante - emendou.

O Rei chamou também a atenção para a volta de Kaká à Seleção. Ele acredita que o jogador do Real Madrid, de 30 anos, ainda pode ser útil, principalmente na Copa do Mundo do ano que vem.

- O Kaká já provou por tudo que ele fez e pelo caráter que ele tem que merece estar entre os 25,  30 da Seleção. O importante é ele estar bem fisicamente.

Sérgio

domingo, março 17, 2013

Telexfree Brasil


E por falar em TelexFree, agora o Ministério da Fazenda engrossa o coro e pede atitudes da PF e MP. Vejam esta matéria do G1.

Sérgio

quinta-feira, março 14, 2013

Virgindade & Concurso


Poucas vezes na vida vi algo tão tosco... Edital da Polícia Civil da Bahia pede que mulher faça exame ginecológico ou ateste virgindade. Candidata que tiver 'hímen íntegro' poderá ser liberada de preventivo. Absurdo! Veio do G1:

Um edital do concurso da Polícia Civil da Bahia que dá opção para que candidatas que tenham "hímem íntegro" apresentem relatório médico que comprove a condição, como substituição ao exame preventivo, também solicitado, tem causado polêmica. Nesta quarta-feira (13), a Ordem dos Advogados do Brasil, seção Bahia, divulgou nota de "repúdio" contra a situação. Na página 22 do edital, o item 12.12.11 apresenta o seguinte texto: “A candidata que possui hímen integro está dispensada de entregar os exames que constam no item 11.12.2.1, inciso VI, alínea “a”: colposcopia, citologia e microflora, desde que apresente atestado médico que comprove a referida condição, com assinatura, carimbo e CRM do médico que o emitiu”. O concurso será realizado no mês de abril, mas as inscrições já foram encerradas.

O advogado, professor diretor da Faculdade de Direito da Universidade Federal da Bahia (Ufba), Celso Castro, questiona o pedido do exame ginecológico em um concurso público. “O primeiro questionamento que se há de fazer é se uma pessoa que tem um problema ginecológico está inapta para o concurso”, diz.
Para ele, exames ginecológicos não tem “nada a ver” com o exercício da função. Celso Castro acredita que a exigência se enquadra como uma violação constitucional "muito grave" porque interfere na privacidade e na intimidade do candidato. “O que eles [Saeb ou PC] deveriam ter era uma junta médica que examinasse a pessoa e revelasse se ela é apta ou não para a exercer a função. Não se pode exigir a descriminação das patologias específicas que alguém é portador, sob pena de quebrar a privacidade e intimidade da pessoa", salienta.

A Secretaria da Administração do Estado da Bahia (Saeb), responsável pelo edital, informou, por meio de nota, que os itens previstos no documento foram elaborados pela empresa organizadora do concurso, que é o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos da Universidade de Brasília (Cespe/UNB). No documento, a Saeb informa que “a inclusão da questão é padrão e recorrente em concursos públicos similares em todo o país e não se configura uma cláusula restritiva, mas sim uma alternativa para as mulheres que, por ventura, queiram se recusar a realizar os exames citados no edital". A Seab aponta que a cláusula é incorporada em diversos concursos no país para funções como analista administrativo, especialista em previdência e técnico administrativo, da Superintendência Nacional de Previdência Complementar, lançado em dezembro de 2011; além de para o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, de setembro de 2011. A Cespe foi procurada pelo G1 BA, mas até o fechamento desta reportagem não havia se pronunciado sobre o caso.

Posição da OAB

A Ordem opinou sobre o documento, considerando-o de conteúdo abusivo e desarrazoado, de acordo com a nota, sob a justificativa de existir uma "grave violação ao inciso III do artigo 1º da Constituição Federal de 1988, que consagra o Princípio da Dignidade da Pessoa Humana, bem como ao art. 5º do citado Diploma Legal, que dispõe sobre o Princípio da Igualdade e o Direito a Intimidade, Vida Privada, Honra e Imagem”, informou. Para a OAB-BA, a questão do "hímen íntegro" é um dos pontos polêmicos do edital. Segundo a Ordem, os exames ginecológicos não condizem com os cargos pleiteados. “É inadmissível que um concurso ingresse na esfera íntima das mulheres candidatas exigindo exames ginecológicos específicos ou a apresentação de atestado médico na hipótese de declaração de integridade do hímen. Todo o indivíduo tem o direito de ser o que quiser aliado aos sentimentos identitários próprios (autoestima, autoconfiança) e à sexualidade”.

Sérgio

terça-feira, janeiro 22, 2013

Falou demais no Twitter...


Após criticar mulheres no Twitter, delegado carioca é destituído e se desculpa. As pessoas se esquecem de que cargos trazem responsabilidade e que Internet é para todos. E, nem todos, sabem contextualizar o que se fala. Matéria G1:

A chefe da Polícia Civil do Rio, Martha Rocha, destituiu do cargo o delegado Pedro Paulo Pontes Pinho, da 9ª DP (Catete), que postou críticas a mulheres em seu perfil no Twitter nesta segunda-feira (21). Substituído por Monique Vidal (titular da 12ª DP, de Copacabana), segundo a assessoria de imprensa da polícia, ele se explicou e pediu desculpas pela mesma rede social. “Quem for a minha TL [time line] e conferir esses meus tweets vão verificar q estou falando de forma geral, sem distinção de sexo. Tá até no 'masculino'! Se mesmo assim, alguma mulher, especialmente policial, ficou ofendida, minhas sinceras e humildes desculpas”, ele diz. "27 anos de profissão, servindo a sociedade com honradez, e sou 'derrubado' p/ uma policial que falta ao serviço p/ ficar "gazeteando" no TT'. Pinho, que se identifica no Twitter como “Polícia e Poesia - @Delegado_Pinho”, postou por volta de 15h da tarde no microblog algumas mensagens que faziam referência à capacidade de mulheres policiais e enaltecia um membro da corporação. “Tenho 14 mulheres no meu efetivo, mas apenas uma, uma apenas, reúne talento, coragem e disposição para encarar a atividade policial”, dizia um dos posts que gerou polêmica.

Em nota, a Polícia Civil informou que Martha Rocha, "ao tomar conhecimento das declarações do delegado" e "e considerando que o delegado tem dificuldades em gerir os recursos humanos que lhes são disponíveis (...) decidiu designar a delegada Monique Vidal para ser a nova titular da 9ª DP (Catete)". Para o lugar de Monique na 12ª DP, foi designado o delegado José William, titular da 82ª DP (Maricá). Martha Rocha também determinou que a Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol) examine os posts de Pedro Paulo Pontes Pinho no Twitter durante o horário de trabalho."

Amigos criam hashtag

Em meio a comentários diversos na web de apoio e repúdio para as postagens do delegado, alguns amigos criaram a hashtag #forçadelegadopinho para defender Pedro Paulo Pontes. "Vamos dar força a tag e chamar atenção pra injustiça! #forçadelegadopinho #forçadelegadopinho #forçadelegadopinho", dizia um dos posts. Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela Polícia Civil:

"Ao tomar conhecimento das declarações do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho no Twitter identificado como “Polícia e Poesia - @Delegado_Pinho” e considerando que o delegado tem dificuldades em gerir os recursos humanos que lhes são disponíveis, a Chefe de Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro, Martha Rocha, decidiu designar a delegada Monique Vidal para ser a nova titular da 9ª DP (Catete). Ex-titular da 12ª DP (Copacabana), 13ª DP (Ipanema), 28ª DP (Campinho), 17ª DP (São Cristóvão) e da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Monique Vidal foi escolhida pessoalmente pela Chefe de Polícia Civil considerando sua trajetória como mulher policial. Para a 12ª DP foi designado o delegado José William, atual titular da 82ª DP (Maricá). A delegada Martha Rocha também determinou que a Corregedoria Interna de Polícia Civil (Coinpol) examine os posts do delegado Pedro Paulo Pontes Pinho em seu Twitter durante seu horário de trabalho."

Sérgio

quinta-feira, janeiro 10, 2013

E em São Paulo...


Governo de SP proíbe PM de socorrer vítimas de confrontos. Medida visa garantir a preservação dos locais do crime, diz SSP. Atendimento só poderá ser feito por serviço especializado, como o Samu. Só direi uma coisa: é o certo, nos Estados Unidos e países mais desenvolvidos é assim, com uma diferença: há socorro efetivo que permite a sobrevivência das pessoas, o que não haverá aqui, eis que o número de ambulâncias é pequeno e não conseguirão chegar em tempo. O que o Secretário de Segurança quer fazer é evitar que maus policiais "matem" pessoas após tiroteios em "resgates médicos" que terminam em tragédias. Isso é o mesmo que tirar o sofá da sala para a mulher não trair. Vai, ao contrário, aumentar a letalidade, pois bandidos de verdade e mesmo pessoas boas morrerão por conta desta medida que somente se justificaria em nome de um melhor socorro às vítimas, o que já sabemos, não será o caso. Enfim, ridículo como tudo o que fazem aqui. Isso não vai evitar que maus policiais matem, mas fará com que pessoas inocentes e acidentadas morram sem atendimento. Patético... Matéria G1:

Vítimas de confronto com a polícia não poderão ser mais socorridos pela Polícia Militar. Uma resolução da Secretaria da Segurança Pública (SSP) publicada no Diário Oficial do Estado desta terça-feira (8) prevê que somente os serviços médicos e para-médicos de emergência, como o Samu, socorram essas vítimas. A medida também prevê que os PMs não poderão socorrer vítimas de crimes violentos, como tentativas de homicídio e de latrocínio. Segundo a SSP, a medida visa “salvaguardar a saúde das vítimas, como já ocorre nos acidentes de trânsito, e garantir a preservação dos locais de crime para a realização de perícia e investigações.” Uma outra mudança prevista diz que os envolvidos nesses casos deverão ser apresentados de imediato na delegacia de polícia para as investigações. Outra mudança que prevê a resolução o registro dos casos de resistência seguida de morte, que agora passarão a ser registrados como “morte decorrente de intervenção policial" ou "lesão corporação decorrente de intervenção policial", seguindo a recomendação de uma resolução do Conselho de Defesa dos Direitos da Pessoa Humana.

Ação integrada

A resolução também estabelece outros parâmetros para a ação integrada das polícias Civil, Militar e Técnico-Científica no atendimento das ocorrências. A partir de agora, em todos os casos que houver feridos, os policiais que primeiro atenderam as ocorrências deverão chamar uma equipe de resgate do Samu, ou serviço local de emergência, para o socorro imediato da vítima. Em seguida, comunicar o seu centro de comunicações - no caso da PM, o Centro de Operações da Polícia Militar (Copom), e no da Polícia Civil, oCentro de Comunicações e Operações da Polícia Civil (Cepol). Quando o fato for atendido por PMs, após o aviso ao Copom, a informação deverá ser repassada ao Cepol e este, por sua vez, deverá acionar a Superintendência da Polícia Técnico-Científica (SPTC) para a realização da perícia. No entanto, se a SPTC tiver acesso por outros meios da notícia de um crime, deverá encaminhar imediatamente, mesmo sem a comunicação do Cepol, equipes para o local da ocorrência.

Sérgio

sábado, novembro 10, 2012

Amamentação x boneca


Vejam só essa... Para quê a polêmica? As meninas não colocam as bonecas no peito para fingir isso? A vida inteira vi meninas que tem bonecas fingirem que são mães. Cada uma! Matéria G1:

Nos EUA, uma boneca para crianças que acabou de chegar ao mercado americano vem causando polêmica e dividindo opiniões no país. O brinquedo, além de chorar e arrotar, o que já é comum entre as bonecas, precisa ser alimentado não com uma mamadeira, mas em um gesto que simula a amamentação. A partir uma espécie de colete com sensores que é vestido pela criança, a boneca é colocada na região dos mamilos, e faz movimentos e barulhos que relembram a amamentação. De acordo com o jornal “Vancouver Sun”, a tentativa do fabricante de quebrar o tabu sobre a amamentação nos EUA atingiu o público de uma maneira diferente. “Quero que crianças sejam apenas crianças”, disse o apresentador Bill O’Reilly, durante seu programa, exibido no canal americano "Fox News". “Não precisamos desse tipo de coisa”, afirmou o homem. Já o representante da fabricante nos EUA, Dennis Lewis, afirma que recebeu apoio de diversos setores sociais, e que o brinquedo está sendo mal interpretado. “Recebemos apoio de organizações a favor da amamentação, mães. educadores.Geralmente, pessoas que não entendem o propósito da boneca têm problemas com amamentação em geral ou veem isso como algo sexual”, apontou. Lewis disse que as vendas nas lojas nos EUA têm sido um fracasso, mas culpa o resultado pela “fobia” da amamentação, e disse que considera a Breast Mil Baby “muito menos sexualizada do que bonecas Barbie ou Bratz”. No YouTube, há um vídeo do canal oficial do produto que mostra como a boneca funciona, alternando entre imagens de uma criança brincando com a boneca e cenas de uma amamentação real.

Sérgio