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quinta-feira, junho 23, 2016

Até tu, Zuckergberg?


Vejam só... Costumo fazer o mesmo. Mas tem muitas coisas com câmeras ao nosso redor hoje. Precisamos mesmo de tudo isso? Seja as câmeras e microfones, seja a proteção contra hackers? Acho que deu ruim... Veio da Exame:

O Instagram anunciou ontem que atingiu a marca de 500 milhões de usuários. Para comemorar, Mark Zuckerberg, CEO e cofundador do Facebook (que é a empresa dona do Instagram) publicou uma foto especial, que é a que está abrindo este texto. O que alguns observadores atentos perceberam é que Zuckerberg faz parte do grupo de pessoas que usa uma fita adesiva para tampar a câmera de seu notebook.  Além disso, também é possível ver um pedacinho de fita bloqueando o microfone lateral do MacBook. Como ressalta o site Gizmodo, essa é muito possivelmente a mesa de Zuckerberg e aquele o seu notebook de trabalho. Ele já transmitiu um Facebook Live dessa mesma mesa—o que diminui as chances de que seja apenas uma coincidência. 

Zuckerberg não é único com esse hábito curioso. Em abril deste ano, um diretor do FBI afirmou em entrevista que faz o mesmo. Ele disse que passou a fazer isso depois que viu “alguém mais inteligente” do que ele bloquear a câmera com fita. Essa preocupação faz sentido. Uma pesquisa de 2013 mostrou que era possível acessar e ligar uma câmera de um MacBook sem que a luz de alerta fosse acessar. Outro estudo, do Kaspersky Lab, de 2012 revelou uma ferramenta que faz trabalho parecido. As estimativas da empresa de segurança é que essa ferramenta estivesse sendo usada desde 2007.

Sérgio

segunda-feira, janeiro 20, 2014

Hackers rules!


Não é por falta de aviso... Ameaça de hackers cresce diante da falta de especialistas em segurança. Ataques atingiram maiores níveis desde o ano 2000, diz Cisco. Empresas carecem de pessoal de segurança digital. Matéria G1:

As ameaças de hackers atingiram "níveis alarmantes" em 2013, segundo um relatório de segurança da empresa Cisco divulgado na quinta-feira (16), no qual adverte para a falta de profissionais bem preparados para proteger redes e computadores. A Cisco destacou que os ataques informáticos atingiram os maiores níveis desde que o problema começou a ser acompanhado no ano 2000 e destacou que a tecnologia e as táticas dos criminosos cibernéticos superaram a habilidade dos profissionais de segurança. O problema é que a maioria das organizações carecem de pessoal ou de sistemas para detectar o conter os ciberataques rapidamente, afirmam. "Os especialistas devem entender os agressores, suas motivações e seus métodos antes, durante e depois do ataque", destacou o encarregado do departamento de segurança da Cisco Threat Response Intelligence.

Apesar de o informe desenhar um panorama difícil, a companhia americana informou que "há esperança em restaurar a confiança das pessoas, instituições e tecnologias e isto começa enriquecendo os encarregados da segurança em conhecimentos reais sobre a expansão dos ataques". As táticas dos hackers incluem fraudes praticadas contra os usuários para que revelem senhas e outras informações confidenciais, como dados pessoais ou financeiros. A linguagem Java continua sendo a mais usada pelos piratas, segundo a Cisco, que alertou para um "crescimento significativo" de ataques contra as indústrias agrícola e de mineração, enquanto é registrado um aumento contínuo nos setores de energia, petróleo e gás.

Sérgio

domingo, agosto 04, 2013

FBI hackeia Android


Voltarei ao assunto por considerá-lo muito grave: Wall Street diz que o FBI pode ligar remotamente microfones de dispositivos Android. Aí já considero um pouco demais... Sei que a Privacidade é hoje um conceito relativo em nome da segurança, já que há muitos radiciais que podem ter acesso a dispositivos que podem ser potencialmente perigosos para um grande número de pessoas.

Sei que serei criticado, mas admito: não sou contra a monitoração de conversas trafegando em redes abertas, e-mails, sites. Sei que vidas humanas inocentes e a ordem da sociedade tem prevalência. Simplesmente não há volta. Quem discorda, esquerda ou direita, se estiver no Poder não poderá ignorar esta verdade. Acostume-se! Mas, habilitar um microfone ou uma câmera, sem ordem judicial, sem provas prévias, é arbitrário e inaceitável. Onde chegaremos assim?

Não é à toa que, em geral, deixo cobertas as câmeras de computadores em casa, mesmo meu notebook. Vai saber... 


Law-enforcement officials in the U.S. are expanding the use of tools routinely used by computer hackers to gather information on suspects, bringing the criminal wiretap into the cyber age. Federal agencies have largely kept quiet about these capabilities, but court documents and interviews with people involved in the programs provide new details about the hacking tools, including spyware delivered to computers and phones through email or Web links—techniques more commonly associated with attacks by criminals. People familiar with the Federal Bureau of Investigation's programs say that the use of hacking tools under court orders has grown as agents seek to keep up with suspects who use new communications technology, including some types of online chat and encryption tools. The use of such communications, which can't be wiretapped like a phone, is called "going dark" among law enforcement.

A spokeswoman for the FBI declined to comment.

The FBI develops some hacking tools internally and purchases others from the private sector. With such technology, the bureau can remotely activate the microphones in phones running Google Inc.'s GOOG +0.26% Android software to record conversations, one former U.S. official said. It can do the same to microphones in laptops without the user knowing, the person said. Google declined to comment. The bureau typically uses hacking in cases involving organized crime, child pornography or counterterrorism, a former U.S. official said. It is loath to use these tools when investigating hackers, out of fear the suspect will discover and publicize the technique, the person said. The FBI has been developing hacking tools for more than a decade, but rarely discloses its techniques publicly in legal cases.

Earlier this year, a federal warrant application in a Texas identity-theft case sought to use software to extract files and covertly take photos using a computer's camera, according to court documents. The judge denied the application, saying, among other things, that he wanted more information on how data collected from the computer would be minimized to remove information on innocent people.

Since at least 2005, the FBI has been using "web bugs" that can gather a computer's Internet address, lists of programs running and other data, according to documents disclosed in 2011. The FBI used that type of tool in 2007 to trace a person who was eventually convicted of emailing bomb threats in Washington state, for example.

The FBI "hires people who have hacking skill, and they purchase tools that are capable of doing these things," said a former official in the agency's cyber division. The tools are used when other surveillance methods won't work: "When you do, it's because you don't have any other choice," the official said.

Surveillance technologies are coming under increased scrutiny after disclosures about data collection by the National Security Agency. The NSA gathers bulk data on millions of Americans, but former U.S. officials say law-enforcement hacking is targeted at very specific cases and used sparingly.

Still, civil-liberties advocates say there should be clear legal guidelines to ensure hacking tools aren't misused. "People should understand that local cops are going to be hacking into surveillance targets," said Christopher Soghoian, principal technologist at the American Civil Liberties Union. "We should have a debate about that."

Mr. Soghoian, who is presenting on the topic Friday at the DefCon hacking conference in Las Vegas, said information about the practice is slipping out as a small industry has emerged to sell hacking tools to law enforcement. He has found posts and resumes on social networks in which people discuss their work at private companies helping the FBI with surveillance.

A search warrant would be required to get content such as files from a suspect's computer, said Mark Eckenwiler, a senior counsel at Perkins Coie LLP who until December was the Justice Department's primary authority on federal criminal surveillance law. Continuing surveillance would necessitate an even stricter standard, the kind used to grant wiretaps.

But if the software gathers only communications-routing "metadata"—like Internet protocol addresses or the "to" and "from" lines in emails—a court order under a lower standard might suffice if the program is delivered remotely, such as through an Internet link, he said. That is because nobody is physically touching the suspect's property, he added.

An official at the Justice Department said it determines what legal authority to seek for such surveillance "on a case-by-case basis." But the official added that the department's approach is exemplified by the 2007 Washington bomb-threat case, in which the government sought a warrant even though no agents touched the computer and the spyware gathered only metadata.

In 2001, the FBI faced criticism from civil-liberties advocates for declining to disclose how it installed a program to record the keystrokes on the computer of mobster Nicodemo Scarfo Jr. to capture a password he was using to encrypt a document. He was eventually convicted.

A group at the FBI called the Remote Operations Unit takes a leading role in the bureau's hacking efforts, according to former officials.

Officers often install surveillance tools on computers remotely, using a document or link that loads software when the person clicks or views it. In some cases, the government has secretly gained physical access to suspects' machines and installed malicious software using a thumb drive, a former U.S. official said.

The bureau has controls to ensure only "relevant data" are scooped up, the person said. A screening team goes through all of the data pulled from the hack to determine what is relevant, then hands off that material to the case team and stops working on the case.

The FBI employs a number of hackers who write custom surveillance software, and also buys software from the private sector, former U.S. officials said.

Italian company HackingTeam SRL opened a sales office in Annapolis, Md., more than a year ago to target North and South America. HackingTeam provides software that can extract information from phones and computers and send it back to a monitoring system. The company declined to disclose its clients or say whether any are in the U.S.

U.K.-based Gamma International offers computer exploits, which take advantage of holes in software to deliver spying tools, according to people familiar with the company. Gamma has marketed "0 day exploits"—meaning that the software maker doesn't yet know about the security hole—for software including Microsoft Corp.'s Internet Explorer, those people said. Gamma, which has marketed its products in the U.S., didn't respond to requests for comment, nor did Microsoft.

Sérgio

sexta-feira, agosto 10, 2012

Sem noção mesmo...


As meninas continuam a tirar fotos sem roupa de si mesmas e a colocar isso na web ou em computadores... O risco é grande e, às vezes, vaza. Vejam essa matéria do TechTudo:

Se você já publicou imagens sensuais no serviço de armazenamento de fotos Photobucket, cuidado. Neste momento, elas podem estar circulando na Internet. Por conta de um erro da página, diversos arquivos privados dos servidores acabaram caíndo na rede. As imagens foram divulgadas pelo fórum virtual Reddit e já foram vistas por mais de oito mil internautas somente neste site. A “falha” aproveitada pelos “hackers” para obter as imagens foi simples, e não pode nem ser considerada de fato uma invasão. Afinal, ela se aproveita de um detalhe difícil de proteger. Todas as fotos publicadas no serviço, mesmo que bloqueadas para outras pessoas visualizarem, possuem links diretos na Internet. Assim, basta um usuário usar um programa de fusking, que “adivinha” possíveis nomes de imagens e consegue identificar estes links. Foi o que fez um dos usuários, que criou o subreddit “Photo Bucket Plunder“. Nele, quase que diariamente, são publicadas muitas “descobertas” feitas nos servidores do Photobucket. Há fotos de todos os tipos: mulheres nuas, de lingerie, tendo relações sexuais... Katie Notopoulos, do site BuzzFeed, investigou a fundo as possibilidades de se “invadir” os locais onde são armazenados os arquivos do PhotoBucket e revelou que acabou se impressionando com o que viu. Não são apenas imagens de nudez das quais muita gente faz upload, mas também de documentos, cartões de crédito e etc.

Sérgio

terça-feira, julho 17, 2012

Policial à paisana...


A Internet tem destas coisas... Matéria G1:

O e-mail do 6º Batalhão da Polícia Militar do Interior divulgou, no último sábado (16), uma mensagem contendo 13 fotos eróticas de uma suposta policial militar participando de orgias. O e-mail, enviado pelo endereço eletrônico do batalhão de Santos, no litoral de São Paulo, foi endereçado a vários veículos de comunicação da Baixada Santista com o título "Informativo Anual". Nas imagens, a mulher aparece em fotos eróticas utilizando a farda da Polícia Militar e portando uma arma. De acordo com informações do e-mail, que é oficialmente utilizado para divulgar ações do batalhão, algumas fotos teriam sido tiradas dentro do Presídio Militar Romão Gomes, em São Paulo. Em nota, a assessoria de imprensa da Polícia Militar afirma que as fotos são montagens que denotam a intenção do autor em difamar a policial. Já em relação ao envio por um e-mail oficial, a Polícia Militar esclarece que o autor utilizou "máscaras oficiais" para "propagar mentiras". A corporação confirma que a oficial em questão existe e diz que está investigando a autoria do e-mail.

Confira as notas na íntegra

"A Polícia Militar informa que este e-mail vem sendo repassado continuamente por uma pessoa que, maldosamente, tenta macular a imagem desta policial militar. As fotos são montagens e denotam a clara intenção de seu autor em difamar esta PM. O e-mail mencionado também é parte desta farsa, na qual ele usa "máscaras oficiais" para propagar suas mentiras. A Polícia Militar investigará a autoria deste e-mail." "A policial militar existe e trabalha normalmente nas fileiras da instituição. A Polícia Militar trabalhar com algumas linhas de investigação que, em virtude de informações vitais, não passaremos para não atrapalhar os feitos. Este e-mail utilizado para envio é da seção de comunicação social do Batalhão de Santos (6º BPM/I). Esta tem sido uma das formas que o autor do e-mail tem agido para propagar seu veneno: mascarar e-mails como se fosse da Polícia Militar e assim dar credibilidade ao conteúdo."

Sérgio

sexta-feira, junho 22, 2012

Hackers no Facebook


Cuidado... Ontem, após meu último acesso ao Facebook, por volta das 21h30, minha conta foi hackeada por alguém na China. Já resolvi a situação, mas se alguém recebeu alguma mensagem estranha em meu nome, já sabe a razão. Atenção.

Sérgio

sábado, maio 05, 2012

Carolina Dieckmann


A pelada da vez... Não vão aprender nunca? Se  fogo é grande, tirem, vejam e deletem. Não guardem este tipo de foto. A reprodução acima é da Revista Veja. Todas as fotos, sem censura, podem ser vistas AQUI (apenas para maiores de 18 anos, ok?). Matéria Revista Veja e G1:

A atriz Carolina Dieckmann se tornou o assunto mais falado pelos brasileiros no Twitter no final da tarde desta sexta-feira (4) após supostas fotos nuas da atriz vazaram na internet. Ela também ficou entre os assuntos mais comentados no Twitter em todo o mundo. Dieckmann, que mais recentemente foi vista na novela "Fina Estampa", não confirmou se as fotos são suas. A atriz tem o perfil de Twitter @cadieckmann, mas ela ainda não se pronunciou sobre o assunto na rede social. Não é a primeira vez que uma famosa tem supostas fotos nuas vazadas na internet. Em setembro de 2011, imagens da atriz Scarlet Johansson nua foram publicadas pela web. Nas duas imagens, ela aparecia em duas fotos tirando autorretratos com um celular em frente ao espelho do quarto de sua casa. Era possível ver o corpo inteiro da atriz de costas, assim como um close de seus seios enquanto ela está deitada em uma cama.

As imagens parecem ter sido feitas com um celular em frente a um espelho, com direito a nu frontal. Em outras, Carolina aparece mandando beijo, vestindo fantasia de Mulher Maravilha e até no banheiro. Ao todo, são 36 fotografias. Ainda não se sabe como elas caíram na rede, mas o acidente já é o assunto mais comentado no Twitter, encabeçando o trending topics do microblog. A assessoria da atriz ainda não tem nada a declarar a respeito. Vocês acham que é mesmo Carolina Dieckmann ou ela foi vítima de montagem?

Sérgio

PS: A imagem acima substitui a imagem que a revista Veja tinha publicado do caso.



quarta-feira, fevereiro 15, 2012

Combate aos Hackers




O Exército brasileiro anunciou a compra de novos softwares para segurança e prevenção contra ataques cibernéticos. As medidas fazem parte de um planejamento mais abrangente do governo brasileiro para criar um sistema de defesa e contra-ataque de possíveis ameaças a páginas e redes institucionais e de proteção a dados sensíveis. "Hoje temos um preparo mínimo para cenários de ataque. Temos uma grande rede, a EBnet, que reúne os quartéis em todo o país, e ela está bem blindada, mas há pontos de vulnerabilidade", disse à BBC Brasil o general Antonino Santos Guerra, diretor do Centro de Comunicações e Guerra Eletrônica do Exército (Ccomgex). Em janeiro, as Forças Armadas concluíram duas licitações para a compra de um antivírus e de um programa que simula ataques cibernéticos, no valor total de cerca de R$ 6 milhões. Os dois programas serão desenvolvidos por empresas brasileiras.

Na última sexta-feira, o grupo de hackers Anonymous Brasil atacou o site do Banco Central e as páginas dos bancos BMG, Citibank e PanAmericano, que ficaram temporariamente instáveis.  O grupo também assumiu a autoria de ataques aos sites dos bancos Itaú, Bradesco, Banco do Brasil e HSBC, que aconteceram durante a semana. Também na última sexta-feira, o FBI anunciou que está investigando como ativistas ligados ao grupo Anonymous conseguiram interceptar uma conferência telefônica entre agentes americanos e a britânica Scotland Yard, em que discutiam ações legais contra os hackers. Outros ataques em sites institucionais americanos e gregos foram registrados.

Defesa cibernética

"Os ataques que registramos até agora são parecidos com os que acontecem em qualquer empresa. Tentativas de roubos de senhas, negações de serviço, etc. Mas o modo como se obtém uma senha de banco é o mesmo que se pode usar para obter dados confidenciais do Exército. E já tivemos sites do governo derrubados", afirma Guerra. Segundo o general, o simulador de guerra cibernética treinará os oficiais em pelo menos 25 cenários de diversos tipos de ataque contra redes semelhantes às do Exército. A Ccomgex, que coordena a compra do antivírus e do simulador de ataques cibernéticos faz parte do Centro de Defesa Cibernética do Exército (CDCiber), criado em 2010 para concentrar a administração de todas as ações de proteção virtual da organização. O programa adquirido por R$ 5,1 milhões será desenvolvido pela empresa carioca Decatron e atualizado de acordo com as necessidades da organização, o que deve facilitar a manutenção do sistema de segurança, de acordo com o general.

O antivírus, no valor de R$ 800 mil, também está em fase de desenvolvimento e deverá ser entregue pela empresa BluePex, de Campinas (SP), dentro de 12 meses. O diretor do Ccomgex diz que a preferência por empresas nacionais para o programa de proteção do Exército deve estimular a competição e o avanço das empresas de tecnologia e sistemas de segurança no Brasil. Por isso, as empresas que venceram as licitações terão prazos maiores para realizar mudanças customizadas nos programas, de acordo com as necessidades das Forças Armadas. O orçamento previsto para o CDCiber em 2012 é de R$ 83 milhões, que devem ser destinados a pelo menos outras quatro aquisições que incluem equipamentos, softwares e o treinamento de pelo menos 500 oficiais. "Temos cursos externos para militares das três forças e também no mercado universitário, para pós-graduações. No futuro, queremos contratar pessoas que conhecem a área para trabalhar aqui, ou que possam dar consultoria", disse Guerra.

Roubos eletrônicos

O especialista em segurança cibernética Mikko Hypponen, da empresa finlandesa F-Secure, diz que o Brasil se distingue de outros países pela frequência de ataques cibernéticos relacionados ao roubo de dinheiro. No entanto, o país já começa a registrar ataques a sites de instituições governamentais e empresas privadas de grupos de ativistas, como o Anonymous e o LulzSec, que tem 'divisões' nacionais. "Na maioria dos países, os ataques são feitos por pessoas de fora. O Brasil é diferente porque boa parte dos ataques alveja os bancos e a maioria deles é feita por pessoas do próprio país", disse Hypponnen à BBC Brasil. Segundo o especialista, o Brasil é considerado o número 1 em criar 'cavalos de Troia', espécies de programas maliciosos, para atacar bancos. "Esses programas nem tentam romper os sistemas de segurança do bancos, que são, em geral, muito bons no Brasil. Mas eles infectam os computadores pessoais dos clientes, para poder entrar em suas contas quando elas acessam os bancos online", explica.

Para o general Antonino Guerra, o Brasil ainda não precisa se preocupar com ataques realizados por outros países nem com a espionagem de seus cidadãos. "Somos um pais pacífico, não é esse o tipo de problema que temos aqui", diz. No entanto, Hypponnen acredita que o governo brasileiro precisará se preocupar também com a segurança de empresas privadas, caso queira prevenir possíveis crises. "Boa parte da infraestrutura crítica do Brasil não é gerida pelo governo e sim por companhias privadas, como a telefonia e as usinas nucleares. Para garantir que o país conseguirá operar durante uma crise, é preciso garantir que essa infraestrutura continuará a funcionar. O governo tem que ter um papel mais ativo em ajudar as empresas a protegerem suas redes", afirma.

Em comunicado enviado à BBC Brasil, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência (GSI) disse que 'os ataques mais preocupantes são aqueles que visam acesso indevido a informações sigilosas da Administração Pública Federal' e afirmou que a preparação do órgão contra possíveis ataques tem sido 'adequada'. De acordo com o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança (CERT), que reúne notificações de ataques eletrônicos em todo o país, o Brasil registrou quase 400 mil ataques a computadores em 2011. Cerca de metade das fraudes registradas, segundo o CERT, foram páginas falsas, geralmente de bancos, criadas para roubar dinheiro dos usuários. A outra metade das notificações corresponde quase completamente aos cavalos de Troia, que dão acesso a contas bancárias quando elas são acessadas pela internet. O centro, que recebe dados de empresas, universidades, provedores de Internet e Grupos de Segurança e Resposta a Incidentes (CSIRT), diz que as segundas-feiras são os dias com mais incidentes reportados e que mais de 80% dos ataques tem origem no Brasil. Segundo dados da Federação Brasileira dos Bancos (Febraban), as fraudes bancárias realizadas pela internet e computadores dos clientes custaram R$ 685 milhões aos bancos só no primeiro semestre de 2011, 36% a mais do que no mesmo período em 2010.


Sérgio

domingo, janeiro 01, 2012

Satélite hacker?


Pessoal,

Está em inglês, mas o resumo da ópera é o seguinte: para evitar serem censurados na Web, hackers estão pensando em enviar um satélite ao espaço... Dá para crer? Pirates Incoporated, rsrsrs Matéria da MSNBC:

"Let's take the Internet out of the control of terrestrial entities." This call to arms, issued by hacker activist Nick Farr, is the rallying cry behind a new plan to launch satellites into space to prevent Internet censorship. Farr, a spokesperson for the Germany-based Chaos Computer Club, outlined the group's mission at this week's Chaos Communication Congress in Berlin, the BBC reported . Calling for an "uncensorable Internet in space," Farr outlined the CCC's Hackerspace Global Grid, a project that also will involve setting up low-cost ground stations to track and communicate with the fast-moving satellites.

The time is now

Farr, who introduced and began soliciting donations for the Hackerspace Global Grid this summer, said the project is now a top priority because of the Stop Online Piracy Act (SOPA), a bill that some critics say could have catastrophic effects   on freedom of communication and the way people connect to the Internet. "Hackers are about open information; we believe communication is a human right," Farr said. The CCC's only motive in launching the proposed satellites is knowledge, he said, and the desire to "put humanity back in space in a meaningful way." Working with Constellation, a German aerospace research initiative, the Hackerspace Global Grid plans to have three prototype ground stations in place by the first half of 2012.

Tricky tech and a legal black hole

The hackers might not have an easy go of it, Alan Woodward, a computer science professor at the University of Surrey, told the BBC. "Low-Earth-orbit satellites, such as have been launched by amateurs so far, do not stay in a single place but rather orbit, typically every 90 minutes," Woodward said. "That's not to say they can't be used for communications, but obviously only for the relatively brief periods that they are in your view." "It's difficult to see how such satellites   could be used as a viable communications grid other than in bursts," he added. There's a legal black hole to contend with, as well: Outer space is not governed by the countries beneath it, Woodward explained, so while the CCC's satellites could function as planned, "any country could take the law into their own hands and disable the satellites."

Sérgio

sexta-feira, outubro 21, 2011

Internet: e no Brasil?


Pessoal,

Continuando a matéria de Igor Lopes no Olhar Digital, agora vamos falar de Brasil:

No dia 27 de janeiro de 2011, todo o Egito foi desconectado da Internet, com a notável exceção de alguns órgãos governamentais. A Líbia seguiu a mesma estratégia alguns meses depois, e desligou-se da rede no dia 18 de fevereiro, quando os protestos começaram a ganhar força por lá. Mas… o que aconteceria se os governos de países ocidentais decidissem "desligar" a internet em suas nações? Eles teriam esse poder? No caso dos Estados Unidos, um acordo está sendo estabelecido para que o Presidente Obama tenha o poder de controlar a rede caso ataques de grandes proporções comecem a acontecer no país. Na teoria, esse controle do Obama poderia desconectar os Estados Unidos da rede por até 120 dias, isolando-o até que a rede ficasse fora de perigo. A criação dessa "arma digital" está sendo discutida. Só nos resta esperar para saber se ela será utilizada para o bem ou para o mal...

No Brasil, nada disso vem sendo pensado pelo governo. Os provedores nacionais de internet têm total autonomia, e "silenciar" a internet brasileira sem uma forte razão seria um trabalho bastante difícil. São milhares de provedores em todo o país, além de cabos submarinos de alta velocidade que nos conectam com o resto do mundo. Por definição, a internet é uma mistura de redes - e cada uma dessas conexões funciona como uma porta aberta para o mundo exterior. Quanto mais portas, mais difícil é o trabalho de fechá-las.

No entanto, uma ação judicial pode facilitar esse trabalho. Com a decisão de um juiz, todas as empresas que operam links internacionais se tornam obrigadas a inserir um filtro que controla a requisição de determinado conteúdo. Um dos casos mais conhecidos por aqui foi o da atriz, modelo e apresentadora Daniela Cicarelli. Em 2007, ela entrou com uma ação que pretendia impedir a exibição de um vídeo com cenas íntimas dela e de seu namorado em uma praia na Espanha. De todos os provedores brasileiros, apenas a Telefonica bloqueou o acesso ao conteúdo - mesmo assim, por poucos dias. Algum tempo depois, a atriz perdeu a ação e a Justiça decidiu que não havia razão para impedir que aquele conteúdo fosse visualizado por brasileiros.

Sérgio

quinta-feira, junho 02, 2011

Hackers atacam Gmail

Pessoal,

Cuidado com seu Gmail. Fonte G1:

O Google revelou nesta quarta-feira (1º) que hackers desconhecidos, aparentemente vindos da região central da China, tentaram invadir contas de centenas de usuários do seu sistema de e-mails, o Gmail, incluindo de autoridades importantes do governo norte-americano, ativistas chineses e jornalistas. A empresa afirmou em seu blog oficial que os hackers, que aparentemente vêm de Jinan, na China, tentaram recentemente invadir e monitorar contas de e-mails ao roubar suas senhas, mas o Google detectou e "interrompeu" o ataque. A companhia notificou as vítimas e governos possivelmente atingidos, acrescentou o Google no blog. A ação do Google encerrou o pregão em queda de 0,65%. "Recentemente descobrimos um ataque para coletar senhas de usuários, provavelmente por meio de phishing (tipo de fraude caracterizada pela tentativa do hacker de se fazer passar por outra pessoa ou representante de uma empresa para coletar informações)", disse a empresa. Os ataques são as últimas invasões pela internet direcionadas contra empresas do Ocidente e acontecem um ano depois de o Google e várias outras empresas serem alvos de hackers chineses. O incidente anterior provocou um debate sobre a censura e o rígido controle da internet no país. O Google, por fim, removeu suas operações da China, apesar da grande oportunidade de mercado que ela representa.

Sérgio