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sábado, outubro 17, 2015

Sigilo em SP


Disse para mim mesmo que não iria mais comentar as ridículas manobras políticas que vejo no Brasil... Mas, esta não dá para passar. Qual a razão de qualquer sigilo de um Governo, exceto em caso de segurança nacional? E estamos falando de São Paulo, do PSDB, do Alckmin, uma vergonha. Agora virou "moda" restringir dados de diversos setores. O Governador não manda? Demita quem sequer sugere algo assim, quanto mais publica uma medida destas. Vai naquela de "se colar, colou". Não tem mesmo nenhuma chance disso aqui dar certo. Cadê a OAB? Cadê o MP? Cadê a Sociedade "organizada"? Não temos, não é? Well, se ao menos cada um fizesse sua parte isso mudaria.

Medida vergonhosa e autoritária. Se a moda pega, aí acabou mesmo, vira Ditadura! Veio do G1:

Depois do sigilo de documentos sobre o Metrô, a Sabesp e a Polícia Militar, o governo de São Paulo determinou  sigilo de até 100 anos de documentos da administração penitenciária, segundo informações do SPTV. No dia 3 de setembro, o “Diário Oficial do Estado” publicou uma resolução que reestrutura a comissão de avaliação de documentos de arquivo da Secretaria de Administração Penitenciária. A resolução traz a “tabela de documentos, dados e informações sigilosas e pessoais” e informa como tempo de sigilo de até 100 anos. É o caso do sistema de controle de movimentação carcerária, nas ações da secretaria contra facções criminosas e no processo de internação e desinternação do regime disciplinar diferenciado (RDD). Também estão nessa categoria as informações pessoais sobre o secretário e demais funcionários da pasta. Outras informações têm sigilo de 15 anos e de cinco anos, como o livro de registros de ligações telefônicas. No total, são mais de 80 documentos sob sigilo.

Órgãos de fiscalização começaram a se posicionar depois da revelação de que órgãos do governo mantêm sob sigilo diversos documentos. O Tribunal de Contas do Estado pediu esclarecimentos à Secretaria de Transportes Metropolitanos na Semana passada sobre o sigilo em documentos de obras do Metrô, além da CPTM e EMTU. Nesta quinta-feira (15), o TCE determinou que presidente da Sabesp, Jerson Kelman, seja notificado. Os conselheiros querem saber quais documentos foram considerados sigilosos. O Ministério Público de São Paulo, que já havia aberto dois inquéritos para apurar os casos do Metrô e da Sabesp, anunciou que vai abrir um terceiro inquérito para investigar sigilos sobre informações da Polícia Militar. “Vivemos em um estado democrático de direito. As pessoas têm direito à informação, os documentos não são propriedade particular, disse o promotor Marcelo Milani. Durante um evento no interior, o governador Geraldo Alckmin disse que já assinou um documento revogando os sigilos nos documentos. “Nós vamos anular todos os atos de Secretaria, Fundações, Autarquias, Empresas públicas, transparência total. Tudo publicado amanhã (sexta-feira) no Diário Oficial anulando tudo.” A Lei de Acesso à Informação determina sigilo de cem anos só para dados pessoais  relativa á intimidade, vida privada e honra das pessoas. A secretaria não divulgou as razões do sigilo nos documentos e informou que a tabela foi revogada pelo decreto desta quinta-feira.

Sérgio

domingo, outubro 04, 2015

Hélio Bicudo


Vale a pena tirar uns minutos do seu Domingo e assistir a este vídeo do Hélio Bicudo, a entrevista que ele deu dia 28.09.2015 no Roda Viva. Para nossa tristeza, pois vivemos isso e não parece haver saída, ele descreve com detalhes a barbárie social, financeira, educacional, policial e política do nosso País. 

Sérgio

sexta-feira, outubro 02, 2015

Doações ocultas, Dilma?


Essa é para você que achou que estavam fazendo o certo: Reforma política que Dilma sancionou prevê doação oculta de pessoa física. Veio do Estadão:

A reforma política sancionada nesta semana pela presidente Dilma Rousseff ressuscitou a chamada doação oculta, aquela em que não é possível identificar o vínculo entre doadores e candidatos. O mecanismo, no entanto, vale para contribuições de pessoas físicas, que são autorizadas a fazer repasses de até 10% dos rendimentos do ano anterior, a partidos e campanhas. Nesta sexta (2), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) entrou com uma ação no STF, com pedido de liminar (decisão provisória), para declarar essa regra inconstitucional. O texto assinado por Dilma na terça (29) seguiu entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) e derrubou a previsão para o financiamento empresarial a campanhas eleitorais e partidos. A nova lei, no entanto, prevê as doações ocultas de pessoas físicas. O texto afirma que "os valores transferidos pelos partidos políticos oriundos de doações serão registrados na prestação de contas dos candidatos como transferência dos partidos e, na prestação de contas dos partidos, como transferência aos candidatos, sem individualização dos doadores."

A OAB defende que seja aplicado entendimento do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) que é contrário as contribuições direcionadas apenas para as legendas que não permitem identificar a ligação direta entre doador e político beneficiado. Em abril de 2014, o TSE editou uma resolução barrar essa prática. O tribunal exigiu que as legendas que recebessem recursos de empresas ou pessoas físicas e os repassarem a candidatos teriam que divulgar claramente na prestação de contas a quem pertencia o dinheiro que acabou chegando aos candidatos. Até então as doações ocultas funcionavam da seguinte forma: uma empresa ou uma pessoa que não queria ter seu nome vinculado ao político fazia a doação ao partido ou ao comitê eleitoral. A legenda ou o comitê "misturavam" o dinheiro em seu caixa único antes de repassá-la ao candidato, dificultando bastante a identificação final entre doador e beneficiado.

Para a OAB, o STF precisa garantir transparência na prestação de contas dos candidatos, uma vez que a doação oculta viola o principio da moralidade e favorece a corrupção dificultando o rastreamento do dinheiro. "A sociedade quer clareza sobre os recursos e gastos de campanha. Além de apoiarmos o fim do investimento empresarial, temos que evitar a doação oculta a candidatos. A presidente Dilma sancionou de forma inconstitucional essa lei. Não houve da parte da presidente compromisso com a transparência eleitoral", disse o presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho. Na ação, a OAB argumenta ainda que "a possibilidade de doações ocultas de pessoas físicas a candidatos pode sustentar relações pouco republicanas entre os políticos e seus financiadores. A ausência de transparência impede a identificação dos interesses subjacentes à atuação do candidato, dificultando eventuais investigações e impedindo que o eleitor decida de modo informado". 

Sérgio

Cultura da Ilicitude


Jornalista tenta encurralar doutora da USP que encabeça pedido de impeachment e recebeu uma resposta que é simples, mas escapa às pessoas. Hoje, no Brasil, a Cultura é a da Ilicitude. Que vergonha!

Sérgio

domingo, junho 21, 2015

Danilo Gentili & Dilma 1


Assistam antes que proibam, já que a Censura anda rondando. Muito boa esta montagem do Danilo Gentili. Se ele já era persona non grata antes, agora está com a cabeça à prêmio! Hilário... Agora é esperar o mimimi de quem leva políticos na brincadeira e humoristas a sério!

Sérgio

quarta-feira, junho 10, 2015

Pátria Educadora?


Senhoras e senhores, esse País é uma vergonha! Veio do blog Meio Bit do jornal Diário do Nordeste e aconteceu alguns dias atrás:

Que o Brasil não gosta de ciência não é novidade, vide a proporção cientistas/videntes nos programas vespertinos. Nossos museus vivem caindo aos pedaços, pessoas batem palmas pra escolas que trocam evolução por criacionismo no currículo e se um sujeito quer ser levado a sério, melhor ignorar a apropriação cultural, colocar um turbante e se passar por paranormal.

Aqui cientistas precisam correr sacolinha, pois nem o governo nem as empresas se coçam para conseguir R$ 50 mil para um planetário inflável. A promessa de verba do Congresso pro telescópio do ESO no Chile só saiu depois de anos de atraso e pressão pública, mesmo assim só acredito quando entrar na cota, dado nosso histórico de vexames, como a participação na Estação Espacial.

Mesmo quando não há grana de ninguém daqui envolvida a capacidade brasileira para atrapalhar e sabotar ciência está presente. Vide o caso do Projeto Alexa, onde a NASA doou equipamentos mas a Receita Federal não quis saber e cobrou impostos. Sim, ciência aqui paga imposto, tá pensando o quê? Quer isenção monte uma igreja, não um laboratório.

Agora o Brasil fez de novo. Veja:


Quer se deprimir? Clique AQUI e leia a matéria.

Basicamente o Clube de Astronomia Louis Cruls é um pequeno e humilde grupo de pessoas que ama o Cosmos e, dentro de suas limitações faz divulgação científica entre interessados, escolas, etc. Eles resolveram participar de uma maratona de astronomia solar dia 21 de junho, envolvendo gente do mundo todo.

A Maratona está sendo organizada pela Charlie Bates, uma ONG americana. Ela doou 2.600 óculos de observação solar para o CALC. Nada chique, um equipamento baratíssimo, feito de papel-cartão e filtros de plástico:


BIIIIIG MISTAKE! Os óculos, que provavelmente com o frete custaram US$ 364,00 foram considerados uma afronta. COMO o Brasil ousa interessar crianças e jovens em algo assim, ciência? Se erguerem a cabeça para o alto podem parar de pastar, e isso é um perigo.

A Receita Federal cumpriu seu papel de manter o status quo e apreendeu os óculos. As explicações do Clube não foram suficientes, apesar de terem toda a documentação da doação. Para aprenderem a não desafiar a mediocridade reinante, foram cobrados não só impostos como uma multa de R$ 1.300,00.

Agora para retirar os óculos de papel no valor de R$ 1.150,00 o CALC terá que pagar R$ 2.700,00. Até amanhã, do contrário a transportadora será obrigada pela Receita Federal a recolher a encomenda e mandar de volta para os EUA.

É complicado sair do atoleiro quando as próprias instituições jogam contra. Que incentivo essas crianças terão, quando o simples ato de se interessar por ciência é punido com multa?

Nosso destino é pastar.

P.S.: uma dica pro CALC e todo mundo que queira receber doações de materiais sem chamar atenção das autoridades anti-ciência: mande vir dentro de bíblias. Ninguém vai questionar, ninguém vai cobrar impostos, exigir licenças e carimbos muito menos se preocupar em abrir.

Sérgio

terça-feira, março 31, 2015

O "Peso" do (des)Governo


Conheçam a insustentável máquina do governo... Os 39 ministérios de Dilma custam mais de R$ 400 bilhões por ano e empregam 113 mil apadrinhados. Só os salários consomem R$ 214 bilhões - quase quatro vezes o ajuste fiscal que a presidente quer fazer às custas da sociedade. É uma piada não? Abaixo parte da reportagem da Isto É desta semana. Leiam mais AQUI.

Diante da necessidade imperativa de disciplinar as desordenadas contas públicas, legadas da farra fiscal praticada no mandato anterior, a presidente Dilma Rousseff impôs ao País um aperto de cintos. Anunciou como meta de sua segunda gestão um ajuste fiscal capaz de gerar uma folga de R$ 66 bilhões no Orçamento até o fim do ano. O necessário ajuste seria digno de louvor se as medidas anunciadas até agora pela presidente não tivessem exigido sacrifícios apenas de um lado dessa equação: o dos cidadãos brasileiros. Mais uma vez, a conta da irresponsabilidade fiscal de gestões anteriores sobra para o contribuinte. Ao mesmo tempo em que aumenta impostos, encarece o custo de vida da população, ameaça suspender a desoneração de empresas e retira dos trabalhadores direitos previdenciários e trabalhistas, Dilma Rousseff segue no comando de uma bilionária máquina pública aparelhada, inchada e – o mais importante – ineficiente.

Na semana passada, pressionada por líderes no Congresso, especialmente do PMDB, a presidente sacou mais uma de suas promessas. “A ordem é gastar menos com Brasília e mais com o Brasil”, disse. A despeito do efeito publicitário indiscutível da frase, a presidente dá sinais de que seguirá na toada já recorrente de dizer uma coisa em público e praticar outra bem diferente no exercício do poder. O governo, na realidade, sempre resistiu em cortar na própria carne. Por isso, permanece desde 2010 com uma colossal estrutura administrativa composta por 39 ministérios, a maioria deles criados para acomodar apadrinhados políticos, cujos custos de manutenção – o chamado custeio – consomem por ano R$ 424 bilhões. Desse total, o gasto com pessoal atinge a inacreditável marca de R$ 214 bilhões, o equivalente a 4,1% do Produto Interno Bruto (PIB) do País. Esse universo de servidores soma quase 900 mil pessoas distribuídas pela Esplanada, sendo 113.869 ocupantes de funções comissionadas e cargos de confiança, as chamadas nomeações políticas baseadas no critério do “quem indica. A credibilidade do governo está no fundo do poço, e é impossível imaginar a sociedade acreditando no ajuste fiscal sem que sejam tomadas medidas radicais para reduzir o tamanho dessa monumental máquina. Sem cortar na própria carne, o governo do PT não tem autoridade para pedir sacrifícios ou falar em ajuste fiscal”, afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR).

Não bastassem os 39 ministérios com seus milhares de cargos de indicação política, o que se vê hoje na Esplanada em Brasília é o claro desperdício do dinheiro público, facilmente ilustrado pelo excesso de regalias e benesses à disposição dos ocupantes do poder. A principal função do ministério da Pesca, por exemplo, é distribuir o seguro-defeso – espécie de seguro-desemprego pago a pescadores. A pouca expressividade da pasta não limita as vantagens e os benefícios de quem garantiu um cargo executivo no órgão provavelmente chancelado por algum partido aliado de Dilma. Segundo apurou ISTOÉ, há carros de luxo com motoristas disponíveis aos sete integrantes da cúpula do ministério para deslocamento em Brasília. O custo estimado com a regalia é de R$ 1,5 milhão por mês. Embora o ministério esteja constantemente ameaçado de extinção, a pasta vem se mantendo com estrutura que chama a atenção. São mil servidores em exercício, sendo 440 indicados políticos.

O benefício de ter carros e motoristas à disposição não é uma exclusividade do ministério da Pesca. Segundo gestores públicos ouvidos por ISTOÉ que já atuaram em diferentes órgãos do governo petista, pelo menos 28 das 39 pastas permitem a benesse para quem está até cinco níveis da hierarquia abaixo do ministro. Isso sem contar os celulares, os cartões corporativos e uma dezena de assessores cujas funções frequentemente coincidem. No ministério do Turismo, que tem uma estrutura mais enxuta e apenas 268 cargos de confiança, o que causa espécie é a quantidade de garçons e copeiras disponíveis para atender a cúpula da pasta. Segundo um dos servidores, há 16 funcionários para servir água e cafezinho aos executivos do ministério.

Embora prometa cortar despesas, Dilma e sua equipe econômica não querem ouvir falar em redução de pessoal, que consome muito mais do que os principais programas sociais do governo. O Bolsa Família, por exemplo, receberá R$ 27 bilhões – o correspondente a 12% do que o País gasta com servidores federais. Já a Saúde, considerada área prioritária para os brasileiros em todas as pesquisas realizadas, terá investimentos de R$ 109 bilhões neste ano. Custará, portanto, metade do gasto do governo com o funcionalismo. Atualmente, o ministério da Educação é a pasta com maior número de funcionários da Esplanada e serve para mostrar que o tamanho da máquina está longe de ser sinônimo de eficiência. No órgão, há mais de 44 mil cargos de confiança, além dos 285 mil efetivos. Nos últimos anos do governo Dilma, foram criadas 50 mil novas vagas. Em 2015, se a presidente preservar os recursos previstos para a pasta, serão R$ 101 bilhões destinados a cumprir a promessa utópica de campanha de transformar o Brasil em uma “pátria educadora”. Mas até aqui as demonstrações de gestão dadas pelo MEC são da mais completa ineficiência. Um exemplo é o programa de financiamento estudantil, o FIES. O governo flexibilizou as regras relacionadas aos fiadores dos estudantes e reduziu as taxas de juros. Mas falhou no controle dos preços das mensalidades e forçou a ampliação do programa sem analisar os reflexos financeiros. Um exemplo típico de má gestão em um órgão aparelhado por servidores.

A Presidência da República figura em segundo lugar no ranking do número de servidores: emprega 6.969 pessoas. Os cargos vêm acompanhados das benesses, o que significam mais e mais gastos com o dinheiro do contribuinte. Em outubro do ano passado, para atender aos seus servidores, a Presidência comprou 130 taças de cristal por R$ 4,5 mil. No apagar das luzes de 2014, além de eletrodomésticos, toalhas de banho e de rosto, o Planalto adquiriu aparelhos de malhação e até roupões de banho. Ao todo, a conta saiu por R$ 262,8 mil. O conjunto de banho completo custou R$ 7,8 mil. Já a aquisição de 20 frigobares, 100 bebedouros e 30 fragmentadoras de papel custou ao órgão R$ 155,7 mil. A Presidência justificou a compra por eventuais atendimentos em cerimônias oficiais. Outros R$ 99,3 mil foram gastos pela Presidência na reposição de aparelhos de ginástica. Na lista, figuram um crossover angular, um banco extensor e outro flexor, um apolete, um crucifixo, duas esteiras eletrônicas e um smith machine (plataforma para a realização de vários exercícios). Segundo o órgão, a aquisição dos equipamentos ocorreu em função da necessidade de manutenção ou melhoria do treinamento de força e do condicionamento físico do pessoal da segurança e para melhoria da qualidade de vida dos servidores.

A criação desenfreada de ministérios é obra recente da democracia do País e se acentuou na era petista no poder. O ex-presidente Getúlio Vargas (1951-54) contava com apenas 11 pastas de primeiro escalão. Juscelino Kubitschek (1956-61), 13. O governo Fernando Henrique Cardoso terminou seu mandato (1994-2002) com 24 órgãos. Lula (2003-2010), para abrigar a aliança que o elegeu, criou mais 11, chegando a 35 – um recorde até então. Dilma o superou: subiu para 39. O cenário de distribuição de poder em Brasília é uma anomalia especialmente se comparado a outros países, como França, Portugal, Espanha e Suécia, que possuem uma média de 15 ministérios. Para se ter uma ideia do despropósito do aparelhamento, quem hoje discute corte de ministérios como ocorre atualmente no Brasil é o pobre Moçambique, que possui 28 pastas e está sendo pressionado a reduzir a própria estrutura por países que o apóiam financeiramente. “Essa forma de gestão caminha na contramão da história e de tudo aquilo que seria o ideal para a administração pública, não só no Brasil, mas em qualquer País. A criação desses ministérios é uma forma de abrigar a base aliada do governo e acelera ainda mais as distorções dentro da máquina pública”, afirma José Matias-Pereira, professor de administração pública da Universidade de Brasília (UnB).

A necessidade de enxugamento da máquina administrativa ganhou eco durante a última campanha presidencial. O então candidato à presidência Aécio Neves (PSDB) propôs a fusão de ministérios, de modo a reduzir drasticamente os gastos e a estrutura governamental. Nos últimos dias, foi a vez de o PMDB encampar a bandeira da reforma administrativa. Como se não ocupasse fatia considerável da Esplanada e não exigisse a nomeação de um sem-número de afilhados políticos como condição ao apoio ao governo – a qualquer governo, diga-se – caciques peemedebistas, caso do presidente da Câmara, Eduardo Cunha, querem limitar a 20 o número de ministérios. Um projeto de sua própria autoria já está em tramitação na Casa. Na semana passada, depois de discursar para empresários, o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), engrossou o coro. Afirmou, em tom de ironia, que o momento exigia o lançamento pelo governo do programa Menos Ministérios, numa brincadeira com o programa Mais Médicos. Renan promete apoiar a proposta de Cunha. “Isso vai gerar menos cargos comissionados, menos desperdício e menos aparelhamento. Devemos aproveitar a oportunidade”, disse ele. 

Pressionada pelo Congresso e pelos protestos nas ruas, Dilma pode ser forçada a repensar a estrutura da portentosa burocracia que ajudou a criar. No final da última semana, informações oriundas do Planalto deram conta de que um estudo teria sido encomendado à Casa Civil visando à redução no número de pastas. Resta saber se a presidente ficará mais uma vez na retórica ou atenderá ao clamor público.

Sérgio

sexta-feira, março 06, 2015

O País cai ‘na real’


Não tem mais jeito... Aliás, nunca teve! Belíssimo texto de Thaís Herédia do G1:

O País cai ‘na real’

A lista de Janot apareceu. São 47 políticos que estão ou já estiveram com a responsabilidade de legislar! À espera dos nomes, o mercado financeiro endoideceu. O dólar subiu 7% na semana, ultrapassando a barreira dos R$ 3. Os indicadores de risco do país subiram, o pessimismo e a desesperança aumentaram. 

Esse movimento todo quer dizer apenas uma coisa: a correção do preço do Brasil. Quanto vale o nosso país? Sim, porque quando um investidor compra um título público brasileiro, está comprando o país. Quando o investidor estrangeiro percebe que o quadro piorou e o prognostico é ruim, quer ir embora e, para isso, tem que “vender Brasil” e comprar dólar. 

Esta semana parece que o Brasil “caiu na real”. Talvez ele já venha “caindo na real” há algumas semanas. Ninguém mais duvida do tamanho do estrago feito pelo governo, principalmente na economia. Tudo aquilo que foi represado nos últimos anos rompeu a contenção: energia, transporte, combustível, eletrodoméstico, carro. Agora os preços nas etiquetas refletem mais a realidade. 

Se não tivéssemos entrado à força no mundo da fantasia, o despertar não seria tão caro, ou assustador. Veja o exemplo da conta de luz: caiu 20% em 2013 e vai subir 50% em 2015. A gasolina ficou tanto tempo sem reajuste que conseguimos a façanha de ter o petróleo caindo 50% lá fora e o combustível subindo aqui. É daí que vão sair os centavos para forrar o caixa da Petrobras, que foi achacado nos últimos anos. 

Se o mundo tivesse dado uma paradinha enquanto a gente experimentava a “nova matriz macroeconômica” teria sido ótimo. Mas na vida real isso não é possível, infelizmente. Enquanto o Brasil piorava, os Estados Unidos se recuperavam, a Europa parava de cair. O efeito é o mesmo daquele exemplo da conta de luz. Ao voltar “para real”, a economia brasileira tem que pagar o preço da mentirinha e o preço da volta à verdade. 

É como uma pedra no estilingue que foi esticada até arrebentar a borracha. A pedra sai voando a toda e, quando bate no alvo, faz um belo estrago. O alvo são todos os brasileiros que aceitaram de bom grado viver a aventura conduzida pelo governo. Afinal, “eles” diziam que era “para sempre” a redução na conta de luz, os juros mais baixos da história, a retirada de impostos. Se era “para sempre”, quem pensaria que a “brincadeira infeliz” sairia tão cara. 

A inflação fechou fevereiro em 7,7%. Em algum momento ela vai arrefecer. Mas não antes de amortecer todas as “pedras” atiradas pelo estilingue da presidente Dilma Rousseff. As contas públicas estão com a “tesoura no pescoço”, mas o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, não consegue usa-la porque está amarrado na pressão política. 

Pressão que agora sofre um revés com a lista de Janot. O conteúdo da tão esperada lista assusta pela quantidade de políticos, mas também pelo comprometimento nefasto que se abateu sobre as instituições brasileiras. Ao que parece, a correção do preço do Brasil está ainda no meio do caminho. 

A conferir.

Sérgio

segunda-feira, fevereiro 23, 2015

Fator Previdenciário


Tá feio... A Dilma quer acabar com o Fator Previdenciário piorando a situação aos brasileiros. Agora o próximo Petista que argumentar a favor da Dilma e seu bando será banido e ignorado. Não dá mais para discutir. Querem acabar com o Fator Previdenciário e instituir idades mínimas de aposentadoria de 85 anos para mulheres e 95(!) para homens, combinando "tempo de serviço + contribuição". Na prática, querem colocar uns 10 anos em cima da média de 54 anos hoje de aposentadoria.

Se falassem em reforma séria, mas é só remendo em um saco corroído pela corrupção!

Só matando essa gente... E ainda tem a cara de pau de dizer que "é melhor para os aposentados". Não vou dizer que o sistema atual é perfeito, que não está falido, que precisa de ajustes. Mas, com o que se perde na corrupção, já daria para resolver boa parte dos problemas. Agora, jogar tudo no colo do povo?

Já vi que isso aqui vai virar Guerra Civil mesmo: primeiro, acostumam mal as pessoas dando bolsas isso e aquilo. Por óbvio, quebram o País com isso e a mal gerência. Depois, cereja do bolo, dizem para o povo: temos de cortar, se vira, aposente-se com 85/95 anos (novamente, combinando idade + contribuição). Só quero ver a m**** que isso vai dar. É o que dá entregar um País para gente que nunca administrou nada. Aliás, a Dilma, gerentona, só administrou um negócio na vida, uma loja de 1,99 e faliu. Não seria diferente com o Brasil, seria?

Matéria do Estadão:

Depois de negociar as medidas de restrição em benefícios previdenciários, como pensões por morte e auxílio-doença no Congresso Nacional, o governo Dilma Rousseff vai iniciar uma discussão com os movimentos sindicais para acabar com o fator previdenciário. A informação é do ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, que concedeu ao Estado sua primeira entrevista após assumir o cargo.


A ideia, diz ele, é substituir o fator, criado em 1999, por uma fórmula que retarde as aposentadorias no Brasil. “O fator previdenciário é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que faça isso e defendo o conceito do 85/95 como base de partida. As centrais concordam com isso”, defende. A fórmula 85/95 soma a idade com o tempo de serviço - 85 para mulheres e 95 para homens. Além de ser um dos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, Gabas está escalado para discutir com as centrais e os parlamentares o pacote de aperto aos benefícios sociais, incluindo seguro-desemprego e abono salarial. Só com pensões por morte e auxílio-doença, o governo gastou quase R$ 120 bilhões em 2014.



A seguir, a entrevista:





O governo anunciou o aperto na concessão dos benefícios sociais, inclusive as pensões por morte e auxílio­doença. Apesar do protesto dos sindicalistas, o governo vai insistir no pacote?



Primeiro, precisamos separar o conceito de ajuste fiscal do ajuste nos benefícios da Previdência. Essas medidas têm, obviamente, efeito fiscal e financeiro, mas já vinham sendo discutidas com representações de trabalhadores e empregadores. Não são medidas inventadas agora, não são novidade. As centrais sindicais sabem da necessidade de se manter uma Previdência equilibrada. Tem muitas forças políticas no Brasil que entendem que esse nosso sistema é falido, que não funciona, e dizem que precisamos fazer uma grande reforma da Previdência.



E não precisa?



Eu sou contrário. O regime atual, se bem administrado, tem sustentabilidade no tempo. Esse é nosso objetivo, por isso as mudanças necessárias em pensão por morte e no auxílio doença. Precisamos desses ajustes, não de grandes reformas. Como a sociedade é dinâmica, precisamos acompanhar com pequenas evoluções.



Como assim?



Nos últimos dez anos, a expectativa de sobrevida no Brasil subiu 4,6 anos. Em média, a expectativa de vida chega a 84 anos e a idade média de aposentadoria por tempo de contribuição é de 54 anos. Então, o cidadão fica 30 anos, em média, recebendo aposentadoria. Não há sistema que aguente. Para que nosso sistema previdenciário seja preservado temos que estender um pouquinho essa idade média de aposentadoria, que é uma discussão diferente, que ainda não entrou na pauta.



Seria a instituição de uma idade mínima para se aposentar, como boa parte dos países desenvolvidos faz?



Não, não defendo isso. Existem outras fórmulas que protegem o trabalhador mais pobre.



Mas isso passa pelo fim do fator previdenciário, não?



Eu briguei muito contra o fator previdenciário quando ele foi instituído. Eu era sindicalista. Se hoje eu estivesse no movimento sindical, eu teria outra postura, faria uma proposta, não ficaria apenas contrário ao fator. Qualquer cidadão tem que pensar que não é razoável que uma pessoa vivendo 84 anos se aposente aos 49 anos. Com o fator previdenciário, ao se aposentar cedo, a pessoa recebe um benefício menor, mas esse benefício serve como complemento de renda. Daí quando a pessoa para mesmo de trabalhar, ela fica apenas com aquela aposentadoria pequena. Previdência não é complemento de renda, ela é substituta da renda.



Então, qual é a fórmula?



O fator é ruim porque não cumpre o papel de retardar as aposentadorias. Agora nós precisamos pensar numa fórmula que cumpra esse papel de retardar. Seria a 85/95, como regra de acesso. As centrais chegaram a concordar isso.



Por que a 85/95 é melhor que idade mínima?



Porque o trabalhador mais pobre começa muito cedo a trabalhar. Se coloca 65 anos como idade mínima para se aposentar, ele terá que trabalhar quase 50 anos ou mais. Já um trabalhador de família mais rica, que ingressa mais tarde no mercado de trabalho, teria outra realidade. Nós defendemos aqui, quando essa discussão chegar, uma soma de idade com tempo de contribuição, para defender o trabalhador mais pobre. Seria 85 para mulher e 95 para homens, mas tem fórmulas dentro disso. O 85/95 é um conceito, um pacote político, para iniciar as discussões. Essa é a próxima para discutir depois do pacote das pensões por morte e auxílio doença. O foco do ministério é fazer as medidas.



Que são gastos estratosféricos, não?



Sim. Em 2014, gastamos R$ 94,8 bilhões com pensões por morte e esse dinheiro todo foi para 7,4 milhões de pensionistas. Com o auxílio doença gastamos R$ 25,6 bilhões para 1,7 milhão de beneficiados. Em relação as pensões, as mudanças foram propostas porque essa transição que vivemos no Brasil, onde as pessoas estão vivendo mais, exige uma administração diferente da Previdência. Essa expectativa de vida de 84 anos é para quem tem hoje 50 anos. Quem nasceu agora terá uma expectativa de vida de quase 100 anos.



Daí a restrição?



Isso. A pensão por morte é uma extensão da aposentadoria. O cidadão se aposentou, recebeu do INSS por 30 anos e quando morre, deixa uma pensão para outra pessoa, que depois também terá sua própria aposentadoria. Agora estamos nessa transição demográfica e precisamos encontrar novas formas. Quem está recebendo continuará recebendo. A mudança é para frente. Viúvas muito jovens e sem filhos vão receber pensão por um período, apenas.



Então o impacto nas contas para 2015 não foi pensado?



Essa não é uma medida para fechar as contas deste ano. Restringir pensão por morte e auxílio doença são medidas de médio e longo prazo. Mas é claro que o cenário atual, de complicação fiscal, favoreceu o anúncio dessas medidas.



O sr., e o ministro Nelson Barbosa, vão negociar diretamente com o Congresso. O que é possível esperar?



Temos agendados encontros com vários segmentos dentro do Congresso, vamos aos deputados e explicar as medidas. Elas são importantes, têm o papel de manter a sustentabilidade da sociedade.



E Eduardo Cunha pode ser um complicador?



Acho que o Eduardo Cunha tem a oportunidade de usar isso para provar a grandeza dele como presidente da Câmara, não usando as medidas como instrumento de barganha. No ano passado, o déficit da Previdência foi de R$ 51 bilhões. Neste ano deve subir mais, se aproximando de R$ 60 bilhões.



Essa trajetória preocupa?



A arrecadação tem surpreendido negativamente, e de fato, as desonerações da folha de pagamento impactaram muito. Mas essa história do déficit precisa ser tratada com uma visão mais contábil. Nós temos um modelo de previdência urbana e rural. Tivemos no ano passado cerca de R$ 35 bilhões de superávit na previdência urbana. No rural, a política não foi pensada com premissa de ter superávit, porque é uma política com objetivo de proteger o homem do campo, aqueles que trabalham a terra em regime de agricultura familiar. Esse trabalhador rural é quem produz 73% dos alimentos que nós comemos. Não vemos latifúndio de dez mil hectares produzindo tomate, feijão, legumes, apenas commodities.



Então, se separar, contabilmente, o modelo rural do urbano, o problema estaria resolvido?



Veja bem, falamos de 8,4 milhões de aposentados rurais que ganham um salário mínimo. Neste segmento a despesa cresceu bastante porque o salário mínimo cresceu muito. Essa política não tem objetivo de ter superávit, a conta não foi feita para fechar, tanto que a Constituição prevê a Cofins e a CSLL para servirem de fonte de renda para custear a previdência rural. Contabilmente nosso regime é equilibrado, mas a conta, depois que houve a unificação dos caixas no Tesouro, se misturou tudo. Tivemos uma arrecadação de R$ 5 bilhões com o rural e gastos de R$ 80 bilhões. A arrecadação da Cofins e CSLL é muito superior a essa diferença, mas isso não fica claro. Temos só que nos colocar de acordo com o pessoal do Ministério da Fazenda para ver como se transferem esses recursos. Não pode pensar em “vamos cobrir o rombo”. Não tem rombo, entende?



Para entender



O Fator Previdenciário foi criado pelo governo Fernando Henrique Cardoso, em 1999, como uma forma de adiar aposentadorias. Na época, a idade média de aposentadoria era de quase 51 anos. É uma fórmula baseada na expectativa de vida, no tempo de contribuição e na idade ao se aposentar. Não conseguiu desestimular os precoces: hoje, 16 anos depois, a idade média de aposentadoria é de 54 anos. Na prática, reduziu o valor do benefício e, por isso, é combatido pelas centrais sindicais.


Sérgio

quinta-feira, fevereiro 12, 2015

Isso é Brasil!


O desrespeito ao que é certo e a capacidade do ser humano, em especial no Brasil, de se achar acima de outros e ser estúpido me espanta. Vejam esta: Ex-prefeito é denunciado por utilizar bomba de oxigênio em barril de chope, desfalcar posto de saúde de Luiziana, no Paraná e, com isso, causar a morte de uma mulher que precisou do equipamento. Segundo MP, equipamento foi utilizado em festa particular de ex-prefeito. Veio do G1:

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) propôs uma ação civil pública por improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Luiziana, no centro-oeste do estado, José Claudio Pol (PMDB). De acordo com o MP-PR, Pol teria desviado o único cilindro de oxigênio móvel disponível em uma unidade municipal de saúde para bombear o barril de chope durante uma festa particular. Ainda conforme o Ministério Público, o fato ocorreu na festa de virada de ano de 2012 para 2013. O mandato de Pol como prefeito terminou no dia 31 de dezembro de 2012. "Esse foi o último ato dele como prefeito", ironiza o promotor do Patrimônio Público Marcos José Porto Soares. Atualmente, José Cláudio Pol exerce a função de secretário municipal de Finanças de Luiziana.

O ex-prefeito de Luiziana disse ao G1 que um amigo da família alugou o cilindro de oxigênio e o barril de chope em Maringá, no norte do estado. Segundo Pol, esse mesmo amigo pediu a casa dele emprestada para fazer a festa da virada. "Nós temos como comprovar que alugamos esses equipamentos em Maringá. Temos extrato do cartão de crédito, e a empresa está puxando as notas fiscais que ficaram registradas no computador", alega. Para Pol, a investigação não passa de intriga política. "É um caso político, o prefeito da gestão anterior a minha foi o responsável pela denúncia. O Ministério Público não tem como comprovar que eu utilizei o cilindro do posto de saúde", argumenta José Claudio Pol. Pol ainda disse ao G1 que não foi intimado pela promotoria para prestar esclarecimentos e, quando for chamado, levará as provas comprovando que não tem envolvimento no caso. "Se, de repente, um servidor da saúde buscou esse cilindro no posto, ele terá que responder pelo caso e não eu", finaliza o ex-prefeito.

De acordo com o MP-PR, o ex-prefeito ordenou, no dia 31 de janeiro de 2012, que um servidor público fosse até o posto de saúde e levasse o balão de oxigênio móvel, que equipava a ambulância, para a casa do político. Lá, amigos e familiares de Pol confraternizavam a virada do ano com um barril de chope. "Como era necessário bombear o chope, Pol pediu para trazer o cilindro. E isso pode ser comprovado através de fotos que a filha dele publicou em uma rede social. O perfil dela é público, quem quiser pode entrar e ver", detelha Soares.

A ação do MP-PR aponta que a retirada do equipamento do posto de saúde prejudicou o atendimento a uma paciente, levada à unidade na madrugada de 1º de janeiro de 2013 com suspeita de infarto. No posto, a mulher respirava com a ajuda de um cilindro de oxigênio grande. Porém, a paciente piorou e os médicos pediram a transferência dela para uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI)  em Campo Mourão, a 30 quilômetros de Luiziana. Conforme o MP-PR, para a paciente ser transportada precisava estar conectada a um cilindro de oxigênio. Mas, como o único equipamento móvel foi retirado da unidade de saúde, a mulher viajou sem receber oxigenação. No dia seguinte, 2 de janeiro de 2013, a paciente morreu em Campo Mourão. "Nós conseguimos apurar todos os detalhes com funcionários da unidade, que confirmaram a retirada. Os servidores disseram que não tiveram escolha a não ser acatar a ordem do ex-prefeito", afirma o promotor. 

O MP-PR pede a condenação do ex-prefeito por improbidade administrativa. Além disso, foi requerido liminarmente o afastamento do ex-prefeito do cargo de secretário municipal de Finanças. "Encaminhei o caso para a promotoria criminal que vai analisar se o ex-prefeito foi responsável pela morte da paciente de Luiziana", pontua Marcos José Porto Soares. O promotor ainda acrescenta que os sete filhos da vítima não foram encontrados, pois foram embora da cidade alguns meses depois da morte da mãe. Até as 11h30 desta sexta-feira (13), nenhum representante da prefeitura foi localizado pela reportagem para informar se José Claudio Pol será afastado do cargo.

Sérgio

sexta-feira, janeiro 16, 2015

Irresponsabilidade!


Esse é o tipo de notícia que demonstra o quanto temos INCOMPETENTES no poder, independente do Partido. É uma irresponsabilidade sem tamanho, como também foi diminuir preço da energia fajutando benesses (olha a m**** que gerou no setor) ou drenar a Petrobrás, acreditando no Pré-Sal, que agora, com o barril a menos de 50 Dólares, vira um mico que jamais se pagará. Jogamos anos, décadas fora no Brasil! É um País de tolos, apaixonados por Direita, Esquerda, Comunismo, Ditadura, que vive de se achar, mas com um povo permissivo, no qual me incluo, que não exige respeito, não se mobiliza, não se impõe! Assim, tome seca, inundação, combustível caro (enquanto aqui o preço cai a cada dia) e energia em preços altos e impostos escorchantes!


Feliz 2015! ‪#‎SQN‬

A maior região metropolitana do país tem vivido, há mais de uma década, no limite da oferta de água, mas o Estado demorou a implantar medidas para diminuir o desperdício e, agora, pode ter de recorrer a ações ainda mais severas para evitar o desabastecimento da população. Essa é a visão de Carlos Tucci, engenheiro premiado pela Unesco. Para ele, a sobretaxa que o governo implantou na semana passada em 43 municípios ajudaria a recuperar os reservatórios se tivesse sido adotada antes. "Com melhor planejamento, teríamos que tomar essas mesmas medidas restritivas, mas com um risco menor", diz o professor da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul). A tarifa extra, de até 100% na conta de água (excluindo o valor do esgoto), será aplicada a usuários cujo consumo mensal ultrapassar a média do período de fevereiro de 2013 a janeiro de 2014. Nesta segunda (12), o sistema Cantareira, que abastece 6 milhões de pessoas, operava com 6,5% da sua capacidade, o menor índice no ano.

Leia a entrevista a seguir.

Folha - Qual o benefício da sobretaxa?

Carlos Tucci - É o melhor mecanismo a curto prazo. Nesta situação de crise e emergência, você tem que controlar a demanda. E a sobretaxa acaba servindo como um "racionamento econômico", para que a população tome medidas de uso racional.

A parte mais sensível do ser humano é o bolso, então o cidadão vai pensar duas vezes antes de gastar.

Se tivesse sido tomada antes, a sobretaxa poderia melhorar os índices dos reservatórios?

Quanto mais cedo você tomar essa medida, menos risco você toma. Teríamos mais volume se a decisão tivesse sido tomada antes, é natural. O voluntarismo [da população] é muito relativo. Você corre o risco de que parte da população não participe dessa campanha de redução.

A atual estiagem poderia ter sido prevista?

Do jeito que se configurou, acredito que não. Os modelos meteorológicos não teriam dado conta de tanto rigor nesse período seco. E tudo fica mais crítico quando você tem um ano de redução de 70% da vazão, como no sistema Cantareira.

No entanto, qualquer planejamento de longo prazo deve levar em conta o que deve ser feito em casos extremos.

Ao menos desde 2001, a Grande São Paulo está no limite da relação oferta e demanda [de água]. Não é possível que a maior região metropolitana do país esteja sujeita a esse tipo de risco.

Obviamente, o risco [de desabastecimento] sempre tem. Mas é possível reduzi-lo.

Como reduzir esse risco?

A médio prazo, buscando fontes alternativas de água, algo que o governo do Estado tem tentado agora. Além disso, atacar as perdas. Não é admissível que se percam 30% das águas no sistema.

Pode-se também trabalhar a demanda. Em 2004, por exemplo, Nova York percebeu que os vasos sanitários antigos gastavam muita água. Então, fizeram um programa de incentivo de troca de vasos. Em larga escala, o resultado foi enorme.

Em situações mais emergenciais, a Inglaterra já distribuiu sacolas plásticas que, dentro do reservatório da descarga, reduz o gasto de água.

Faltou esse planejamento?

É difícil julgar se houve erro. Talvez a Sabesp seja uma ótima empresa técnica e de execução de obras. Mas faltou uma visão de planejamento de conjunto.

Desde 2001, não aumentou muito a oferta de água na Grande São Paulo. Com melhor planejamento, possivelmente teríamos que tomar essas mesmas medidas restritivas, mas com um risco menor [de desabastecimento].

O sr. acha que o racionamento de água seria viável?

Não. Abrir e fechar a rede dessa forma é uma operação muito complexa. Qualquer erro pode causar danos à própria rede de tubulações.

Como o sr. espera que estejamos ao final de 2015?

O mais provável é que seja um ano médio em chuvas. Isso não deve repor os níveis dos reservatórios, mas pode garantir o abastecimento com uso racional da água.

Pode levar vários anos para recuperar os reservatórios. Isso era mais fácil quando estávamos com 20% ou 30%. Agora, é muito mais difícil. Certamente, não será neste ano ou em 2016. Até lá, temos que controlar a demanda.

E se não chover?

Essa situação tem que ser analisada constantemente. Em um caso ainda mais extremo, é possível que você tenha que taxar aquele que não conseguir reduzir [e não só quem aumentou o gasto, como ocorre atualmente]. Isso aconteceu em 2001 com a energia, quando o consumidor era obrigado a reduzir o consumo energético em 20%.

Hoje, admite-se que se gaste o mesmo que antes. É possível que tenhamos que obrigar a redução do consumo. 

Sérgio

quarta-feira, janeiro 07, 2015

Ressaca brasileira


Leiam este texto... Veio do jornal El Pais e mostra como estão vendo o Brasil lá fora. Pena que aqui as pessoas sejam tão míopes! 

Durante seu segundo mandato, Dilma Rousseff estará impedida de cumprir as duas promessas tradicionais da esquerda: desafiar as pretensões do mercado e refundar a política sobre procedimentos transparentes. Dilma consumirá parte de seu capital em ajustar a economia. E deverá continuar dando explicações pelo escândalo da Petrobras, com o qual conviverá durante todo o seu mandato. Lula da Silva e a cúpula do PT a observam a partir de agora com a precaução de quem olha o equilibrista caminhar com passo incerto sobre uma corda-bamba. Já escolheram a bandeira em que se envolverão até a próxima eleição: o conflito com os meios de comunicação. É uma estratégia habitual no populismo latino-americano. Já que não pode modificar a realidade, contesta sua interpretação.

Em 9 de setembro, Dilma acusou sua rival Marina Silva de pretender, caso chegasse à Presidência, entregar sua gestão econômica aos banqueiros. Na quinta-feira passada, nomeou Joaquim Levy, diretor da área de investimentos do Bradesco, o segundo maior banco privado do Brasil, como ministro da Fazenda. Levy, que se doutorou em Chicago, é chamado de Mãos de Tesoura. Ele adora esse apelido. Promete reduzir subsídios e a inflação para recuperar o crescimento. Cabe a ele, junto com Nelson Barbosa, ministro do Planejamento oriundo do Banco do Brasil, e Alexandre Tombini, que permanece no Banco Central, administrar a ressaca de uma festa de consumo. O novo ministro do Desenvolvimento é o empresário Armando Monteiro. E a da Agricultura, Kátia Abreu, lidera a Confederação Nacional da Agricultura. É a Thatcher do campo.

Impossível duvidar da ortodoxia dessa equipe. O enigma é se Dilma a respaldará. Além de reparos ideológicos, ela poderá ter restrições temperamentais. Padece de uma propensão ao micromanagement e costuma submeter seus colaboradores a surtos de ira que eles denominam, respeitosamente, de “síndrome da tensão criativa”. Barbosa inaugurou a experiência: já precisou desmentir que, como havia prometido, vá reduzir o salário mínimo.

A Petrobras é outro manancial de dissabores. Ninguém conhece a lista completa dos políticos que se locupletaram nessa caixa preta, da qual saíram cerca de 10 bilhões de reais. A partilha do dinheiro complica a partilha de poder. Cada nomeação pode esconder um novo pesadelo. Na semana passada, o diretor de uma empresa japonesa confessou que recursos foram desviados para a campanha de Rousseff.

A Petrobras deve 135 bilhões de dólares. E a queda do preço do petróleo dificulta a exploração de sua grande jazida de águas profundas. O fundo de investimentos Aurelius pediu que seja declarado seu default. A empresa contamina a imagem geral dos negócios. E começa a se ouvir que outra tempestade pode se desencadear na Eletrobras, a maior empresa elétrica da América Latina.

Lula sempre subordinou a economia às regras da arte e preferiu satisfazer a sua paróquia com experimentos de política externa. Dilma fechou esse caminho. Seu ex-embaixador em Washington e novo chanceler, o experiente Mauro Vieira, terá em setembro o maior desafio do ano: coroar a reconciliação com os Estados Unidos com uma visita da presidenta a esse país.

O PT adotou desta vez outra receita para preservar sua identidade. Ricardo Berzoini, o ministro das Comunicações, pretende realizar o velho sonho de regular o jornalismo. Talvez não seja o mais indicado para isso. Em 2006, Berzoini precisou se afastar da campanha de Lula ao ser envolvido em um escândalo por causa da compra de um dossiê para prejudicar José Serra, o candidato do PSDB. Uma possível deserção na luta pela qualidade informativa.

A pretensão do PT de controlar a imprensa surgiu durante o mensalão, em 2005, e se reaviva com a crise da Petrobras. Franklin Martins, ex-secretário de Comunicação Social de Lula, projetou uma lei que Dilma nunca enviou ao Congresso. Há dois meses, o partido pleiteou “democratizar a mídia para construir hegemonia na sociedade”. A designação de Berzoini foi a aceitação dessa exigência.

O intervencionismo do PT repete argumentos de Chávez, Correa e dos dois Kirchner: o Estado deve colocar a corporação midiática a serviço do povo, para que todas as vozes possam ser ouvidas. Os procedimentos sugeridos no Brasil para atingir esse objetivo são semelhantes aos da Argentina: declara-se que os meios de comunicação são um serviço público; propõe-se uma lei contra monopólios, embora existam órgãos de defesa da concorrência; e alimentam-se com publicidade estatal organizações amigas do partido, que de outra forma não poderiam se financiar.

A reforma oferece benefícios a seus promotores, embora acabe atolada no Congresso ou nos tribunais. Cada informação inconveniente poderá ser apresentada como a vingança de um veículo afetado em seus interesses econômicos. “Construir hegemonia na sociedade” costuma ser um pretexto para alcançar a hegemonia do Governo.

Observou-se que, com seu novo gabinete, Dilma buscou se blindar de Lula. Mas é possível que ocorra o contrário. Lula, que acaba de ser postulado como presidente para 2018, talvez prefira se distanciar de uma administração que pode se tornar impopular e homenagear a sua base mais ideologizada, desatando um conflito com a mídia. É o destino do populismo latino-americano. Impedido de remodelar a sociedade, só lhe resta preservar seu patrimônio autoritário.

Sérgio

sábado, dezembro 27, 2014

Isso é Brasil!


Não gostaria de ter de falar em Política, mas este homem é um câncer na história brasileira. Fez de tudo para o estelionato Dilma Roussef ganhar a eleição e vai "rachar" o Brasil contra ela para tentar se manter no poder em 2018. Ah, e o Brasil? Na opinião deles, que se dane!

Se está ruim, ficará pior! Triste 2015... Matéria da Folha de São Paulo:

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu assumir papel mais ativo na interlocução do PT com os movimentos sociais e promete ajudá-los a pressionar a presidente Dilma Rousseff para que atenda suas demandas. Insatisfeito com o ministério formado pela sucessora para seu segundo mandato, Lula disse a aliados que, na sua avaliação, a mobilização social e a reaproximação com a esquerda são condições necessárias para que o partido continue no poder depois que Dilma encerrar seu mandato. O ex-presidente, que governou o país de 2003 a 2010 e ajudou a eleger a petista com seu prestígio, pretende assim abrir caminho para se lançar novamente como candidato à Presidência em 2018. Desde a reeleição de Dilma, em outubro, Lula intensificou seu contato com movimentos sociais e reuniu-se com lideranças da juventude, sindicalistas e dirigentes do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra) e do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto).

Aos sindicalistas, Lula afirmou que é preciso "sair do chão de fábrica" e participar de discussões sobre a reforma política, mudanças no sistema tributário e a regulação dos meios de comunicação. Já para os trabalhadores sem terra, o ex-presidente fez um apelo para que as lideranças "reclamem menos" do governo Dilma e criem uma agenda efetiva de reforma agrária e agricultura familiar. No último sábado (20), em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, Lula participou da inauguração de um conjunto habitacional construído pelo MTST com apoio do programa federal Minha Casa Minha Vida. Um dia depois, gravou um vídeo divulgado pelo Instituto Lula em que pede mais diálogo de Dilma, que não compareceu ao evento, com os movimentos sociais, para que "faça um governo exitoso". Na terça-feira (23), em novo vídeo publicado em sua página no Facebook, Lula afirmou que é preciso "reorganizar a base de alianças com os setores mais à esquerda da sociedade" caso o PT queira "continuar governando o país" depois de 2018.

Segundo interlocutores do ex-presidente, esse tipo de cobrança será feita periodicamente por Lula, que tem se queixado em conversas reservadas do estilo de Dilma, muito centralizador e pouco alinhado às bases do partido. Contrariado com a escolha de Joaquim Levy para o Ministério da Fazenda, o PT esperava que Dilma compensasse o aceno feito ao mercado financeiro indicando que agora estaria aberta também a dialogar com os movimentos sociais na base do partido. Mas isso não aconteceu. Além de Levy, Dilma nomeou a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) para o Ministério da Agricultura e Armando Monteiro (PTB-PE) para o Ministério do Desenvolvimento, novamente contrariando os grupos da esquerda petista.

EQUIPE

Lula pretende criar na estrutura do PT um grupo informal, paralelo à executiva da sigla, que ajude a direção a levantar novas bandeiras e renovar o diálogo do partido com os movimentos sociais. Estão cotados para participar da equipe o ex-ministro Luiz Dulci, diretor do Instituto Lula; Marco Aurélio Garcia, assessor especial da Presidência para assuntos internacionais, que deve sair do governo agora; o deputado estadual Edinho Silva (SP), que foi tesoureiro da campanha de Dilma neste ano; e o senador Humberto Costa (PE). O senador teria sido citado pelo ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa entre os políticos envolvidos no esquema de corrupção descoberto na estatal, e Lula deve aguardar o desdobramento das investigações antes de incluir seu nome na equipe.

Sérgio

quinta-feira, dezembro 04, 2014

Que vergonha!


A maior vergonha dos tempos recentes do Brasil... Para aprovar o calote da Dilma, trabalham até de madrugada. Vejam AQUI.

Sérgio

terça-feira, dezembro 02, 2014

Isso é Brasil!


Uma das maiores vergonhas da história Republicana do Brasil, que já não é grande coisa. De hoje em diante, me recuso a dialogar com Petistas: não basta jogar no lixo a Lei da Responsabilidade Fiscal, ainda institucionalizam o toma lá-dá cá... Não há ética, não há respeito à coisa pública, não há compromisso com a verdade.

E não venham dizer que PSDB é igual: o PT se dizia diferente, mas além de não ser, é amador e incompetente e agora, em Diário Oficial, institucionaliza o fisiologismo para dar sustentação ao cadáver eleitoral que é a Dilma.

Isso é o começo do fim!

Sérgio